VITÓRIA
Pesquisar
Close this search box.

Denúncia

Magno Malta é acusado de agredir enfermeira durante atendimento médico

Publicados

BRASIL

Caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso; senador nega a agressão

Por Raphaela Peixoto* | Brasília – DF

Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência contra o senador Magno Malta (PL/ES). Ela acusa o parlamentar de lhe ter agredido com um tapa no rosto durante atendimento médico. Além da agressão, a vítima alega ter sido alvo de ofensas verbais. O caso foi formalizado junto à Polícia Civil do Distrito Federal na mesma data em que teria ocorrido o episódio. A Primeira Delegacia de Polícia (DP) apura o caso, que foi registrado como lesão corporal.

Em trecho do boletim de ocorrência, obtido pelo g1, “a vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele”.

De acordo com o boletim de ocorrência, a profissional afirma que foi agredida enquanto tentava ajudá-lo. Ainda segundo o relato, o golpe teria entortado os óculos da técnica, e o senador teria a chamado de “imunda” e “incompetente”. “A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”, diz o boletim.

Leia Também:  Pesquisa aponta que 51% desaprovam Lula e 43% aprovam

Neste sábado (2/5), o senador registrou um boletim de ocorrência. No documento, Malta relata que reação foi compatível com o sofrimento físico experimentado no momento e desprovida de conduta dolosa. O parlamentar ainda afirma que solicitou a preservação das imagens das câmeras de segurança do hospital e a realização de exame de corpo de delito para comprovar as lesões decorrentes do procedimento médico.

Em declarações nas redes sociais, o senador reforçou que não houve agressão e classificou a denúncia como “falsa comunicação de crime”. “Eu queria ir embora do hospital, mas pediram que eu não saísse, que eu fizesse o exame […] Eu estou indignado”, conta Malta. O parlamentar também compartilhou imagens que mostram conversa dele com o médico de plantão do hospital, que pediu desculpas ao senador e disse que vai apurar os fatos.

Malta foi internado no hospital DF Star, em Brasília, após um mal súbito de quinta-feira (30/5). O hospital informou, em nota, que abriu uma apuração administrativa para esclarecer os fatos e que está prestando suporte à funcionária que relatou a agressão. A unidade também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Leia Também:  Avião cai em fazenda no Mato Grosso

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso e afirmou acompanhar a investigação. O órgão destacou que a violência contra profissionais de saúde é inadmissível e deve ser tratada com rigor, além de orientar que ocorrências desse tipo sejam formalmente registradas.

“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”, afirma a entidade.

——————————————————————-

  • Informações Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Instagram | Magno Malta
COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Nova reforma do INSS prevê aposentadoria aos 67 anos

Publicados

em

Estudos elaborados por especialistas defendem uma nova reforma da Previdência que pode elevar a idade mínima para aposentadoria e mudanças no MEI

Por Jonathan Robert* | Vitória (ES)

A possibilidade de uma nova reforma da Previdência voltou ao centro do debate no Brasil. Estudos elaborados por especialistas sugerem mudanças nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), incluindo o aumento gradual da idade mínima para aposentadoria, que poderia chegar aos 67 anos no futuro.

As propostas foram desenvolvidas por pesquisadores ligados ao Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) e ao Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS). Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a avaliação é que o envelhecimento da população brasileira deve aumentar a pressão sobre as contas da Previdência nas próximas décadas.

Apesar da repercussão, nenhuma das medidas está em vigor ou foi apresentada oficialmente pelo governo federal. Os estudos servem como base para um possível debate sobre uma nova reforma nos próximos anos.

Por que especialistas defendem uma nova reforma?

Os pesquisadores argumentam que o Brasil vive uma rápida transformação demográfica.

Enquanto a expectativa de vida cresce, a taxa de natalidade vem caindo. Isso significa que, no futuro, haverá proporcionalmente menos trabalhadores contribuindo para sustentar um número cada vez maior de aposentados e pensionistas.

Leia Também:  Embaixadas brasileiras correm o risco de serem despejadas por falta de pagamento

Segundo os estudos, essa mudança poderá elevar significativamente os gastos da Previdência caso nenhuma alteração seja feita no sistema.

Idade mínima pode chegar aos 67 anos

Uma das principais propostas prevê que a idade mínima para aposentadoria passe a acompanhar a evolução da expectativa de vida dos brasileiros.

Na prática, a idade subiria gradualmente conforme as futuras tábuas de mortalidade divulgadas pelo IBGE. A estimativa apresentada pelos especialistas é que esse limite possa alcançar 67 anos.

Hoje, após a reforma da Previdência aprovada em 2019, a idade mínima é de:

  • 65 anos para homens;
  • 62 anos para mulheres.

Segundo dados da Previdência, porém, a idade média em que os brasileiros conseguem se aposentar atualmente gira em torno de 61 anos, devido às regras de transição e outras modalidades de benefício.

Quando uma nova reforma poderia acontecer?

Os especialistas envolvidos nos estudos avaliam que o debate deveria começar em 2027.

Na visão deles, quanto mais tempo o país esperar, maior será a dificuldade para equilibrar as contas da Previdência diante do envelhecimento da população.

Leia Também:  Big Data aponta que o governo Lula tem 51% de desaprovação

Entretanto, eles reconhecem que mudanças nas regras de aposentadoria costumam enfrentar resistência política e dificilmente avançam em períodos eleitorais.

Outras mudanças que estão em estudo

Além da idade mínima, os estudos apresentam outras propostas para o sistema previdenciário.

Entre elas estão:

  • Aumento da contribuição do MEI de 5% para 11% do salário mínimo;
  • Criação de um bônus na aposentadoria para mulheres com filhos;
  • Revisão das aposentadorias especiais;
  • Mudanças na forma de reajuste dos benefícios vinculados ao salário mínimo;
  • Criação de um modelo previdenciário misto, combinando INSS e contas individuais de capitalização.

O que muda hoje?

Na prática, nada mudou. As propostas fazem parte de estudos apresentados por especialistas e ainda não representam um projeto de lei, uma proposta do governo federal ou uma mudança aprovada pelo Congresso Nacional.

Caso uma nova reforma da Previdência venha a ser discutida no futuro, ela ainda precisará passar por todas as etapas de tramitação no Congresso antes de entrar em vigor.

———————————————————————-

  • Matéria reproduzida do portal Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

GERAL

POLÍTICA & GOVERNO

CIDADES

TURISMO

MAIS LIDAS DA SEMANA