Entrevista
Kleber Medici – Prefeito reeleito do Município de Santa Teresa
Política
Por Paulo Roberto Borges

Ele é daquela gama de gestores aprovados pela atuação à frente do Executivo Municipal. Kleber Medici (PSDB) foi reeleito para o seu segundo mandato com grande aceitação popular. Nessa entrevista expõe o seu trabalho em prol do município e da população teresense que, como consequência, teve a aprovação da sua gestão. Fala das principais ações que foram feitas e o que propõe em executar nos próximos quatro anos. Conhece como poucos o seu município e as demandas necessárias a serem atendidas e também dos desafios a serem enfrentados e superados.
Pauta1 – Como avalia seu primeiro mandato e quais fatores o levaram à reeleição?
Kleber Medici – Meu primeiro mandato foi marcado por muito trabalho, dedicação e compromisso com os cidadãos de Santa Teresa. Focamos em melhorar a qualidade de vida da população, com investimentos significativos em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social, agricultura e infraestrutura. Destacamos também o fortalecimento das políticas públicas voltadas à valorização dos servidores públicos, turismo e cultura, interiorização dos investimentos. Além disso, valorizamos a transparência e a participação das comunidades nas decisões da gestão.
Acredito que minha reeleição reflete a confiança da população nos resultados alcançados e no nosso projeto para o futuro, o qual foi apresentado como programa de governo nas eleições deste ano. Esse apoio é fruto de um governo responsável, que soube ouvir e atender às demandas da comunidade, mantendo o diálogo constante e respeitando os valores que guiam nossa administração. No segundo mandato, continuaremos trabalhando, juntos, para que tenhamos uma Santa Teresa cada vez melhor!
Quais os maiores desafios do segundo mandato?
Os desafios do segundo mandato refletem tanto a continuidade do trabalho que realizamos até aqui quanto as novas demandas que surgem com o crescimento e as transformações de Santa Teresa. Um dos maiores desafios será ampliar a infraestrutura do município, garantindo a melhoria da mobilidade urbana e a manutenção das nossas estradas rurais, essenciais para a economia local.
Outro ponto importante será fortalecer as políticas de assistência social, especialmente no apoio às famílias em vulnerabilidade e no acompanhamento do desenvolvimento infantil. Também enfrentaremos o desafio de atrair novos investimentos e fomentar ainda mais o empreendedorismo, diversificando a economia sem perder de vista a preservação ambiental, que é um patrimônio do nosso município.
Seguiremos com o compromisso de oferecer serviços públicos de qualidade, aprimorando o atendimento em saúde e educação, e garantindo uma gestão ainda mais eficiente e transparente. Estamos preparados para enfrentar esses desafios com planejamento, trabalho em equipe e sempre ouvindo as necessidades da população.
Alguma ação gostaria de ter feito e não conseguiu nesse primeiro mandato?

Em um primeiro mandato, é natural que algumas ações planejadas enfrentem desafios inesperados, seja pela limitação de recursos, seja por fatores externos. Um dos projetos que gostaríamos de ter avançado mais foi a modernização da infraestrutura tecnológica da Prefeitura, que permitiria agilizar ainda mais os serviços públicos para a população. Embora tenhamos iniciado esse processo, não conseguimos implementá-lo no ritmo desejado devido a prioridades emergenciais existente ao longo do mandato, como a pandemia e suas consequências.
Também enfrentamos desafios em relação a alguns projetos de maior impacto na área da infraestrutura rural, a exemplo, caminhos do campo, pavimentação asfáltica entre Alto Caldeirão e Várzea Alegre e calçamento em bloco, como no Caravaggio. Apesar disso, trabalhamos para superar esses obstáculos e já temos estratégias bem definidas para continuar avançando com essas ações no segundo mandato junto ao Governo do Estado. Tenho certeza de que, com o aprendizado adquirido, o apoio da equipe e, principalmente, com a parceria do governo estadual, conseguiremos concretizar essas iniciativas nos próximos anos.
Tem algum nome que gostaria de apoiar para a presidência da Câmara?
Respeitamos profundamente a autonomia do Legislativo e entendemos que a escolha da presidência da Câmara é uma decisão que cabe ampla análise e discussão, principalmente, entre os vereadores eleitos. Nosso papel, como Executivo, é manter um diálogo aberto e colaborativo com o Legislativo, sempre buscando trabalhar em conjunto para atender aos interesses da população de Santa Teresa. O importante é que a presidência da Câmara seja exercida de forma comprometida com os princípios democráticos e com o desenvolvimento do município.
Pensa em ‘puxar’ algum vereador eleito ou reeleito para compor seu secretariado?
Considero os vereadores eleitos e reeleitos peças fundamentais no Legislativo e respeito o papel que desempenham em representar a população. No momento, nossa prioridade é montar um secretariado que esteja alinhado aos objetivos da gestão. Qualquer convite ou decisão nesse sentido será tratado de forma criteriosa e sempre em diálogo com os envolvidos e com o Legislativo.
E dos vereadores aliados que não se reelegeram, pretende aproveitar algum?
Os vereadores que não se reelegeram desempenharam papéis importantes durante o mandato anterior e têm experiência que pode ser aproveitada em outras áreas do setor público, nos diversos níveis de governo. No caso do executivo municipal, estamos abertos ao diálogo para avaliar todas as possibilidades que possam contribuir para fortalecer nossa equipe e entregar melhores resultados para Santa Teresa.
Como será sua relação com o Legislativo?
A relação com o Legislativo será pautada pelo diálogo, respeito mútuo e cooperação. Reconhecemos o papel fundamental dos vereadores na fiscalização, proposição e aprovação de projetos que impactam diretamente a vida da população. Nosso objetivo é manter uma parceria harmoniosa, sempre preservando a autonomia de cada poder, mas trabalhando juntos para alcançar resultados concretos para Santa Teresa.
Acredito que o Executivo e o Legislativo, quando atuam de forma integrada, podem trazer avanços significativos para o município. Por isso, manteremos um canal de comunicação aberto com os vereadores, visando sempre o bem-estar dos nossos cidadãos.
Como o senhor espera ser lembrado ao final do seu mandato?
Espero ser lembrado como um gestor que trabalhou incansavelmente para transformar Santa Teresa em um lugar melhor para todos. Quero que cada cidadão veja em nossas ações um compromisso verdadeiro com o progresso, o cuidado com as pessoas e o respeito pelas futuras gerações. Mais do que obras ou realizações, desejo que meu legado seja de confiança, transparência e de uma gestão que sempre colocou o bem comum em primeiro lugar.
Afinal, o que importa não é apenas o que fizemos, mas como fizemos: com respeito, responsabilidade, diálogo e o desejo de construir uma cidade que orgulhe a todos nós, teresenses. A reflexão que deixo é: estamos construindo juntos o futuro que queremos para nossa Doce Terra dos Colibris? Se a resposta for sim, então o trabalho terá valido a pena.
Política
Imprensa internacional classifica rejeição de Messias ao STF como “derrota histórica” de Lula
Veto a Messias, indicado do presidente Lula para a vaga no STF, foi o único nos últimos 132 anos e intensificou desgaste entre os poderes
A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (29), repercutiu na imprensa internacional como um episódio incomum na política brasileira e um revés relevante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A indicação chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas foi barrada no plenário do Senado, com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
Jornais e agências de notícias destacaram o caráter atípico da decisão. A última vez que o Senado recusou um nome indicado pelo presidente da República para uma vaga no STF foi há 132 anos, no governo de Floriano Peixoto.
O jornal espanhol El País classificou o resultado como uma “derrota histórica” e apontou que o episódio levanta dúvidas sobre a capacidade do presidente de articular apoio político no Congresso. O veículo de imprensa também mencionou o desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão”
El País
A reportagem cita o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como “principal candidato de direita”, nas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial. Levantamentos têm mostrado empate técnico dos dois no segundo turno.
Texto da agência Associated Press (AP), reproduzido no jornal The Washington Post e em outros veículos de imprensa, mencionou a rejeição de Messias como um sinal de fragilidade na popularidade do presidente e um “golpe político” dos parlamentares.
O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado. A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o senador Rodrigo Pacheco”
Associated Press
Na Argentina, o Clarín descreveu o desfecho como uma derrota severa para Lula e uma vitória da oposição, representada por Flávio. Também citou que o governo terá de apresentar um novo nome para ocupar a vaga aberta no tribunal.
Outras análises relacionaram o episódio a disputas políticas mais amplas. A Bloomberg citou que a escolha de Messias fazia parte de uma estratégia para dialogar com setores religiosos e ampliar apoio político.
Ao mencionar o fortalecimento de grupos de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um fator que contribuiu para o resultado, a reportagem frisou que o Senado “detém o poder de destituir membros da Suprema Corte”.
O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras.
Bloomberg
A Reuters, por sua vez, destacou “esforço de lobby sem precedentes” do governo para tentar viabilizar a aprovação. “Nas últimas semanas, a equipe de Lula buscou apoio de senadores de todo o espectro político, argumentando que Messias poderia ajudar a aliviar as tensões entre o Congresso e a Suprema Corte.”
Como mostrou o Estadão, ao temer uma votação apertada no Senado, o governo acelerou a liberação de emendas parlamentares e negociações de cargos nas duas últimas semanas.
De um total de R$ 12,7 bilhões liberados para emendas ao Orçamento desde o início do ano, mais da metade ocorreu depois da metade de abril. Deputados ficaram com R$ 9,3 bilhões; outros R$ 2,5 bilhões foram destinados a senadores, R$ 659 milhões a bancadas estaduais do Congresso e R$ 156,9 milhões para comissões do Senado.
_________________________________________________
- Informações do jornal Estado de São Paulo – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Ricardo Stuckert / PR
-
Política / Eleições7 dias atrásPazolini registra menor rejeição entre todos os nomes testados para o Governo do Estado
-
Esportes / Futebol5 dias atrásEm Santa Leopoldina, rua de campeão do mundo respira clima de Copa!
-
Esportes / Futebol7 dias atrásInglaterra com show de Kane vence a Croácia
-
Mundo Cristão6 dias atrásDia Nacional do Pastor destacou a missão e os desafios da fé
-
SAÚDE4 dias atrásVacina contra Covid: Comissão aprova fim de obrigatoriedade
-
BRASIL7 dias atrásJaques Wagner, líder do governo no Senado, é um dos alvos da operação da PF
-
Esportes / Futebol6 dias atrásCanadá atropela o Catar e conquista vitória histórica na Copa do Mundo
-
POLÍTICA & GOVERNO5 dias atrásSão Mateus promove ações para minimizar possíveis impactos do El Niño