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Antes da Estreia

Com gols de Endrick e Bruno Guimarães, Brasil vence Egito no último jogo antes da Copa do Mundo

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Esportes / Futebol

Equipe de Carlo Ancelotti controlou a maior parte do jogo e criou boas chances pressionando a defesa adversária

Por Gabriel Salotti*

O Brasil venceu o Egito por 2 a 1 no amistoso deste sábado (6), no Cleveland Browns Stadium, em Cleveland, no último jogo da Seleção antes da Copa do Mundo. Bruno Guimarães abriu o placar após roubar a bola da defesa adversária e finalizar, mas logo depois, o meia egípcio Zico aproveitou um passe errado de Marquinhos e empatou o duelo. O desempenho ficou mais ofensivo segunda etapa, com as entradas de jogadores descansados: após o intervalo, Endrick fez o gol da vitória, aproveitando bom passe de Raphinha. A equipe africana tentou equilibrar as ações na reta final do confronto, mas sem sucesso.

O próximo compromisso da seleção brasileira será a estreia no Mundial contra Marrocos, no próximo sábado (13), às 19h, no estádio MetLife, em Nova Jersey. O Brasil ainda vai enfrentar o Haiti e a Escócia, nos dias 19 e 24, respectivamente, nos duelos restantes pelo grupo C.

O jogo

Bruno Guimarães disputa bola com jogadores do Egito - Kirk Irwin / Getty Images via AFP

Bruno Guimarães disputa bola com jogadores do Egito / Kirk Irwin – Getty Images via AFP

O Brasil começou o jogo buscando o ataque e marcando os defensores adversários. Logo aos três minutos, o time recuperou a posse no campo egípcio e Vini Jr tentou passe para Igor Thiago, mas a bola foi forte e sobrou nos pés de Paquetá, que finalizou para a linha de fundo. Na sequência, o Egito chegou com perigo: Hassan tocou para Fatouh pela esquerda. O jogador tentou o cruzamento rasteiro, mas ninguém chegou para finalizar.

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Logo depois, a Seleção se aproveitou novamente da pressão na saída de bola, com Bruno Guimarães desarmando Lasheen na entrada da área e mandando para o gol, abrindo o placar aos seis minutos. No entanto, não demorou para a equipe africana empatar: aos 10 minutos, Marquinhos tocou para trás e Zico aproveitou para pegar a bola e chutar, igualando o marcador.

A equipe de Ancelotti tentou permanecer no campo de ataque e manter a posse de bola, enquanto o Egito partia nos contra-ataques. Aos 25 minutos, Vini Jr recebeu grande lançamento de Raphinha, ficou cara a cara e chutou, mas o goleiro Shobeir fechou o ângulo e defendeu. Logo depois, o camisa 7 da seleção fez boa jogada individual e tocou para Raphinha, que finalizou cruzado para outra defesa de Shobeir.

Vini Jr em uma das chances do Brasil de marcar - Kirk Irwin / Getty Images via AFP

Vini Jr em uma das chances do Brasil de marcar – Kirk Irwin / Getty Images via AFP

A Seleção seguia tendo mais chances. Aos 32 minutos, Paquetá lançou Raphinha na área, que bagunçou Ibrahim e chutou para o goleiro egípcio desviar. Depois, Igor Thiago recebeu de Bruno Guimarães e chutou para boa defesa de Shobeir. No entanto, a melhor chance de retomar a frente do placar veio aos 41 minutos: Igor Thiago recebeu lançamento na área, foi travado e a bola rolou em direção ao gol, mas Vini Jr não conseguiu alcançá-la e a defesa afastou o perigo.

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O time voltou para o segundo tempo com muitas modificações: apenas Raphinha permaneceu em campo após o intervalo. E foi o jogador do Barcelona que quase desviou para o fundo do gol aos cinco minutos, após Luiz Henrique driblar e chutar cruzado. Logo depois, no entanto, Raphinha recebeu a bola na esquerda e tocou para Endrick marcar o segundo da Seleção.

O Egito ainda teve uma chance aos 18 minutos: Fahout cruzou fechado e Weverton espalmou para longe. Apesar disso, a equipe brasileira continuou pressionando o adversário e acumulando chances de ampliar o marcador. Na reta final do segundo tempo, a seleção egípcia também trocou quase todos os atletas do seu time, colocando em campo, inclusive, o craque Mohamed Salah, ex-Liverpool. No entanto, o time de Ancelotti conseguiu controlar as chegadas dos adversários.

Aos 41 minutos, Danilo, do Botafogo, tentou passe pelo alto para Gabriel Martinelli, mas Shobeir saiu para pegar a bola e evitar o gol. Já nos acréscimos, Zizo recebeu na entrada da área e chutou com perigo, mas a bola saiu por cima da meta de Weverton.

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  • Jornal O Dia – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Kirk Irwin / Getty Imagens via AFP
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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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