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Cultura em Destaque

Mucane celebra Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha com arte, memória e diálogo

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Evento Cultural

Por Pedro Vargas* | Vitória (ES)

Entre imagens, histórias e encontros, o Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane) convida o público a viver dois dias de celebração, reflexão e valorização das trajetórias de mulheres negras. Nos próximos dias 24 e 25, o espaço realiza uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, reunindo exibição de filmes, performance artística, roda de conversa e contação de histórias, com entrada gratuita.

Mais do que marcar uma data, a iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Vitória (PMV), por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), com a promoção da diversidade cultural, da igualdade racial e da preservação da memória afro-brasileira.

“Ao ocupar o museu com diferentes linguagens artísticas, a programação convida o público a reconhecer a força, a criatividade e o legado das mulheres negras que ajudaram e seguem ajudando a construir a identidade cultural do Brasil e da América Latina”, declarou o coordenador do Mucane, Luiz Claudio Pereira.

Sexta-feira (24)

Foto divulgação

A programação tem início na sexta-feira (24), a partir das 17 horas, com uma homenagem à trajetória da médica psiquiatra Maria Verônica da Pas, primeira coordenadora do Mucane e referência para o audiovisual negro capixaba.

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Com condução da arte educadora, Aline Meireles e da artista visual Yzá dos Santos, a edição especial do Cine Mucane terá início com um breve relato sobre a trajetória e a contribuição histórica da homenageada. Em seguida, o público poderá assistir a uma entrevista histórica da diretora, concedida na década de 90, e a dois curtas-metragens dos quais participou como codiretora e roteirista, em uma sessão especial.

Na sequência, às 18 horas, a atriz Andrea Maria Lobo, com direção de Margarete Galvão, apresenta a performance “Giros”, obra que percorre memórias de mulheres nordestinas marcadas pela migração, resistência e pela busca por dignidade. Nela, duas gerações de mulheres migram para o sudeste, fugindo da seca, da miséria e da fome, após a morte do patriarca.

Encerrando a noite, uma roda de conversa amplia o diálogo entre artistas, pesquisadores e participantes, promovendo diferentes olhares sobre identidade, ancestralidade e direitos humanos.

Sábado (25)

Foto divulgação

No sábado (25), às 14 horas, a programação ganha um tom lúdico com a contação de histórias “Sambalé de Sophia Loren”, conduzida por Andrea Pereira. A atividade utilizará a narrativa como ferramenta para fortalecer o sentimento de pertencimento, empoderamento das mulheres negras, valorização da ancestralidade e estímulo de reflexões sobre o protagonismo da população negra na sociedade.

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A classificação indicativa é livre, com participação gratuita, e não é necessário realizar inscrição prévia, basta comparecer ao local.

Origem da data

Celebrado em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. Desde então, a data tornou-se símbolo da luta contra o racismo, o sexismo e as desigualdades, além de fortalecer redes de resistência e defesa dos direitos das mulheres negras.

Serviço
Programação especial do Mucane em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
Quando: 24 e 25 de julho.
Onde:
 Museu Capixaba do Negro Verônica da Pas (Mucane) – Avenida República, 121, Centro Histórico de Vitória.
Informações:
 (27) 99245-0118.

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*Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo

*Foto destaque: Divulgação / PMV

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Evento Cultural

Escritor capixaba participou da Bienal Internacional do Livro, expondo uma obra literária composta por 145 livros

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Por Paulo Roberto Borges

Poucos escritores no Espírito Santo possuem uma obra literária tão extensa quanto a de Maciel de Aguiar. Um dos mais renomados escritores capixabas, com 145 livros publicados, ele ainda não recebe, em seu próprio Estado, o reconhecimento que sua trajetória e produção literária merecem. Sobretudo por parte de setores que, há anos, concentram influência e poder sobre a cultura capixaba.

A 28ª Bienal Internacional do Livro, realizada em São Paulo e considerada um dos maiores eventos literários da América Latina, foi palco para o escritor capixaba apresentar parte de sua vasta produção. O estande de Maciel de Aguiar recebeu um público expressivo, interessado em conhecer e adquirir suas obras para ampliar seus acervos particulares e bibliotecas.

Ao todo, foram 145 livros expostos, revelando a dimensão de uma produção literária que ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo e alcança leitores de diferentes regiões do país. Na Bienal, o escritor constatou que os livros mais festejados e comercializados são os que abordam comportamento, autoajuda e questões de gênero.

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“Lamentavelmente, as obras de literatura clássica, escritas exaustivamente por escritores antes do surgimento da IA, quase desapareceram das prateleiras e das filas de leitores em busca de autógrafos”, afirmou Maciel. “A tendência agora é a dos escritores e escritoras da IA, que escrevem um livro em dez minutos e se transformam em celebridades da internet”, completou.

Maciel de Aguiar enfatiza: “Meus livros nasceram de um casamento indissolúvel de 60 anos com a velha Olivetti Lettera 32, com a qual mantenho absoluta fidelidade datilográfica até os dias atuais!”.

A Bienal foi um sucesso, reunindo milhares de visitantes. O Espírito Santo, de forma não oficial, esteve representado pelo escritor Maciel de Aguiar, nascido em Conceição da Barra, criado em São Mateus e reconhecido nacionalmente por sua extensa obra literária.

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  • Foto Destaque: Arquivo Pessoal
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