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Saúde / Prevenção

Trombose é uma ameaça silenciosa que requer atenção e prevenção constante

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Medicina & Saúde

A trombose é uma condição grave, caracterizada pela formação de coágulos (trombos) que bloqueiam os vasos, prejudicando o fluxo sanguíneo. Pode se manifestar tanto em veias (trombose venosa) quanto em artérias (trombose arterial) e, se não identificada e tratada a tempo, pode levar a complicações severas, como embolia pulmonar, infarto do miocárdio e até amputações. Por isso, reconhecer os fatores de risco, os sinais de alerta e adotar medidas preventivas é vital para diminuir sua ocorrência e evitar desfechos graves. No Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, é fundamental esclarecer à população sobre os riscos, sintomas e medidas preventivas que podem evitá-la. Campanhas de conscientização e avanços tecnológicos têm desempenhado um papel essencial no diagnóstico precoce da doença.

Trombose: saiba o que é e como identificar os sintomas - Duclin Análises  Clínicas

A trombose pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam a probabilidade, como a imobilidade prolongada, obesidade, uso de hormônios, histórico familiar, tabagismo e idade avançada.

Reconhecer os sinais da doença é essencial para buscar ajuda médica o quanto antes:

Trombose Venosa Profunda (TVP): caracterizada por inchaço, dor (geralmente nas pernas), vermelhidão ou alterações de cor na pele e aumento da temperatura no local.

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Trombose Arterial: provoca dor súbita e intensa, sensação de frio e fraqueza no membro afetado, além de palidez ou azulamento da pele.

Embolia Pulmonar: ocorre quando coágulos chegam aos pulmões, causando falta de ar, dor no peito, tosse com sangue e batimentos cardíacos acelerados.

Medidas preventivas podem ser adotadas, especialmente por aqueles que pertencem aos grupos de risco. Entre as principais recomendações estão: movimentar-se regularmente, especialmente durante viagens longas, manter-se hidratado, usar meias de compressão, praticar exercícios físicos, manter uma dieta saudável e evitar o tabagismo.

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  • Da Redação / Com informações de publicação especializada / Redes Sociais
  • Foto/ilustração: Reprodução / Internet

 

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Medicina & Saúde

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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Uso inadequado pode aumentar gravidade de eventos adversos

Por Paula Laboissiére* | Brasília (DF)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

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“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

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– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Receita Federal
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