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Após sanções dos EUA, Moraes vai a jogo do Corinthians, sorri e faz gesto obsceno

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BRASIL

Ministro do STF assistiu ao clássico entre Corinthians e Palmeiras pela oitavas de final da Copa do Brasil

São Paulo / SP

Horas após ser alvo da Lei Magnitsky, uma das principais sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi à Neo Química Arena assistir às oitavas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (30), onde fez um gesto obsceno. O magistrado é corintiano e esteve no estádio, em São Paulo, para acompanhar a partida contra o rival Palmeiras.  

Moraes chegou no local acompanhado da esposa e, após ser abordado por um interlocutor, respondeu “vai Corinthians”. Ele ainda sorriu, acenou para o público e fez o gesto após ser xingado.

O ministro é frequentador da casa alvinegra. Em março deste ano, ele esteve no estádio para acompanhar a final do Campeonato Paulista. Na ocasião, o Corinthians venceu o Palmeiras e foi campeão.

Em junho de 2020, o ministro viralizou após utilizar uma caneca do time durante uma sessão do STF sobre o inquérito das fake news. Em novembro de 2024, fez uma doação para o Corinthians quitar a dívida da construção de seu estádio. O valor não foi divulgado, mas o ministro recebeu um certificado por participar da campanha.

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A presença do magistrado no estádio também chamou atenção do narrador Galvão Bueno, que transmitia o jogo no Amazon Prime. 

“Aí você vai vendo a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que está envolvido em toda essa conversa, essa disputa com o governo do Estados Unidos. Mas isso é política. Ele está ali como torcedor. Tem todo o direito de estar ali como torcedor”, disse Galvão.

O ministro do STF foi alvo de uma sanção por parte do governo de Donald Trump. O dispositivo legal acionado pela Secretaria do Tesouro dos EUA impõe restrições financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. 

Essa foi a primeira vez que uma autoridade de país democrático foi punida pela Lei Magnitsky. Ela foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de visto cancelado e proibição de entrar no país.

Ao anunciar a punição, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que Moraes promove ‘caça às bruxas’. Ele também também afirmou que o ministro é responsável por uma “campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados, incluindo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.

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  • O Dia / Com informações do Estadão – Conteúdo
  • Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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BRASIL

Forças Armadas reúnem documentos em processo sobre perda de patente de Bolsonaro

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Pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-presidente deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato

Brasília – DF

O Superior Tribunal Militar (STM) autorizou na última quarta-feira (22) a realização de diligências para reunir documentos das Forças Armadas sobre a trajetória militar do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O pedido foi feito pela defesa no processo que discute se ex-capitão deve ser declarado indigno ou incompatível com o oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão. Bolsonaro foi capitão do Exército.

A Corte Militar intimou o Exército, a Marinha, a Aeronáutica e também o Ministério da Defesa para que providenciem as informações. Se não houver registros, os órgãos devem apresentar certidão negativa que ateste a ausência.

O processo foi aberto pelo Ministério Público Militar com base na condenação do ex-capitão reformado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso no STM é o ministro Carlos Vuyk de Aquino.

Entre os materiais solicitados às Forças Armadas dentro do direito da defesa de produzir provas documentais estão prontuário funcional, histórico disciplinar, avaliações de desempenho, registros de condecorações e informações sobre sua conduta após a passagem para a reserva.

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Militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou incompatibilidade com o oficialato. O processo de Bolsonaro está na fase de coleta de provas e ainda contará com manifestação da defesa antes do julgamento.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), ex-presidente do Brasil violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um golpe contra as instituições:

– Dever de probidade e de proceder de maneira ilibada na vida pública;

– Respeito à dignidade humana;

– Cumprimento das leis e das ordens das autoridades competentes;

– Zelo pelo preparo moral próprio;

– Prática da camaradagem e do espírito de cooperação;

– Discrição em suas atitudes, maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa educação;

– Acatamento das autoridades civis;

– Cumprimento de seus deveres de cidadão.

Além do ex-presidente, são requeridas pelo órgão a perda de patente do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

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  • Informações do Estadão – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Tânia Rêgo / Agência Brasil
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