Economia
Fábrica chinesa firma acordo para se instalar no Espírito Santo
Economia
A fábrica GWM vai construir seus veículos no município de Aracruz
Foi assinada nesta quarta-feira (14) entre o Governo do Espírito Santo e a Great Wall Motors (GWM) um Termo de Compromisso com a finalidade de implantação de uma indústria de produção de veículos. O governador Renato Casagrande (PSB) foi quem fez o anúncio e, na oportunidade, confirmou que o município de Aracruz vai receber a fábrica. Para ele,a chegada da montadora fortalece a economia capixaba, gera empregos mais qualificados e atrai novos fornecedores do setor automotivo.
“A GWM assumiu o compromisso de instalar uma indústria de automóveis aqui em Aracruz. Para nós, é uma notícia importante, que consolida o momento de oportunidades que o Espírito Santo vive”, afirmou.
O governador ressaltou ainda que a parceria amplia uma relação já existente. A GWM mantém forte atuação logística no Estado por meio dos portos capixabas, pelos quais importou mais de 45 mil veículos somente em 2025, reforçando a relevância do Espírito Santo no mapa automotivo nacional.
Casagrande informou que o vice-governador Ricardo Ferraço está na China e participou das tratativas finais junto ao fundador da empresa, Jack Wei. “Esse investimento fortalece a economia local, gera oportunidades e ajuda a realizar um sonho antigo dos capixabas: ter uma indústria de automóveis instalada no Estado”, concluiu.
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- Fonte: Governo do ES
- Foto Destacada: Reprodução
Economia
Nascida com investimento de R$ 360, Borana quer faturar R$ 32 milhões em 2026
Marca beachwear de São Mateus ganhou mercado externo, cinco lojas físicas e 150 funcionários partindo de um investimento inicial de R$ 360
Por João Flávio Figueiredo* | Vitória – ES
A marca de beachwear Borana, fundada em São Mateus, no norte do Espírito Santo, projeta faturamento superior a R$ 32 milhões em 2026. No ano passado, a empresa registrou R$ 28 milhões em receita com uma produção anual em torno de 360 mil peças. A marca conta com uma fábrica, cinco lojas físicas no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo e emprega 150 pessoas.
O número é resultado de uma jornada forjada na escassez, com capital próprio e sem investidor externo. Em 2010, a família começou a produzir biquínis sob medida para a filha, que estudava em Vitória.

Empresário Jorge Aguiar recebeu a medalha Mérito Empreendedor, honraria da Findes / Foto: Divulgação
“O produto circulou entre amigas, os pedidos cresceram e, em seis meses, a marca começou a receber um volume relevante de encomendas. Eu tocava flauta na noite para fazer renda e juntei R$ 360 para comprar alguns metros de tecido”, lembra Jorge Aguiar, sócio-fundador da Borana.
A empresa tocada pela família Aguiar. O criativo fica a cargo de Patiara, filha do casal Inânia, esposa de Jorge, cuida da produção. Moreno, o filho, completa o quadro societário.
O salto de visibilidade veio em 2016, quando a Borana foi selecionada para participar de um desfile do São Paulo Fashion Week. A marca ganhou o desfile solo na semana de moda de Macau e ganhou popularidade ao ter uma peça usada pela cantora Anitta em 2020.
Hoje, 70% da produção é realizada na fábrica própria em São Mateus, que emprega 108 funcionários. Os 30% restantes são distribuídos por uma rede de aproximadamente 50 costureiras independentes que trabalham de casa, concentradas principalmente na Grande Vitória.
No exterior, a Borana exporta para a Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. O mercado externo representa, na média, 10% do faturamento, mas Aguiar considera a presença internacional estratégica para o posicionamento da marca no Brasil.
“Quando você fala que está exportando para esses países, valoriza o produto internamente”, afirmou. “Mas sempre valorizamos a nossa origem em vez de buscar as tendências estrangeiras. Tornamos o produto local uma referência no Brasil e no mundo”.
Para sustentar o crescimento, a Borana fez recentemente um investimento de R$ 1,3 milhão em uma sala de corte automatizada. A aquisição busca aumentar a velocidade e a precisão do processo de corte, que antes era feito manualmente.
O próximo passo em análise é a adoção de um modelo de franquias, embora Aguiar considere que a empresa ainda precisa aumentar a produtividade para adotar esse modelo.
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- O autor assina a coluna Folha Business – Conteúdo
- Foto destaque: Divulgação / Borana
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