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Menino de 8 anos recebe alta após ter braço reimplantado

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Davi Geovane Guimarães teve o membro decepado em um acidente de ônibus

Rio de janeiro / RJ

Depois de mais de um mês internado, Davi Geovani Guimarães, de 8 anos, que teve o braço amputado em um acidente de ônibus, recebeu alta e pôde, finalmente, voltar para casa. A informação foi divulgada pela mãe, Cristina Aparecida, que compartilhou, nesta segunda-feira (14), a boa notícia pelas redes sociais.
No vídeo postado por ela, o pequeno aparece sorridente e cheio de energia, vibrando pela sua recuperação. Cristina também aproveitou para agradecer as ajudas e orações recebidas.

Davi estava internado desde o dia 6 de setembro, no Hospital Quinta d’Or e foi transferido para o Hospital Estadual da Criança, em Vila Valqueire, dia 22 de setembro, após ter tido seu braço amputado após um grave acidente envolvendo um ônibus da linha 476 (Méier – Leblon), em São Cristóvão. Ele estava com sua mãe, que sofreu ferimentos leves.
O acidente
O ônibus em que Davi e sua mãe estavam tombou ao fazer uma curva próxima à Rua Senador Alencar, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. No momento do acidente, o braço do garoto foi amputado e ao todo, 26 pessoas ficaram feridas.
O motoboy Diogo Mendes, que passava pelo local, prestou os primeiros socorros à mãe e ao filho, levando-os ao hospital mais próximo. Após retornar ao local do acidente, ele encontrou o braço de Davi, que havia sido colocado em uma mochila de entregas com gelo pelas equipes do Corpo de Bombeiros.
Foi graças à agilidade no socorro que os médicos do Hospital Quinta D’Or, no mesmo bairro, conseguiram realizar o reimplante do braço do menino.
Além do reimplante, Davi passou por outra cirurgia para reestabelecimento da flexão do cotovelo e, de acordo com o cirurgião plástico Rudolf Nunes Köbig, a recuperação do movimento pode levar aproximadamente um ano.

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* Fonte: Jornal Meia Hora – RJ

* Foto / Destaque: Reprodução / Rede Social

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Medicina & Saúde

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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Uso inadequado pode aumentar gravidade de eventos adversos

Por Paula Laboissiére* | Brasília (DF)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

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“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

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– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Receita Federal
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