Pauta Especial / Desaparecimento e Mistério
O que aconteceu com Priscila Belfort?
Reportagem Especial
Priscila Belfort desapareceu em 9 de janeiro de 2004, e até hoje seu paradeiro permanece desconhecido. Ela foi vista pela última vez saindo do trabalho, no Centro do Rio de Janeiro, para almoçar. Desde então, sua família vive em busca de respostas.

O desaparecimento de Priscila ganhou grande repercussão por conta de seu irmão, o lutador de MMA Vitor Belfort, que utilizou sua fama para ampliar a divulgação do caso. Mesmo com investigações e campanhas intensas, a história continua envolta em mistério, alimentada por teorias e suposições, mas sem uma conclusão definitiva.
Início do drama
Priscila trabalhava na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio e, naquele dia, 9 de janeiro de 2004, não parecia estar em seu melhor estado de saúde. Sua mãe, Jovita, a levou ao trabalho, já que ela não se sentia bem. Ao sair para almoçar, Priscila não retornou, o que deixou todos preocupados.
A mãe, ao perceber que algo estava errado, começou uma busca desesperada, enquanto familiares e amigos rodavam a cidade atrás de pistas. No entanto, nenhum indício concreto foi encontrado, e nenhuma exigência de resgate foi feita, o que afastou, para a polícia, a possibilidade de sequestro.

Nos primeiros anos após o desaparecimento, surgiram muitas especulações. Uma delas envolvia confusão mental, já que Priscila, diagnosticada com depressão, havia enfrentado episódios de lapsos de memória. Entretanto, a família sempre afirmou que ela estava bem controlada na época e não tinha histórico de fugas.
Outro rumor foi o de que ela teria sido sequestrada por conta de uma suposta dívida relacionada ao uso de drogas, o que foi veementemente negado por seus parentes. Contudo, essa temática relacionada ao tráfico de drogas iria permanecer na história por um longo tempo.
Aparece uma testemunha
O caso ganhou nova relevância em 2007, quando uma mulher chamada Elaine Paiva se entregou às autoridades e confessou participação no sequestro e assassinato de Priscila. Ela afirmou que o crime teria ocorrido devido a uma dívida de R$ 9 mil e que o corpo da jovem teria sido esquartejado e queimado.
A polícia investigou a confissão, inclusive procurando restos mortais em um sítio indicado por Elaine, mas nada foi encontrado. A ausência de evidências concretas levou à libertação dos suspeitos, e a denúncia de Elaine não avançou.
Mesmo após essa reviravolta, a família de Priscila nunca deixou de acreditar que ela pudesse estar viva. Diversas campanhas foram feitas ao longo dos anos, incluindo a divulgação de seu rosto em outdoors e embalagens de palitos de dente em parceria com a ONG Mães da Sé.
Em algumas ocasiões, a família foi chamada para identificar mulheres avistadas que poderiam ser Priscila, mas nenhuma delas era ela. Curiosamente, essas ações acabaram ajudando outras famílias, que conseguiram reencontrar suas filhas desaparecidas.
Luta por justiça
A luta de Jovita Belfort, mãe de Priscila, não se limitou ao caso da filha. Ela transformou sua dor em ativismo, liderando movimentos que resultaram em importantes mudanças no tratamento de casos de desaparecimento no Rio de Janeiro.
Foi graças a ela que, em 2014, foi inaugurada a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), um órgão especializado em investigar pessoas desaparecidas, algo que representou um avanço significativo na estrutura da Polícia Civil do estado.
Mesmo após 20 anos, a família Belfort ainda acredita que Priscila possa estar viva. Para Jovita, a esperança é o que os mantém de pé. O desaparecimento de Priscila reflete a dor de muitas famílias no Brasil, como destacou Vitor Belfort, e a incerteza é uma ferida que não cicatriza. Sem um corpo, a esperança, por menor que seja, permanece.
Aproveitando a marca de 20 anos do caso, teremos a série documental “Volta Priscila”, que estreia no Disney+ em 25 de setembro. O filme apresenta, de forma cronológica, os desdobramentos e teorias do caso, destacando o impacto midiático e a busca incansável da família. Com novos depoimentos e investigações, a produção traz detalhes inéditos, incluindo o envolvimento da polícia e a cobertura em programas de muito sucesso na época, como os de Gugu e Faustão.
—————————————————————————-
* Fonte: Publicações da época e atual / Pesquisa Pauta1
* Fotos: Reprodução / Redes Sociais
*Vídeo 01: Gravado quando haviam passados 11 anos. Depoimento da mãe e as cenas de simulação.
* Vídeo 02: Atual / SBT – Programa Tá na Hora
Reportagem Especial
Santa Casa da Misericórdia recebe herança de quase R$ 90 milhões deixada por advogado
Homem destinou todo o seu patrimônio à entidade social em testamento. O gesto foi motivado pela admiração ao trabalho realizado pela instituição.
Por Mateus Aguiar* / Rio de Janeiro – RJ

A Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, irmandade católica com 444 anos fundada pelo Padre José de Anchieta, vai receber um reforço histórico em seu caixa. A instituição, que vem se recuperando de momentos difíceis mas ainda opera 3 hospitais, um educandário e 2 asilos foi contemplada com uma herança avaliada em R$ 88 milhões, deixada pelo advogado e servidor aposentado do Senado Federal, José Maria Valdetaro Vianna. O legado inclui uma combinação de ativos financeiros, ações e imóveis localizados em Brasília. A informação foi divulgada pelo Blog do Ancelmo.
José Valdetaro Vianna faleceu em novembro de 2022, aos 91 anos. Divorciado e sem filhos, o advogado registrou em testamento o desejo de que quase todo seu patrimônio fosse entregue à Santa Casa. No documento, ele justificou a decisão exaltando a trajetória e a atuação filantrópica da entidade. Historicamente, a irmandade que opera o mais antigo hospital da cidade e já geriu os cemitérios do Caju e São João Baptista recebeu legados de centenas de grandes beneméritos e benfeitores, e até hoje recebe alugueis de imóveis que lhe foram legados por estas grandes figuras da sociedade carioca e brasileira. Sua galeria de imensos retratos históricos de grandes benfeitores é uma atração cultural pouco conhecida, mas de grande importância histórica, e fica na sua sede na rua Santa Luzia.

Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro | Foto: Diário do Rio
A doação chega em um momento crucial para a Santa Casa, que ano passado reelegeu o Juiz Francisco Horta – ex-presidente do Fluminense – como seu provedor – nome que se dá ao presidente da entidade.
A instituição – formada por cerca de 180 irmãos membros – atravessa um processo rigoroso de saneamento financeiro e gestão, que tem rendido muitos frutos. Recentemente, a entidade quitou mais de R$ 80 milhões em débitos trabalhistas, com a venda de seus prédios da Praia do Flamengo, amplamente divulgada na imprensa, e tem também realizado leilões de imóveis para quitação das dívidas deixadas pelo ex-provedor Dahas Zarur, que acabou afastado. Também foram anulados quase R$ 200 milhões em dívidas consideradas fraudulentas. Atualmente, a Santa Casa realiza uma auditoria completa em seu portfólio imobiliário para otimizar receitas.
Com o novo aporte, a expectativa é que a instituição ganhe ainda mais fôlego para modernizar suas operações e garantir a continuidade de seus serviços assistenciais no Rio de Janeiro.

——————————————————————–
- Diário do Rio – Conteúdo
- Foto Destaque: Reprodução | Redes Sociais
-
Conhecendo a História6 dias atrásEstudantes de São Mateus participam de escavação arqueológica em sítio histórico
-
ESPORTES6 dias atrásCapixabas conquistam medalhas na Copa do Mundo de ginástica rítmica
-
CULTURA & ENTRETENIMENTO6 dias atrásCarnaval de Congo de Máscaras reúne mais de 20 mil pessoas em Roda D’Água
-
Acidente / Trânsito5 dias atrásRepórter da Band Minas está em coma após acidente na BR-381
-
Educação7 dias atrásEstudantes da Rede já podem solicitar isenção da taxa do Enem 2026
-
GERAL5 dias atrásFilhos conseguem interdição do ex-presidente FHC na Justiça
-
BRASIL6 dias atrásMinistros do STF querem retaliar senadores da CPI mesmo sem indiciamento
-
CIDADES3 dias atrásSerra apresenta projeto da terceira via e reforça diálogo com moradores