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Noruega está construindo megatúnel submarino para encurtar viagens no país

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INTERNACIONAL

Por John Lucas*

A Noruega está avançando na construção do Rogfast, um megatúnel submarino projetado para reduzir o tempo de deslocamento entre importantes cidades da costa oeste do país e eliminar travessias por balsa. Quando concluída, a estrutura deverá se tornar o túnel rodoviário submerso mais longo e mais profundo do mundo, segundo autoridades norueguesas.

Túnel submarino mais profundo do mundo vai custar R$ 12 bi; saiba onde fica  | Mobilidade Estadão |

Túnel submarino mais profundo do mundo vai custar R$ 12 bi | Foto: Reprodução – Internet

O túnel terá cerca de 27 quilômetros de extensão e atingirá profundidade próxima de 392 metros abaixo do nível do mar. O projeto ligará regiões próximas de Stavanger e Bergen, dois dos principais centros urbanos noruegueses, reduzindo em aproximadamente 40 minutos o tempo atual de viagem nesse trecho.

Conforme os responsáveis pela iniciativa, o Rogfast integra um plano mais amplo para modernizar a rodovia E39, corredor que percorre a costa oeste da Noruega. Atualmente, motoristas dependem de várias travessias por balsa ao longo do trajeto. A meta do governo é substituir parte dessas conexões por pontes e túneis, tornando o transporte terrestre mais rápido e previsível.

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O túnel contará com dois tubos independentes, cada um com duas faixas de rolamento para veículos. Um dos destaques do projeto será a ligação com a ilha de Kvitsøy por meio de um sistema de rotatórias subterrâneas instalado a cerca de 260 metros de profundidade. Segundo engenheiros envolvidos na obra, a solução também reforça a segurança e facilita desvios em caso de emergência.

A construção está exigindo alta precisão técnica. Como os trabalhos avançam a partir de diferentes pontos, as equipes precisam escavar até se encontrar no centro do trajeto com margem mínima de erro. As empresas responsáveis pelo projeto afirmam que estão utilizando tecnologia de ponta para acompanhar cada etapa da perfuração.

Projeto mais complexo da história": túnel submarino com 400 m de  profundidade estará pronto nesta data e fica na Europa - Postal

Projeto mais complexo da história”: túnel submarino com 400 m de profundidade

Segundo o cronograma atual, a conclusão da obra está prevista para 2033. Além de encurtar viagens, o governo norueguês argumenta que o megatúnel deve melhorar a logística regional, ampliar o acesso a empregos e serviços públicos e fortalecer setores econômicos como o de frutos do mar.

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  • Gazeta do Povo – Conteúdo / Colaboração Pauta1
  • Foto Destaque: Reprodução

 

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INTERNACIONAL

Brasil deixa plenário da ONU durante discurso de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel

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“Covardes morais”, disse premiê israelense sobre os que abandonaram o salão

Como gesto de protesto contra o governo israelense e à guerra na Faixa de Gaza, a delegação brasileira abandonou o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) tão logo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso nesta quinta-feira (24). Em resposta à debandada, o premiê israelense disse que, se houvesse mais “covardes morais” que ainda não haviam deixado o salão, que o fizessem logo.

De acordo com apuração da CNN Brasil, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para assistir à sessão desta quinta. Entretanto, outros quatro representantes brasileiros se juntaram a ele durante o discurso anterior ao de Netanyahu a fim de aumentar a quantidade de pessoas que deixariam o salão no momento em que o líder israelense subisse à tribuna.

O gesto foi planejado pelos membros da delegação brasileira junto de outros países. A delegação palestina, por exemplo, que tinha apenas duas pessoas durante a sessão, aumentou para seis durante o discurso que antecedeu o do premiê israelense, feito pelo vice-presidente da Colômbia, José Manuel Restrepo.

Representantes deixando plenário da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu / Foto: Ángel Colmenares / EFE

Como forma de equilibrar a ausência já esperada, a delegação israelense levou mais representantes e observadores para acompanhar e ovacionar o discurso do primeiro-ministro, que foi recebido com vaias e aplausos ao assumir a palavra.

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Durante sua fala, Netanyahu defendeu que os conflitos envolvendo Israel não são meramente territoriais, mas sobre a existência do país como um Estado judeu. Netanyahu relembrou o ataque terrorista do Hamas contra Israel no dia 7 de outubro de 2023, descrevendo-o como o pior desde o Holocausto e citou o episódio como estopim para o início da guerra em “sete frentes”: contra o Hamas, Hezbollah, Houthis, Irã, milícias no Iraque e na Síria e Cisjordânia.

Netanyahu ainda prometeu que impedirá a “ditadura assassina do Irã” de desenvolver “bombas atômicas, armas nucleares destinadas a destruir Israel, armas nucleares que poderiam ameaçar o mundo inteiro”. Também descreveu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o melhor parceiro que Israel já teve.

LULA

O ato da delegação brasileira ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionar o conflito entre israelenses e palestinos durante seu discurso na Assembleia Geral. Em seu pronunciamento, o presidente chamou os líderes palestinos Yasser Arafat e Yitzahk Rabin de “estadistas” que “desafiaram o passado para projetar um futuro de paz”, mas foram “derrotados pelo ódio”.

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– Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas – acrescentou o petista.

Lula é considerado persona non grata em Israel desde fevereiro de 2024, por ter comparado a guerra deflagrada por Israel em Gaza ao extermínio de judeus promovido por Adolf Hitler durante o Holocausto.

Essa posição do governo brasileiro não poderia ser diferente, visto que nunca reprovou os atos de terrorismo do grupo assassino Hamas. Ainda o que comprova essa posição, é a relutância de não reconhecer os narcotraficantes como grupo terrorista e ficar de fora do consórcio da maioria dos países da América Latina, que se juntaram aos Estados Unidos no combate ao crime dessas facções.

 O presidente Lula demonstrou sua simpatia pelos regimes ditatoriais como o de Cuba, por exemplo.

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  • Da Redação / Com informações da CNN Brasil
  • Foto Destaque: Crédito – Ángel Comenares / agência EFE
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