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Saúde / Prevenção

Dengue – sintomas, cuidados e tratamento

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Medicina & Saúde

dengue é uma das doenças tropicais infecciosas mais conhecidas do mundo. É causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

É um sério problema de saúde pública nos países tropicais, nos quais as condições ambientais favorecem a proliferação do mosquito transmissor da doença.

Transmissão da Dengue

O vírus da dengue é um arbovírus, aqueles que são transmitidos por picadas de insetos, pertencente ao gênero Flavivírus e família Flaviviridae.

Em todo o mundo existem quatro tipos de vírus da dengue. Assim, quando uma pessoa é infectada por um tipo de sorotipo, torna-se imune a ele.

Os vetores da dengue são mosquitos do gênero Aedes, sendo a espécie Aedes aegypti a responsável pela transmissão da dengue nas Américas.

A transmissão da dengue ocorre através da picada do mosquito fêmea de Aedes aegypti, desde que esteja infectada pelo vírus por ter picado anteriormente uma pessoa com o vírus.

Não é possível a transmissão de pessoa para pessoa, ou seja, através do contato com a pessoa doente. Da mesma forma, o vírus não é transmitido por meio de alimentos ou água contaminada.

A pessoa pode contrair dengue mais de uma vez na vida. Porém, como existem quatro sorotipos, ela se torna imune ao que já houve contato.

Sintomas de Dengue

A dengue apresenta duas formas principais, a dengue clássica e a dengue hemorrágica, as quais se diferenciam pelos seus sintomas. Entretanto, em muitos casos o doente não apresenta sintomas.

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Diferenças entre os sintomas da dengue clássica e hemorrágica

Dengue Clássica

Sintomas da Dengue

A dengue clássica é a forma mais comum e branda da doença. Muitas vezes os seus sintomas confundem-se com os da zika.

Os sintomas da dengue clássica costumam ser sentidos de 7 a 15 dias e são os seguintes:

– Febre alta (39° a 40°): De início repentino, sendo o primeiro sintoma a aparecer;

– Dores musculares e articulares;

– Fraqueza;

  – Perda de apetite;

– Náuseas e vômitos;

– Dor de cabeça;

– Dor atrás dos olhos;

– Manchas e prurido cutâneo.

Dengue Hemorrágica

A dengue hemorrágica é uma forma mais grave da doença, de início os sintomas se assemelham aos da dengue clássica. Porém, eles são acompanhados por outros sintomas:

– Febre alta;

– Sangramentos inesperados;

– Aumento do fígado;

– Dor abdominal;

– Problemas na circulação sanguínea.

Tratamento da Dengue

O tratamento da dengue é diferenciado conforme o seu tipo. De modo geral, é recomendado fazer repouso, ingerir bastante líquido e não se automedicar.

Não existe um tratamento específico. Para aliviar os sintomas, são administrados medicamentos analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona).

Além disso, alguns tipos de medicamentos como os salicilatos e os anti-inflamatórios não hormonais devem ser evitados.

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Já o tratamento da dengue hemorrágica exige maiores cuidados, e o paciente necessita de internação médica.

Prevenção da Dengue

Tratamento da dengue

A dengue só pode ser combatida através da eliminação dos mosquitos de Aedes aegypti. É por isso que a participação popular e as campanhas de combate ao mosquito devem ser constantes, especialmente, nas áreas de risco de transmissão da doença.

O mosquito deposita os seus ovos em água parada. Por isso, eliminar os seus criadouros é fundamental para diminuir a proliferação dos mosquitos.

Confira algumas dicas para evitar a dengue:

– Evite o acúmulo de água nos quintais, seja em recipientes ou no próximo solo;

– Manter fechadas as caixas d’água;

– Observar se não existe água acumulada em pneus velhos;

– Limpar os recipientes de água dos animais domésticos;

– Usar telas de proteção em janelas e portas;

– Colocar areia nos vasos de plantas;

– Evitar o acúmulo de lixo;

– Limpar as calhas das casas;

– Utilizar repelentes em áreas de risco.

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* Pesquisa / informações – Lana Magalhães (Licenciada em Ciências Biológicas (2010) e Mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais pela Universidade do Estado do Amazonas/UEA (2015). Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia pela UEA).

* Fotos / Ilustrações – Reprodução

 

 

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Medicina & Saúde

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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Uso inadequado pode aumentar gravidade de eventos adversos

Por Paula Laboissiére* | Brasília (DF)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

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“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

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– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Receita Federal
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