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Copa do Mundo / Eliminatórias

Brasil vence a Bolívia marcando a estreia do técnico Fernando Diniz

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Esportes / Futebol

Neymar chega a 79 gols em jogos oficiais pela seleção e ultrapassa, supostamente, Pelé como maior artilheiro

Belém – PA

Estilo, qualidade e momento histórico marcaram a estreia de Fernando Diniz no comando da seleção brasileira. Nesta sexta-feira (8), em Belém, no Mangueirão, na estreia nas Eliminatórias, o Brasil atropelou a Bolívia por 5 a 1 com atuação dominante. A partida foi marcada pela quebra de um recorde: Neymar marcou duas vezes e chegou aos 79 gols com a Amarelinha, ultrapassando Pelé e assumindo o topo no ranking de artilheiros da seleção, levando-se em consideração apenas jogos oficiais. Rodrygo (duas vezes) e Raphinha completaram o placar. Ábrego diminuiu para os bolivianos.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (12), às 23h (de Brasília), contra a seleção do Peru, no Estádio Nacional de Lima.

O jogo

Na primeira exibição sob o comando de Fernando Diniz, a Seleção mostrou que comprou a ideia quanto ao estilo de jogo característico do treinador: valorização da posse de bola, organização e verticalidade. O Brasil sequer sofreu diante dos bolivianos.

A primeira oportunidade apareceu logo aos 13 minutos, mas Neymar desperdiçou. Rodrygo foi ao fundo pelo lado esquerdo após tabela, buscou o cruzamento e a bola explodiu no braço do zagueiro Jusino dentro da área. Pênalti marcado. Neymar foi para a bola e bateu fraco, sem conseguir enganar o goleiro Viscarra, que encaixou com segurança no canto direito.

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Com o controle da partida e proximidade da área, o primeiro gol não demorou a sair. Aos 23 minutos, Raphinha recebeu ótimo passe de Danilo já dentro da área e finalizou para boa defesa de Viscarra. No rebote, a bola pegou na zaga boliviana e parou nos pés de Rodrygo, que só completou o lance para explodir o Mangueirão.

Ainda na primeira etapa, o Brasil teve chances de ampliar o marcador, mas parou na boa atuação do goleiro Viscarra. Ele parou as finalizações de Richarlison, Raphinha e Neymar com grandes intervenções.

Ficou fácil

Na volta do intervalo, o “ataque contra defesa” transformou o volume de jogo da seleção brasileira em um placar mais elástico. Antes de o cronômetro marcar dois minutos, Raphinha ampliou. Ele recebeu pela direita dentro da área, cortou para a perna boa e finalizou no canto. A bola desviou na marcação e saiu do raio de ação de Viscarra, que pulou para o canto direito e não achou.

No ataque seguinte, Richarlison perdeu chance clara de marcar o terceiro. Rodrygo, no entanto, não deixou escapar aos sete minutos. Ele recebeu em profundidade de Bruno Guimarães e tocou na saída do goleiro boliviano. 3 a 0. O melhor e maior ainda estava por vir.

Neymar se redimiu e com estilo: assumindo a liderança da artilharia na história da seleção brasileira, ultrapassando Pelé e chegando a 78 gols. Sobre isso, vale ressaltar que essa marca é pelos critérios da Fifa, até porque Pelé, há ano luz do Neymar, marcou 98 gols pela Seleção.

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Aos 15 minutos, Rodrygo tentou driblar e a bola ficou limpa na altura da marca do pênalti para o camisa 10, que finalizou com categoria no canto direito. Na comemoração, socos no ar em tributo ao Rei do Futebol, que faleceu em dezembro de 2022.

Com a vitória garantida, o Brasil deixou alguns espaços e sofreu seu primeiro gol logo na estreia nas Eliminatórias. Aos 32 minutos, Ábrego foi lançado no meio da zaga brasileira, carregou, invadiu a área e soltou uma bomba no ângulo esquerdo do goleiro Ederson.

Para fechar com chave de ouro a estreia de Fernando Diniz, um gol com a assinatura do técnico do Fluminense. O Brasil saiu tocando desde a pequena área com Ederson, passou pelo lado direito com Joelinton e chegou até Raphinha no bico da área. Ele rolou para o meio da área e Neymar finalizou, contanto com a contribuição de Viscarra para marcar o quinto gol da seleção aos 47 minutos. Foi tudo em Belém do Pará. Goleada e início com o pé direito.

 

 

 

 


* Com informações de agências de notícias / Fotos: Vitor Silva – CBF / Vídeo: Divulgação – Commebol

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Esportes / Futebol

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez

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Por André Costa*

Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.

Roteiro repetido

O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.

Adeus discreto de Messi

Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.

Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

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A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

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Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

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*Gazeta Esportiva – Conteúdo

*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP

 

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