Polícia / Tragédia
Corpos que seriam de assassinos de médicos em quiosque são encontrados dentro de carros
POLÌCIA
Linha de investigação da polícia relaciona semelhança física do ortopedista Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, com a do miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26
Único médico do grupo de ortopedistas que sobreviveu ao ataque nesta quinta-feira na Barra da Tijuca, Daniel Sonnewend Proença, de 32 anos, passou por uma cirurgia que durou quase 10 horas no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Ele teria levado14 tiros, sendo dois de raspão, que provocaram 24 perfurações em seu corpo. Sonnewend teve lesões no tórax, intestino, pélvis, mão, pernas e pé. Dois projéteis ficaram alojados em seu corpo e um foi retirado pelos médicos, que vão encaminhar o material para a Polícia Civil, que deve analisar o projétil. Ele continua com uma bala alojada na escápula, próximo ao ombro.
O médico está estável, foi transferido para um hospital particular lúcido e respirando sem ajuda de aparelhos. Após ser baleado, ele foi socorrido ao Hospital municipal Lourenço Jorge, que fica a 10 km de onde foi atingido, e foi para a sala de cirurgia 14 minutos após dar entrada na unidade. O tempo de atendimento foi crucial para ele sobreviver ao ataque. A cirurgia teve a participação de 18 profissionais: quatro ortopedistas, quatro anestesistas, quatro cirurgiões gerais, um cirurgião vascular, dois enfermeiros e três técnicos de enfermagem.
O Lourenço Jorge possui uma “sala vermelha” dentro da sala vermelha convencional. O espaço tem equipamentos encontrados em UTIs e que permitem realizar procedimentos de emergência para traumas, em especial, o tratamento de hemorragias – uma das principais causas de morte de baleados que chegam com vida aos hospitais. Por causa da perda de sangue, durante a cirurgia o médico precisou receber transfusão. Uma das lesões mais graves foi no intestino, pois o projétil atingiu uma artéria.
É urgente que, na chegada do paciente, seja iniciado o ABCDE do trauma — termo que vem das iniciais em inglês de cinco passos para essas situações, como a checagem das vias aéreas e da coluna cervical, o controle de hemorragia e a avaliação do estado neurológico.
Além de buscar estabilizar o paciente e tratar as perfurações, os médicos precisam buscar por lesões em áreas próximas ao local atingido pelo projétil. A dissipação e transformação da energia produzida pelo disparo forma o que se chama de cavidade temporária, que pode causar ferimentos em regiões próximas. Um paciente sobrevivente ao ferimento por arma de fogo também precisa ser monitorado de perto pelo risco de infecções causados por detritos, como pequenos pedaços de roupa e poeira que podem entrar no ferimento no momento que o projétil atinge a pele.
Mortos levaram ao menos cinco tiros
Os médicos executados no Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira, foram baleados, cada um, com cerca de cinco tiros, a maioria no peito. Eles estavam no Quiosque Naná 2, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, quando homens desceram de um carro branco na Av. Lúcio Costa, próxima à orla da praia, e efetuaram os disparos. A ação durou 25 segundos, nenhum pertence foi roubado. A Polícia Civil acredita que o crime pode ser engano, já que uma das vítimas, o ortopedista Perseu, tem aparência semelhante ao do miliciano Taillon, que mora naquela vizinhança.
A única vítima que levou tiro acima do pescoço foi Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos. Ele era diretor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Nos vídeos das câmeras de segurança do quiosque, é possível ver que Marcos é o único que morre sentado em uma das cadeiras do local.
O que já se sabe
Um funcionário do quiosque afirmou que os médicos haviam pago a conta e aparentavam estar de saída do local. As câmeras de vigilância marcavam 0h59 desta quinta-feira quando um carro estacionou sobre a faixa de pedestres: com a luz de freio acionada, três homens armados desembarcaram, um por cada porta, e miraram no grupo de ortopedistas: Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos; Perseu Ribeiro de Almeida, de 33; Diego Ralf Bomfim, de 35, e Daniel Sonnewend, de 32 anos.
Como aconteceu o ataque?
Por volta de 00h59, um carro branco para em frente ao estabelecimento e três bandidos armados descem do veículo atirando em direção as vítimas. Com os disparos, dois homens que faziam um lanche conseguem correr. Já quase em direção ao carro para fugir, o trio retorna e faz mais disparos contra as vítimas caídas no chão. Em seguida, eles entram no carro e fogem.
Os ortopedistas estavam no Hotel Windsor, que fica localizado em frente ao Quiosque Naná 2, onde o crime aconteceu, para assistir a um congresso da especialidade médica que acontece de quatro em quatro anos.
Os médicos chegaram na última quarta-feira num voo de Congonhas para o Santos Dumont. Segundo a TV Globo, os homens teriam ido ao quiosque assistir ao jogo do Fluminense. Dois deles apareciam com camisas de time. Os criminosos dispararam 33 tiros de pistolas 9mm.
Parentesco com Sâmia Bomfim chamou atenção
Diego Ralf Bomfim, de 35 anos, é irmão da deputada federal pelo PSOL Sâmia Bomfim e cunhado do também deputado Glauber Braga, do mesmo partido. O médico chegou a ser levado para o Hospital Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos.
Uma nota assinada pela deputada Fernanda Melchionna, que foi escolhida para falar em nome da família, afirma que Sâmia “está devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como o seu companheiro Glauber Braga, que a acompanha neste momento”. Os parentes de Diego Bomfim prestaram solidariedade com os familiares de todas as vítimas do que chamaram de “crime bárbaro”, agradeceram as mensagens de apoio que receberam e cobraram rigor nas investigações.
“Pelas imagens divulgadas pela imprensa, tudo indica que se trata de uma execução. Exigimos imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores. Já pedimos ao ministro da Justiça, Flávio Dino, o acompanhamento do caso pela Polícia Federal e estamos formalizando a solicitação com o ministério”, diz a nota.
Miliciano ganhou condicional em setembro
Documentos obtidos pelo GLOBO revelam que Taillon Barbosa obteve livramento condicional em 25 de setembro deste ano. Segundo o processo, ele mora na Avenida Lúcio Costa, na mesma avenida onde os médicos foram assassinados. Seu apartamento fica a 750 metros do quiosque onde aconteceu o crime.
A decisão do livramento condicional, assinada pelo juiz Cariel Bezerra Patriota, determina que Taillon compareça ao juízo a cada três meses para comprovar suas atividades. Ele precisa voltar para casa às 23h e permanecer durante toda a noite. Também é sua obrigação “porta-se de acordo com os bons costumes”, não se ausentar do estado, não se mudar sem comunicação ao juízo.
O que ainda não se sabe
Embora a polícia não descarte a possibilidade de as mortes terem acontecido devido a semelhanças físicas entre Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, e um miliciano que frequentava e morava perto do lugar, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26 anos, as investigações seguem em andamento. A polícia federal foi envolvida no andamento das diligências do caso.
Elas darão conta de confirmar as motivações do crime e de descobrir quem são as pessoas envolvidas em ordenar os homicídios. A respeito dos ataques, de acordo com a PM, agentes fizeram buscas na região, mas não conseguiram localizar os suspeitos. O policiamento foi reforçado.
Corpos que seriam de assassinos de médicos em quiosque são encontrados dentro de carros na Gardênia Azul
Quatro homens foram achados mortos. Execução aconteceu na madrugada desta quinta (5), na orla da Barra
Policiais da Delegacia de Homicídios encontraram, na noite desta quinta-feira, os corpos de quatro homens dentro de dois carros na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Segundo as primeiras informações, os mortos seriam os responsáveis pela execução de três médicos e por balear um quarto médico num quiosque da orla da Barra da Tijuca, também na Zona Oeste.
Ainda não há identificação dos mortos. A principal linha de investigação da Polícia Civil para a morte dos médicos é que eles tenham sido assassinados por engano, devido à semelhança física entre o médico Perseu Ribeiro de Almeida, de 33 anos, uma das vítimas, e o miliciano Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, de 26. De acordo com as polícias Civil e Federal, Perseu tem peso, altura, cabelo e barba parecidos com Taillon, e pode ter sido confundido com ele quando estava com três amigos em um quiosque na orla do bairro frequentado pelo criminoso.
Além de Perseu, foram executados Marcos de Andrade Corsato, de 62 anos, e Diego Ralf de Souza Bomfim, de 35. Este último é irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Outro médico, Daniel Sonnewend Proença, também foi ferido e levado para o Hospital Lourenço Jorge, também na Barra. Ele foi operado durante dez horas. Sonnewend teria levado14 tiros, sendo dois de raspão, que provocaram 24 perfurações em seu corpo. Ele teve lesões no tórax, intestino, pélvis, mão, pernas e pé.
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* Com informações Extra – Conteúdo – Felipe Grinberg – Rafael Soares / O Globo
- Foto e Vídeo: Reprodução
POLÌCIA
Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA
Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação
São Mateus – ES
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal.
Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.
Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.
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- Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação
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