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Maduro usa boné do MST e diz para enviar seus membros para produzir na Venezuela

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Política Internacional

Presidente arriscou frases em português e afirmou que espera uma ‘brigada’ de mil membros do Movimento

Caracas / Venezuela

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, usou um boné do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesta terça-feira, 27. Ele foi presenteado com o item durante uma agenda pública em Caracas, capital do país vizinho.

Maduro usa boné do MST e diz para movimento enviar homens e mulheres para  produzir na Venezuela | Mundo e Ciência | O Dia

Maduro e MST: Aliados

 

 Em discurso, Maduro arriscou frases em português e afirmou que espera uma “brigada” de mil membros do MST produzindo no território venezuelano. As imagens foram publicadas pelo perfil oficial de Nicolás Maduro no YouTube.

“Este boné acabou de me ser dado pela delegação brasileira. Muito bonito. Acolhemos com amor o Movimento dos Sem Terra (MST) do Brasil. Bem-vindos”, afirmou Maduro. “Bem-vindo, povo brasileiro, com revolução bolivariana. Eu falo português perfeito.”

Durante o discurso, saudou João Pedro Stédile, líder do MST, a quem chamou de “amigo”.

Maduro se mantém no poder após um pleito presidencial contestado por observadores internacionais, mas ratificado pela Suprema Corte do país, que é aparelhada pelo chavismo.

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O resultado da eleição, contudo, foi reconhecido de imediato pelo MST, que parabenizou o ditador pela recondução na madrugada em que os votos foram apurados.

Segundo nota do movimento nas redes sociais, a vitória de Maduro foi contra uma “campanha fascista promovida pela extrema direita venezuelana e internacional”.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) tiveram a independência questionada por missão da Organização das Nações Unidas (ONU). O posicionamento da Suprema Corte do país também foi rejeitado por Estados Unidos, União Europeia e dez países da América Latina.

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* Fonte: Estadão / Agências

* Foto: Reprodução / Estadão

 

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Política Internacional

Irã confirma acordo com EUA, mas exige pagamento de pedágio em Ormuz

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Trump e mediador paquistanês apresentaram informações contraditórias sobre o teor do texto que trata do fim da guerra

Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo neste domingo (14) para estabelecer o fim imediato da guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano, e pretendem assinar o texto na sexta-feira (19), em Genebra. O país persa adicionou uma cláusula sobre o pagamento de pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.

O teor do acordo não foi divulgado, mas o Irã indicou que as negociações devem começar em, no máximo, 60 dias, com o objetivo de alcançar um acordo definitivo em questões delicadas como o programa nuclear ou as sanções contra sua economia.

O compromisso foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito, que o qualificou de “passo histórico em direção à paz”. Posteriormente, Washington e Teerã confirmaram a informação.

“O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Autorizo plenamente a abertura sem cobrança de pedágio do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Que o petróleo flua!”, completou.

Pouco depois, ele afirmou que a passagem marítima só será reaberta após a assinatura do acordo na sexta-feira.

A agência iraniana Fars, no entanto, afirmou que o Irã incluiu, no último momento, uma cláusula sobre o pagamento de um pedágio marítimo no Estreito de Ormuz.

“Nos momentos finais da negociação, o texto do memorando de entendimento recebeu uma emenda para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania do Irã e de Omã sobre o Estreito de Ormuz”, por onde transitam o gás e o petróleo exportados do Golfo, indicou a agência Fars, que citou uma fonte anônima que acompanha as negociações.

“O uso do termo ‘serviços marítimos’ significa que os Estados Unidos aceitaram o pagamento de pedágios ao Irã”,
acrescentou a agência iraniana.

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O fechamento de Ormuz teve um grande impacto na economia mundial, provocando inflação em alguns países e problemas de abastecimento de fertilizantes necessários para a produção de alimentos, entre outros.

Segundo o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o acordo com Washington põe “fim imediato à guerra”.

Uma fonte diplomática próxima às conversações indicou que Estados Unidos e Irã devem manter negociações indiretas durante a semana no Catar, antes da assinatura do acordo na sexta-feira.

Moratória nuclear

O conteúdo do acordo, alcançado após semanas de negociações tensas e ameaças frequentes de Trump de novas hostilidades, não foi divulgado publicamente.

As partes publicaram informações contraditórias sobre o teor. Trump afirmou ao jornal The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos sobre o enriquecimento de urânio.

Por sua vez, Gharibabadi declarou que as próximas conversações abordarão o fim das sanções contra o Irã, a questão nuclear, a reconstrução e o desenvolvimento econômico de seu país e a implementação de um mecanismo de supervisão dos acordos alcançados.

Israel reagiu e anunciou que seu Exército “permanecerá nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza por um período ilimitado”, segundo as palavras do ministro da Defesa, Israel Katz.

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O acordo foi recebido com alívio pela comunidade internacional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esperar “que as partes aproveitem o novo impulso e redobrem seus esforços em direção a uma resolução final do conflito”.

Reino Unido, França, Alemanha e Itália celebraram o acordo e afirmaram que estão dispostos a suspender algumas sanções contra o Irã. Egito e Arábia Saudita também elogiaram o pacto.

Petróleo a US$ 80

O conflito começou em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que respondeu atacando alvos americanos nos países do Golfo aliados de Washington.

Em 2 de março, o Líbano entrou na guerra devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, que respondeu com uma ofensiva para “eliminar” o movimento xiita apoiado por Teerã. Os bombardeios israelenses provocaram mais de 3.700 mortes desde março, segundo o governo libanês.

Uma fonte oficial libanesa disse nesta segunda-feira (15) à reportagem que o governo de Beirute “não foi informado” sobre o acordo, nem sobre o momento em que entrará em vigor.

O acordo impulsionou as Bolsas e derrubou os preços do petróleo.

“O que poderemos fazer é reduzir o custo da energia, não apenas agora, mas a longo prazo, e criar um verdadeiro motor de prosperidade no Oriente Médio”, disse o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao canal Fox News.

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  • Matéria da agência AFP – Conteúdo
  • Foto destaque: Bandeira do Irã / Crédito: Heinz Peter Bader
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