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Fraude do INSS

“Careca do INSS” é preso em operação contra descontos ilegais em aposentadorias

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POLÌCIA

A operação desta sexta-feira (12/9) cumpriu dois mandados de prisão e 13 de busca e apreensão; o empresário Maurício Camisotti também foi detido

Por Jaqueline Fonseca* – Brasília / DF

Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (12/9), uma nova fase da operação que investiga descontos irregulares no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Na ação de hoje, dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal, em São Paulo e no Distrito Federal. Segundo a CNN Brasil, os presos são Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS e Maurício Camisotti. O Careca do INSS foi preso em Brasília. 

Os dois são apontados como operadores de um mega esquema fraudulento que lesou 4 milhões de aposentados e pensionistas do INSS através de descontos associativos não autorizados nos benefícios.

Em maio, uma outra operação da Polícia Federal apreendeu veículos de luxo avaliados em mais de R$3 milhões na casa do ‘Careca do INSS’.

No começo de setembro, a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no INSS, pediu a prisão de 21 pessoas envolvidas no esquema, entre elas o Careca do INSS e o empresário Maurício Camisotti. O depoimento do Careca do INSS está marcado na CPMI para a próxima segunda-feira (15/9). Ainda não há informações se a oitiva será mantida. 

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Ontem, o ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira, que esteve a frente da pasta entre  março de 2022 e janeiro de 2023, durante o governo Bolsonaro, prestou depoimento à CPMI do INSS e informou que não conhece o Careca do INSS, nem o empresário Maurício Camisotti 

Conforme nota da Polícia Federal, a operação desta sexta-feira (12/9), que recebeu o nome de Operação Cambota, apura os crimes de impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados.

A reportagem não localizou as defesas dos investigados.

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* Correio Braziliense – Conteúdo

* Foto/Destaque: Reprodução

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POLÌCIA

Prefeito e ex-prefeito são presos durante operação da PF em Pedro Canário

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Operação investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, na manhã da terça-feira (26), o prefeito e o ex-prefeito de Pedro Canário. Os mandados expedidos contra Kleilson Rezende (PSB) e Bruno Araújo (PDT), foram cumpridos.

As prisões são o principal desdobramento da Operação Eco da Fraude II, que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos ligados à realização do evento “XXXIV Forró da Tábua Lascada”.

Também são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). A Justiça também determinou o afastamento cautelar do prefeito e de um servidor municipal, além de autorizar outras medidas investigativas e bloqueios patrimoniais.

Segundo as investigações da PF, conduzidas pela delegacia de São Mateus, há indícios de uma organização criminosa estruturada, formada por agentes públicos e empresários. O esquema funcionava a partir da manipulação de processos licitatórios e do superfaturamento de contratos públicos, gerando o pagamento de vantagens indevidas.

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário – ES Brasil

Lagoa Augusto Ruschi: o novo cartão-postal de Pedro Canário / Foto: ES Brasil

Para mascarar o caminho do dinheiro desviado, o grupo contava com um sistema de lavagem de capitais. A PF identificou movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados e a utilização de contas de terceiros — além de operadores financeiros — para fazer o dinheiro circular em espécie, ocultando a origem ilícita dos recursos.

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As medidas cumpridas nesta terça-feira visam a aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, paralisar as atividades do grupo criminoso e garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados podem responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato-desvio, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Caso sejam condenados, as penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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  • Fontes: A Gazeta e Polícia Federal
  • Foto destaque: Reprodução / AG
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