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Escândalo no Governo Lula

INSS: AGU exclui Contag da lista de entidades com bens bloqueados

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Brasil / Economia

A entidade, cujo diretor é o irmão do presidente Lula, é a que mais recebe com desconto associativo em folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS

Brasília / DF

Advocacia-Geral da União (AGU) excluiu a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) da lista de entidades que tiveram bens e contas correntes bloqueados no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraude em desconto associativo feito em folha de pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Essa entidade tem como diretor o Frei Chico, irmão do presidente Lula.

De acordo com auditoria feita pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Contag é a entidade que mais arrecadou recursos oriundos do desconto em mensalidade associativa. Até maio de 2024, foram R$ 435 milhões.

Uma auditoria interna do próprio INSS apontou que foram desbloqueados de uma só vez ao menos 34 mil descontos não autorizados nas folhas de pagamento de aposentados pela entidade. Desses, somente 213 beneficiários realmente tinham assinado requerimentos autorizando o desconto. Ao jornal Correio Braziliense, a entidade alegou ter apresentado os documentos ao INSS de todos os 34 mil beneficiários.

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A AGU informou à reportagem que nesta primeira etapa da Operação Sem Desconto as entidades escolhidas para o bloqueio de bens e contas correntes estão classificadas em três critérios: entidades de fachada com uso de “laranjas”, empresas que foram usadas para pagamento de propina a agentes públicos e empresas suspeitas de intermediar o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos.

“A decisão para o ajuizamento da medida cautelar se dá em razão de que todas as possíveis condutas ilícitas apontadas na Operação Sem Desconto deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com a CGU, ainda se encontram em fase de investigação. Em momento oportuno, a AGU ingressará com as medidas judiciais cabíveis para a reparação de todo o dano sofrido ao INSS e aos beneficiários da previdência social”, disse em nota.

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* Informações Correio Braziliense – Conteúdo

* Fotos: Reprodução

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Brasil / Economia

Tarifaço: Brasil abre processo para aplicar Lei de Reciprocidade aos EUA

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Medida ocorre em razão da taxa de 25%; Presidência afirma que solicita realização de ‘consultas diplomáticas’ ao governo americano

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nesta quinta-feira, 13, o processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, em razão da aplicação da tarifa de 25% contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais.

“Em cumprimento ao artigo 16 do referido decreto, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) está notificando o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas”, afirma nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgada na noite desta quinta-feira.

Segundo o comunicado, a consulta à diplomacia americana antes da adoção de medidas mostra o esforço do Brasil para privilegiar o diálogo com a Casa Branca. As negociações podem levar ao adiamento ou à suspensão de eventuais contramedidas, a critério do governo, mas o Ministério das Relações Exteriores terá de produzir relatórios periódicos sobre seu andamento.

O governo destacou que, durante a investigação da Seção 301 da lei americana – com base na qual o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) acusou o Brasil de práticas desleais em temas como Pix e desmatamento -, apresentou evidências para contestar os argumentos americanos. A Secom voltou a classificar as tarifas como “injustificadas e arbitrárias”. “O Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis”, afirma a nota.

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O governo também disse que seguirá trabalhando para reduzir os efeitos das tarifas e defendeu o multilateralismo e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Seguiremos trabalhando pela diversificação de parcerias comerciais e abertura de novos mercados para nossos produtos”, diz a Secom. A nota cita ainda o Plano Brasil Soberano, voltado à proteção dos setores afetados e à preservação de empregos e da capacidade produtiva.

Desde o ano passado, a aplicação da lei divide opiniões no governo Lula e entre setores privados, que temem os efeitos de uma eventual resposta na mesma proporção. Na ocasião, o governo também abriu o processo na Camex, mas não avançou na adoção de medidas.

As próximas semanas devem ser marcadas por consultas aos setores afetados. O governo descartou, por exemplo, a proposta de economistas de aplicar tarifas de exportação sobre produtos sensíveis retirados pelo governo Trump da lista do novo tarifaço. A avaliação é de que a medida seria difícil de justificar politicamente, após meses de esforços para evitar a taxação.

O passo dado agora cumpre os prazos e formalidades previstos na lei para eventual adoção de medidas tarifárias e comerciais. O governo pode aplicar contramedidas provisórias enquanto avalia as definitivas, mas antes terá de realizar consultas públicas com as partes interessadas.

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Entre as possibilidades, estão restrições à importação de bens e serviços, suspensão de concessões comerciais e de investimentos e de obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual. As medidas devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelo outro país.


  • Matéria do Estadão – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – AFP
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