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A Chegada do Campeão da América!

Botafogo é recebido no Rio por uma multidão de torcedores

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Esportes / Futebol

Por João Vitor Costa*  

Rio de Janeiro / RJ

Com o sangue fervendo de emoção pelo título inédito da Libertadores, botafoguenses formaram um mar alvinegro na Praia de Botafogo neste domingo. Quem quis uma visão privilegiada, recorreu para árvores, ou mesmo para o teto de abrigos de pontos de ônibus. Prédios vizinhos e o shopping localizado em frente ao local da festa também serviram de “camarote” para festa.

Ônibus com elenco do Botafogo é recebido por torcedores após conquista da Libertadores — Foto: Tercio Teixeira/AFP

Ônibus com elenco do Botafogo é recebido por torcedores após conquista da Libertadores — Foto: Tercio Teixeira/AFP

O técnico Artur Jorge foi saudado ao subir no trio elétrico, que tem faixas de “Campeão da America” e “Ninguém ama como a gente” presas ao veículo. Já John Textor, que curtia uma lata de cerveja, era aclamado: “Uh, Uh, papai chegou”, ouvia.

Com a taça no alto, jogadores comandam o microfone. Junior Santos, autor do gol do título ontem, puxou o coro de “é o melhor elenco do Brasil”.

Cada vez que um jogador assumia o microfone ou a taça, seu nome era ovacionado pelos torcedores, como aconteceu com o zagueiro Alexander Barboza e o atacante Tiquinho Soares.

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Locutora do Estádio Nilton Santos, a apresentadora Fernanda Maia puxou gritos a favor de Tiquinho e também de Junior Santos, com o clássico “é um raio? É um jacaré? É o Junior Santos”.

Ônibus com elenco do Botafogo é recebido por torcedores após conquista da Libertadores — Foto: Tercio Teixeira/AFP

As pistas dos carros deram lugar à torcida, que se sentiu em casa, com os bandeirões que costuma levar para os estádios, além das paródias e cânticos tradicionais. Com provocações ao Atletico-MG, time sobre o qual conquistaram a América, e também com gritos ansiosos por um possível título do Brasileirão (o que não acontece desde 1995), torcedores receberam o trio elétrico com o elenco campeão.

Botafogo chega ao Rio e é recepcionado com festa pela torcida; veja |  Metrópoles

Jhon Textor, na chegada da delegação – Vítor Silva/ BFR

O empresário John Textor, dono da SAF alvinegra, foi quem apareceu com a bandeira do Botafogo na janela do avião, logo após o pouso no Aeroporto Internacional. Depois de deixar o Galeão, pelo Terminal de Cargas, por volta das 17h, o time foi escoltado até a Praia de Botafogo, onde o percurso vai do Mourisco até a Praça Nicarágua, no limite com o bairro do Flamengo.

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O comboio — que causou verdadeira histeria ao passar pelas pistas próximas aos prédios — foi seguido por centenas de motos de torcedores, que promoveram um buzinaço. Cerca de 240 policiais militares atuaram na segurança do evento.

Buzinas, fogos e até um trompete embalaram a torcida, que ocupou os dois sentidos da Praia de Botafogo, além da areia. Não era difícil encontrar torcedores com a camisa do Brasileirão de 1995, ou outras menções a ídolos do passado. Mas o presente e o futuro de novas gerações alvinegras parecem já estar garantidos com o mais novo título: presença de muitas crianças também marcou a festa.

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* Informações jornal Extra – conteúdo

  • Foto/Destaque: Igor Siqueira / UOL
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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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