Na Contramão
Guarda Municipal de Trânsito, por falta de fiscalização mais efetiva, deixa pedestres e ciclistas vulneráveis
CIDADES
Por Paulo Roberto Borges – São Mateus / ES
O ciclista e pedestres que transitam pelas ciclovias, calçadas e ruas da cidade de São Mateus estão expostos as transgressões dos condutores de carros e motos. Acidentes são constantes com veículos invadindo as faixas dos pedestres, as ciclovias, trafegando na contramão acreditando na impunidade, uma vez que não há fiscalização efetiva da Guarda de Trânsito do município.
“Se o trânsito é municipalizado, deveria haver maior ação da nossa guarda”, pontuou Horéstio da Silva Santos, morador do bairro Santo Antônio que disse ter sido vítima da imprudência de um motorista. “Escapei de sofrer acidente grave, mas minha bicicleta foi danificada”, completou.
Relatos parecidos são coletados pela reportagem no centro e bairros da cidade. Várias histórias demonstram que a cidade não tem um planejamento dos órgãos competentes para coibirem esses abusos.
Os motoristas de Uber já definiram seu ponto, fica em frente ao Centro Comercial , na Avenida José Tozze. As vagas são ocupadas pelos carros de aplicativos, deixando quase a zero a possibilidade de veículos particulares estacionarem naquele espaço. Isso sem falar no estacionamento em fila dupla, que atrapalha o fluxo normal do trânsito, uma vez que existe um ponto de ônibus em frente, na Praça Mesquita Neto. Em horário de pico“é uma bagunça”, lembrou um dos ouvidos pela reportagem.
Outro problema é o estacionamento de motos em qualquer lugar. Algumas ocupam espaços reservados aos carros.
Mas tem também o problema dos ambulantes que se instalam nas ruas e calçadas, dificultando ao cidadão comum conseguir uma vaga para estacionar o seu veículo. Mas esse é um caso espinhoso que não será fácil resolver. Para registro, vale destacar que conversas ouvidas entre ambulantes, a maioria votou no atual prefeito e acreditam que “não é hora de retirar a gente nem da Praça Mesquita Neto e nem das ruas e avenidas do centro da cidade”. O mesmo acontece em ruas de bairros periféricos. Ambulantes se instala aonde desejarem sem correr o risco de serem importunados pela fiscalização da Prefeitura.
Escola e Feira Livre

UBS Verônica Favalesca – Santo Antônio / Foto: Pauta1
Um trânsito desorganizado, sem ação da municipalidade gera outros incômodos levando alguns pais reclamarem da falta de policiamento na saída de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dora Arnizaut Silvares (Caic), por exemplo, localizada no bairro Santo Antônio. No dia de feira livre, na porta da escola e da Unidade Básica de Saúde Verônica Favalesca, uma das pistas da Avenida João Batista Crespo é fechada, fazendo com que os veículos disputem uma só via colocando em risco quem por ela é obrigado a transitar, principalmente no horário de entrada e saída dos alunos e pessoas que que acessam à USB. Foi sugerido como opção para no dia de feira os veículos usarem a Rua Netuno, que é perpendicular a Avenida João Batista Crespo. Aliás, pode ser usada pelos feirantes, desobstruindo a pista que ocupam no dia de feira.
Uma viatura da Guarda Municipal é vista no local, mas por pouco tempo, até porque, segundo as pessoas, no horário de maior movimento “não fica nenhuma e nem um guarda para orientar o fluxo de trânsito”, disse Neusa Cintra Alves. “Foi tentado se usar uma rua antes como desvio ou transferir a feira de lugar, mas tudo de mais simples em São Mateus se torna difícil”, completou a dona-de-casa.
Várias reclamações foram encaminhadas à Câmara Municipal no ano passado. Além da questão da feira, foi solicitada a construção de um redutor de velocidade nas proximidades da escola e da Unidade de Saúde. Mesmo com solicitação de uma vereadora, nada foi feito para solucionar o problema.
Carros Pipas
Carros-Pipa que estacionam na Avenida João XXII para abastecerem os tanques do Saae estão ocupando quase toda a pista, em fila dupla, prejudicando o fluxo de veículos causando retenção naquele local. “Não é porque existe uma crise hídrica que vai se criar uma crise no trânsito”, disse um motorista revoltado. Usam quase todas as pistas, deixando espaço reduzido para a passagem de carros e ônibus, sem contar que são obrigados a trafegarem por parte da ciclovia.
No sábado (18), enquanto alguns agentes da Guarda Municipal paravam veículos e motos para orientar e conscientizar motoristas e motociclistas, ali próximo, no ponto de ônibus ao lado da Escola Estadual Ceciliano Abel de Almeida, um cidadão, sem cerimônia, estacionou seu carro no local de parada dos ônibus para embarque e desembarque de passageiros.

Caic – bairro Santo Antônio / Foto: Pauta1
A Prefeitura disse que não há efetivo para policiar todos os lugares atendendo todas as demandas.
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* Foto/Destaque: Av. José Tozze /Reprodução / Rede Social
CIDADES
Vitória regulamenta circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade
Por Gislaine de Assis Santos* / Vitória – ES
A Prefeitura de Vitória publicou, nesta sexta-feira (10), novo decreto que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores e autopropelidos em todo o município. O objetivo é organizar mais o uso do espaço urbano, aumentar a segurança viária e promover a convivência harmoniosa entre diferentes modais de transporte e pedestres.
Com base nas atribuições previstas na Lei Orgânica do Município, o decreto define conceitos, delimita áreas de circulação e fixa normas específicas conforme o tipo de veículo e a velocidade recomendada nas vias.
O texto estabelece critérios técnicos para cada categoria. São considerados ciclomotores os veículos de duas ou três rodas com motor de até 50 cilindradas ou potência elétrica máxima de 4 kW, com velocidade limitada a 50 km/h.
Já as bicicletas elétricas devem possuir pedal assistido, potência de até 1000 W e velocidade máxima de 32 km/h, sem acelerador manual.
“O decreto também regulamenta os chamados equipamentos autopropelidos, como patinetes elétricos, hoverboards e monociclos, que podem atingir até 32 km/h e possuem limites de tamanho e potência”, destacou o secretário de Transportes, Trânsito Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano.
Regras
As normas variam de acordo com a velocidade máxima permitida nas vias:
• Acima de 60 km/h: fica proibida a circulação de todos os modais: ciclomotores, bicicletas, bicicletas elétricas e autopropelidos.
• Até 60 km/h: ciclomotores podem circular no bordo direito da pista. Bicicletas e autopropelidos ficam proibidos, exceto quando houver infraestrutura cicloviária.
• Até 40 km/h: ciclomotores seguem no bordo direito da via. Bicicletas, elétricas e autopropelidos devem usar ciclovias ou ciclofaixas; na ausência, podem circular também pelo bordo direito.
O decreto reforça que a sinalização existente nas vias deve sempre ser respeitada, prevalecendo sobre as regras gerais.
Uso da infraestrutura cicloviária
Ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas passam a ser destinadas exclusivamente a bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos, sendo proibida a circulação de ciclomotores nesses espaços. A velocidade máxima nesses locais será de 32 km/h, salvo indicação diferente por sinalização no trecho.
O transporte de passageiros em bicicletas elétricas será permitido apenas quando houver assento adequado. Já os equipamentos autopropelidos não poderão transportar passageiros, salvo em caso de exceções previstas pelo fabricante.
Circulação em calçadas e áreas de pedestres
A circulação desses modais em calçadas, parques e áreas destinadas a pedestres está proibida. A exceção ocorre quando houver sinalização autorizando, com limite de velocidade de 6 km/h.
Equipamentos autopropelidos utilizados por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida estão autorizados a circular nesses espaços, independentemente de sinalização, obedecendo os limites de velocidade no trecho.
Segurança e exigências legais
O uso de capacete de segurança passa a ser obrigatório para condutores e passageiros. No caso de ciclomotores, o capacete deve obedecer, especificamente, as nomas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Além disso, a condução de ciclomotores exige habilitação na categoria “A” ou Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC).
O decreto da Prefeitura de Vitória institui a política preventiva de acidentes e conflitos no trânsito, mediante ações educativas, por parte de quem comercializa veículos e equipamentos de mobilidade tratados no decreto.
A política preventiva consiste na divulgação de material educativo, destinado ao uso correto, consciente e seguro do equipamento adquirido, com foco em preservação da vida e a integridade física de pedestres, condutores e passageiros dos veículos e equipamentos de mobilidade.
Fiscalização e ações educativas
A implantação prática do decreto será acompanhada por ações educativas e de fiscalização integradas. Caberá aos órgãos municipais de trânsito e segurança: fiscalizar o cumprimento das regras; implantar e adequar a sinalização; promover campanhas educativas; adotar medidas para redução de riscos no trânsito e, ainda, editar normas complementares, quando necessário.
Nova política de mobilidade
O decreto também institui a Área de Circulação com Atenção e Mobilidade Amigável (A-CALMA), que prevê estudos e implantação de vias cada vez mais seguras e voltadas à convivência entre diferentes modais. O prazo para análise e execução das intervenções é de até 18 meses.
“Com a nova regulamentação, a Prefeitura de Vitória busca alinhar a cidade às diretrizes nacionais de mobilidade urbana, promovendo mais segurança, organização e incentivo ao uso de meios de transporte sustentáveis”, destaca Alex Mariano.
Segundo ele, o conceito de mobilidade é dinâmico e em constante evolução, exigindo adaptações e inovações para atender à necessidade crescente de Vitória. Além disso, a Prefeitura da capital tem investido em tecnologias inovadoras, como semáforos inteligentes e sistemas de gestão de tráfego com uso de Inteligência Artificial (I.A.), para melhorar a fluidez e a segurança do trânsito.
“A mobilidade urbana é um desafio constante, mas também uma oportunidade para criar cidades mais humanas e sustentáveis, boas para os moradores e turistas”, finalizou o gestor.
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- Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – André Sobral / PMV
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