Política Internacional
Brasil critica ação dos EUA na Venezuela e alerta para “precedente perigoso” na ONU
INTERNACIONAL
Por Fernanda Strickland* – Brasília / DF
O Brasil voltou a criticar nesta segunda-feira (5/1), durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a ação dos Estados Unidos na Venezuela que culminou na prisão do agora presidente deposto Nicolás Maduro. Em discurso, a diplomacia brasileira afirmou que a medida fere princípios do direito internacional e pode abrir um precedente perigoso para a ordem global, especialmente na América Latina.
Representando o país no Conselho, o embaixador Sérgio Danese afirmou que o Brasil não aceita a lógica de que objetivos políticos ou de segurança possam justificar o uso de meios considerados desproporcionais. “Não podemos aceitar que os fins justifiquem os meios”, declarou, ao defender que a proibição do uso da força contra a integridade territorial e a independência política de Estados soberanos é um pilar da ordem internacional.

Sede da Organização das Nações Unidas (ONU) / Foto: Reprodução – Internet
Sem citar nominalmente Nicolás Maduro, o governo brasileiro adotou um tom crítico ao se referir à operação conduzida pelos Estados Unidos. Segundo Danese, a Carta das Nações Unidas admite exceções ao uso da força apenas em circunstâncias estritamente proporcionais, o que, na avaliação do Brasil, não se aplica ao caso em debate.
O posicionamento brasileiro também ressaltou a necessidade de preservar a América Latina como uma região pacífica e de evitar iniciativas unilaterais que possam agravar tensões políticas e diplomáticas. Para o Itamaraty, ações desse tipo tendem a enfraquecer mecanismos multilaterais e a confiança entre os Estados, além de estimular respostas semelhantes em outros contextos internacionais.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto/Destacada: Crédito – Reprodução / ONU
INTERNACIONAL
“Terra, vocês são uma tripulação”, diz astronauta da Artemis II
Os quatro tripulantes da missão Artemis II falam pela primeira vez sobre a jornada, depois de nove dias no espaço. Primeira mulher a participar de uma viagem ao satélite natural, Cristina Koch interrompeu o discurso para segurar o choro
Por Rodrigo Craveiro*
Às 15h48 deste sábado (11/4) pelo horário local (17h48 em Brasília) e menos de 24 horas após o retorno à Terra, os quatro tripulantes da missão Artemis II foram recebidos com aplausos, e de pé, pela plateia — formada por familiares, políticos e executivos da indústria aeroespacial — reunida no Centro Espacial Jonhnson da Nasa (agência espacial dos EUA), em Houston (Texas). Vestidos com macacão azul e usando boné, o comandante Reid Wiseman; a especialista de missão Christina Koch; o astronauta canadense e especialista de missão Jeremy Hansen; e o piloto Victor Glover estavam emocionados. Ainda tentavam processar a façanha nos últimos 9 dias, 1 hora e 32 minutos, quando fizeram um sobrevoo na Lua. Foi a primeira viagem ao satélite natural da Terra desde 1972. Os quatro astronautas quebraram o recorde de maior distância percorrida no espaço: 406.773km.
“Victor, Christina e Jeremy, nós estamos ligados para todo o sempre. Ninguém aqui embaixo vai saber o que passamos. Foi a coisa mais especial de toda a minha vida”, declarou Wiseman. “Antes do lançamento, parece que é o maior sonho do mundo. E quando você está lá fora, tudo o que você quer é voltar para sua família e seus amigos. Ser humano é algo especial, e estar no planeta Terra é algo especial”, acrescentou o astronauta. Na sexta-feira, a cápsula Órion pousou no Oceano Pacífico, perto da costa de San Diego (Califórnia), depois de enfrentar temperaturas de quase 3.800 graus Celsius, a uma velocidade de 39.693km/h, durante a entrada na atmosfera.
Victor Glover disse não ter processado o que ele e os três colegas tinham acabado de fazer. “Quando isso começou, em 3 de abril, eu quis agradecer a Deus em público, e quero agradecer a Deus novamente. A gratidão de ver o que vimos, fazer o que fizemos e estar com quem eu estava, é grande demais para caber em um só corpo”, reconheceu. Christina Koch precisou interromper sua fala por cerca de 10 segundos para segurar o choro. Foi abraçada pelos outros três tripulantes da sonda Orion. “Quando vimos a Terra, minúscula, (…) o que me arrebatou foi toda a escuridão em torno dela. A Terra é um bote salva-vidas pendurado inabalavelmente no Universo”, descreveu, ao parar o discurso momentaneamente. “Tudo nessa jornada tem a me ensinar. Mas, há uma coisa que eu sei. Planeta Terra, vocês são uma tripulação”, concluiu Cristina, de forma pausada, como se quisesse destacar cada palavra.
Jeremy Hansen parecia emocionado com o discurso da colega. “Quando você vê um grupo que se ama e dá uma contribuição significativa, e extrai alegria disso, isso é algo especial a testemunhar”, declarou. “Nós ouvimos muito falarem sobre a ciência e sobre as coisas que aprendemos. Mas, a experiência humana é extraordinária para nós”, lembrou, ao ressaltar a “coragem” e a “bravura” da tripulação.
Ex-astronauta da Nasa, Clayton C. Anderson esteve em duas expedições à Estação Espacial Internacional — em 2007, permaneceu 152 dias a bordo. “A missão Artemis II foi um imenso sucesso para toda a humanidade! Os testes bem-sucedidos de todos os sistemas da espaçonave nos prepararam para a Artemis 3 e a Artemis 4 nos próximos anos. Provamos que temos conhecimento e tecnologia para retornar em segurança à Lua. Aghora, estamos nos preparando para construir uma base lunar”, afirmou ao Correio, por e-mail.
Segundo Anderson, a Lua é um “trampolim”. “É um lugar próximo da Terra (três dias de viagem), onde podemos testar as tecnologias e construir a infraestrutura necessária para extrair água e gelo das crateras lunares. Todo esse conhecimento adquirido nos ajudará a planejar o envio seguro de humanos a Marte para atingir objetivos semelhantes”, explicou.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto Destaque: crédito – Ronaldo Schemidt / AFP
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