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Juiz do ES é condenado por assédio moral e atraso em julgamentos

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Servidora chegou a se esconder no banheiro para não se encontrar com juiz, com medo de ser destratada por ele

Vitória – ES Vitória

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decidiu, nesta quinta-feira (10), condenar, por unanimidade de votos, o juiz Adelino Augusto Pinheiro Pires, que atuava na 2ª Vara de Pancas, no Noroeste do Estado, à pena de remoção compulsória (ele será removido da comarca onde era titular).

No processo julgado pelo Pleno da Corte, cuja relatoria foi do desembargador Raimundo Siqueira, Adelino é acusado de cometer assédio moral contra servidores, intimidar advogado e acumular processos sem julgamento. 

O TJES ainda vai decidir para a comarca de que município o magistrado será transferido. Enquanto isso, ele seguirá recebendo o seu salário regularmente. 

O magistrado já havia sido afastado do cargo em outubro do ano passado para que as investigações do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra ele fossem concluídas.

Durante a leitura do relatório, o relator destacou, por diversas vezes, que, conforme o que foi apurado na fase de instrução processual, a conduta do magistrado feriu os princípios da Lei Orgânica da Magistratura (Loman).

As práticas irregulares atribuídas ao magistrado foram divididas em três eventos: assédio a servidores do Fórum, perseguição a advogado e demora nos julgamentos.

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O relator do processo comentou, brevemente, cada um dos pontos destacados na ação.

Sobre a parte que trata de assédio moral a servidores, o relator destacou, em seu voto, o caso de uma servidora que chegava a se esconder no banheiro para não se encontrar com o juiz, uma vez que, devido ao tratamento “grosseiro” do magistrado com os funcionários, ela temia ser destratada por ele.

“Nesse ponto observa-se que, além de tumultuar os trabalhos da secretaria do Fórum, o magistrado contribuiu sob maneira para a morosidade dos processos. A servidora contou que não tinha mais contato com o magistrado, mas que quando ele voltou do ‘home office’, chegava a se esconder no banheiro para não se encontrar com ele. Como consequência (do assédio sofrido por parte do juiz) continua a fazer tratamento psiquiátrico, além de alegar que a situação afetou toda sua família”, leu o relator em seu voto.

O desembargador ainda ressaltou que, segundo relatos dos servidores ouvidos pela Corregedoria Geral de Justiça do Estado, responsável por apurar o caso, o juiz costumava usar palavrões e xingamentos quando era contrariado e que isso estava afetando a saúde mental dos trabalhadores.

“Verifica-se que as palavras de cunho humilhante proferidas aos servidores na frente dos colegas e jurisdicionados refletia negativamente no trabalho das secretarias (do Fórum) e na saúde dos servidores, conforme laudo produzido pela equipe psicossocial do TJES, restando caracterizada a prática de assédio moral.”

A respeito da demora do juiz em julgar os processos sob sua responsabilidade, o relator rechaçou a alegação do magistrado de que a Vara de Pancas não tinha mão de obra suficiente para dar seguimento às ações.

“(…) Os indicadores caóticos das unidades geridas pelo magistrado, somados aos problemas de trato com servidores e advogados ensejaram a presente apuração acerca da gestão insatisfatória. Por fim, destaca-se que o atraso processual no julgamento das demandas (processos) virou princípio constitucional”, pontuou o relator.

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O relator finalizou o seu voto reforçando que o magistrado agiu de forma a ferir os valores éticos relacionados à atividade de juiz do Poder Judiciário.

“O assédio moral, a perseguição e a ineficiência das unidades judiciárias de Pancas afeta não somente ao magistrado, mas também ao Judiciário, que todos os dias passam pelo crivo da sociedade”, disse o desembargador.

A defesa do juiz não foi localizada para comentar a decisão da Corte.

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* Conteúdo Folha Vitória – Tiago Alencar / Foto: Reprodução – G1

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Clube de futebol feminino de São Mateus celebra cinco anos de fundação e apoio da Suzano

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Harpia FC oferece aulas para mais de 60 mulheres e representa o Norte Capixaba em competições federadas

A Associação Desportiva Harpia Futebol Clube, um clube de futebol feminino que vem desenvolvendo um trabalho social com categorias de base e profissional em São Mateus e região, celebrou no último dia 16 de maio os cinco anos de fundação. A celebração, ocorrida nas dependências do Clube CEPE, também marcou oficialmente a chegada da Suzano como apoiadora do projeto, que se estenderá durante todo o ano de 2026.

De acordo com a analista de Relacionamento Social da Suzano no Norte do Espírito Santo, Gabriela Nico, a parceria é resultado de um trabalho de prospecção iniciado ainda em 2025, e que hoje se materializa através da viabilização de um enxoval completo de treino e viagem para a equipe. “Mais do que formar atletas, o Harpia fortalece a representatividade feminina, cria oportunidades e inspira meninas e mulheres a acreditarem no esporte como ferramenta de desenvolvimento pessoal, social e profissional”, ressalta Gabriela.

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Ao longo dos cinco anos de existência, o clube já encaminhou uma atleta para as categorias de base e atualmente conta com outras quatro jogadoras em avaliação no Fluminense, demonstrando o potencial e a seriedade do trabalho realizado. Além disso, a instituição oferece aulas de futebol para mais de 60 mulheres e representa São Mateus e a região em competições federadas de futebol de campo e futebol society.

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Atualmente, no interior do Espírito Santo, apenas o Harpia FC e o Prosperidade FC, clube de Vargem Alta (ES) com mais de 20 anos de fundação, possuem uma estrutura e organização semelhantes e competem profissionalmente. Todos os outros clubes femininos estão na Grande Vitória.

O Harpia também foi reconhecimento como a melhor gestão do futebol feminino no Estado, o que reforça ainda mais a relevância do trabalho desenvolvido. Hoje, o Harpia também se destaca por ser o único clube feminino do Espírito Santo com toda a sua diretoria composta por mulheres, consolidando-se como uma das equipes de maior potencial de crescimento no cenário esportivo estadual.

“Apoiar o Harpia não é apenas apoiar o futebol feminino, é permitir que meninas e mulheres possam sonhar, se desenvolver e ocupar espaços com protagonismo dentro e fora do esporte. Seguimos fortalecendo iniciativas que transformam vidas e geram impacto positivo nos territórios onde atuamos”, completa Gabriela Nico.

A presidente e fundadora do projeto, Jessica Napomuceno de Assis, ressalta a importância da parceria. “O futebol feminino do Espírito Santo ainda não tem a mesma visibilidade que o masculino, por isso é tão importante o apoio de uma grande empresa, como a Suzano, que dá credibilidade a nossa modalidade e reconhece a importância social do nosso trabalho, além de incentivar tantas meninas que sonham em viver do futebol. Essa parceria representa mais do que a doação de materiais esportivos, representa reconhecimento e valorização”, diz.

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Jessica explica ainda que a entidade atende desde a iniciação, com meninas de 7 aos 11 anos, além de Sub13, Sub17, Sub20 e categoria Principal. As aulas acontecem nas dependências do Clube CEPE de São Mateus, e estão com vagas abertas para novas interessadas.

Competições

O Harpia FC é o atual campeão estadual na categoria Sub17, e tem vaga garantida no campeonato brasileiro deste ano, que será disputado entre os dias 22 e 26 de Julho, em Maceió (AL). Já as categorias Sub 20 e Principal disputam o Capixabão Feminino deste ano, que dará vaga para a Série A3 e para a Copa do Brasil Feminina.

O Capixabão Feminino começa em agosto para a categoria Sub 20, já as equipes principais disputam o torneio a partir de setembro.

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  • Fonte: Suzano / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação
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