Trocando Experiências
Profissionais de saúde de 5 estados visitam Vila Velha para conhecer projetos
SAÚDE
Por Marcia Almeida* – Vila Velha / ES
Profissionais de saúde do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Ceará e Santa Catarina estiveram em Vila Velha, nessa na quarta-feira (21) e quinta-feira (22), para conhecer os projetos municipais “Consultório na Rua” e “Feliz Idade”, voltadas ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS).
A visita integra o Colabora APS, evento promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, com o objetivo de incentivar a troca de experiências e o compartilhamento de práticas exitosas entre diferentes unidades da Federação.
De acordo com a gerente da Atenção Primária da Secretaria de Saúde de Vila Velha, Denise Rocha, o intercâmbio tem sido positivo. “É sempre muito importante apresentar as experiências que têm dado certo no município e, ao mesmo tempo, aprender com as realidades de outros estados”, afirma.
O Consultório na Rua atua em pontos críticos da cidade frequentados por pessoas em situação de rua, oferecendo atenção integral à saúde, com abordagem no local, ações de prevenção e promoção, além de tratamento e reabilitação quando necessários.
Já o Feliz Idade é um projeto realizado pela equipe de residência implantado na Unidade de Saúde de Divino Espírito Santo voltado ao cuidado integral da população idosa, com foco na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida.
Os projetos têm a parceria do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi), que teve iniciativas reconhecidas pelo Colabora APS como experiências exitosas do Espírito Santo.
————————————————————————————-
- Prefeitura de Vila Velha / Secretaria de Saúde – Conteúdo
- Foto Destacada: Divulgação / PMVV
SAÚDE
Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer
Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco
Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.
O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.
Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.
Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.
No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.
A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.
– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.
Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.
IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID
A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.
Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.
——————————————————-
- FONTE: PlenoNews.
- Foto destaque: Reprodução / Internet
-
CIDADES6 dias atrásVitória vai criar nova via de ligação entre Praia do Canto e Santa Lúcia
-
Economia6 dias atrásExpo Gengibre 2026 movimenta Santa Leopoldina a partir de sexta-feira (15) com entrada gratuita, shows, gastronomia e negócios
-
BRASIL5 dias atrásMotta acelera PEC da escala 6×1 após acordo com o Planalto
-
GERAL7 dias atrásVale prorroga inscrições para Programa Formação Profissional
-
Brasil / Economia6 dias atrásBrasil reage e tenta derrubar veto da União Europeia à carne nacional
-
CULTURA & ENTRETENIMENTO5 dias atrásCineclube El Caracol promove sessão de cinema no Viaduto Caramuru
-
Regional3 dias atrásPolítica Leopoldinense: A relação Legislativo e Executivo mudou?
-
Economia3 dias atrásEmprestar conta bancária ou chave Pix pode dar até 8 anos de prisão