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Aracruz tem previsão de 11 grandes empreendimentos

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Ao todo, são 100 companhias com projetos para o Estado, dos mais diversos setores, com criação de empregos para todos os níveis de escolaridade

Aracruz / ES

Os investimentos anunciados por empresas no Espírito Santo têm crescido cada vez mais. Ao todo, são 100 companhias com projetos para o Estado, dos mais diversos setores, com criação de empregos para todos os níveis de escolaridade. Para Aracruz, estão previstos 11 grandes empreendimentos.

Os dados são do diagnóstico, que faz parte do Programa de Fornecedores do Estado (PDF-ES); e da Bússola do Investimento do Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado (Findes), além de levantamento com as próprias empresas.

Os investimentos em Aracruz

BW Energy
Dona dos campos de produção de petróleo e gás Golfinho e Camarupim, no litoral de Aracruz, a empresa planeja investir US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) na exploração e produção de seus ativos até 2031.

Imetame Energia
Investimento de R$ 150 milhões da Imetame, grupo aracruzense, para dobrar produção de petróleo no campo rio Ipiranga, em Linhares.

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Ecovias 101
A duplicação da rodovia BR-101, em diversos trechos no Estado, com grande extensão em Aracruz, tem orçamento previsto de R$ 3,2 bilhões.

Imetame Logística Porto
Está construindo o Imetame Logística Porto em Aracruz, com previsão de ficar pronto no ano que vem, além de uma Zona de Processamento e Exportação (ZPE) privada.

Estaleiro Seatrium
Começou a construir módulos para navios-plataformas da Petrobras.

Suzano
Investirá R$ 1,66 bilhão em novas linhas de produção de papel tissue e celulose Fluff e em caldeira de biomassa, na unidade de Aracruz.

Portocel
Com investimento de R$ 2 bilhões, planeja a ampliação do porto e extensão do ramal ferroviário.

VLI
Construção de pátio ferroviário em Aracruz.

Grupo Tristão
Dona da Realcafé, planeja investir R$ 14 milhões na ZPE de Aracruz, em um armazém 4.0.

Supermercados BH
Investimento na construção e duas lojas em Aracruz.

Capixaba Energia
Consórcio entre a aracruzense Imetame e a EnP Energy Platform para operação dos campos terrestres do Polo Lagoa Parda e investimentos para o desenvolvimento das descobertas dos blocos ES-T-441 e ES-T-487, em Linhares.

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* Informações Folha do Litoral – Conteúdo

* Foto/destaque: Divulgação

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Escala 5×2 ameaça pequenos negócios no interior do ES

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Pesquisa aponta risco de aumento de custos, dificuldade para manter atendimento e falta de mão de obra qualificada

Aumento de custos operacionais, dificuldade para reorganizar equipes e escassez de mão de obra qualificada, especialmente em negócios ligados ao comércio, serviços e turismo estão listados como os principais impactos da possível adoção da escala de trabalho 5×2 em municípios capixabas. Um estudo realizado com 30 empresários e gestores de Marataízes e cidades vizinhas, apontou a situação.

O levantamento, realizado em abril deste ano, foi conduzido pelo Administrador Allan Junio da Silva Vieira, representante institucional do Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRA-ES) na Região Litoral Sul. Segundo ele, “a escala 5×2 não pode ser analisada apenas como uma questão trabalhista. Ela acaba expondo gargalos históricos de gestão, tecnologia e qualificação profissional que já existiam nas empresas do interior”, afirma.

Conhecida como a “Pérola Capixaba” e também como a capital estadual do abacaxi, Marataízes é um dos principais polos turísticos e agrícolas do litoral sul do Espírito Santo. Com economia fortemente baseada em atividades presenciais e atendimento direto ao público, o município representa um retrato dos desafios enfrentados por pequenas e médias empresas diante das mudanças nas relações de trabalho.

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Segundo Allan Vieira, o debate sobre a escala 5×2 vai além da redução da jornada semanal. O levantamento identificou diferenças significativas entre empresas mais modernas e negócios ainda dependentes de operações manuais. Enquanto organizações com maior uso de tecnologia enxergam oportunidades de ganho de produtividade e modernização, empresas tradicionais demonstram preocupação com a manutenção dos turnos de atendimento e a sustentabilidade financeira das operações.

De acordo com o estudo, muitos empresários estimam aumento operacional próximo de 20% em setores com atendimento direto ao público caso não haja investimento em automação e reorganização de processos internos. “O principal medo não é apenas a folha salarial. Muitos gestores relatam preocupação em conseguir manter o atendimento funcionando em cidades onde ainda existe forte dependência do trabalho operacional e pouca oferta de mão de obra qualificada”, explica Allan Vieira.

A pesquisa também aponta diferenças de percepção entre os perfis empresariais analisados. Enquanto empresas maiores concentram preocupações em competitividade e produtividade, pequenos empreendedores demonstram receio imediato relacionado à sobrevivência financeira e à capacidade de adaptação.

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Para o Administrador Allan Vieira, o cenário reforça a necessidade de modernização da gestão no interior capixaba. “Tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais e passaram a ser fatores de sobrevivência. Empresas que já utilizam automação e ferramentas digitais conseguem absorver melhor mudanças na jornada de trabalho”, destaca.

Apesar dos desafios, o estudo também identifica oportunidades. Entre elas, a possibilidade de atração de profissionais de grandes centros urbanos em busca de qualidade de vida e a melhoria do ambiente organizacional nas empresas que conseguirem investir em inovação e produtividade. “A escala 5×2 pode se transformar em uma vantagem competitiva para o interior do Espírito Santo, mas isso depende diretamente da capacidade das empresas de modernizar processos e investir em produtividade”, conclui o representante institucional do CRA-ES.

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  • Matéria reproduzida do JN – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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