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Parque Estadual de Itaúnas promove Semana do Meio Ambiente com ações ambientais e integração entre comunidades

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Meio Ambiente

Por Victor Mattedi*

O Parque Estadual de Itaúnas realiza, entre os dias 27 de maio e 05 de junho, a Semana do Meio Ambiente 2026, com uma programação voltada à mobilização ambiental, integração comunitária e valorização do território. As atividades acontecem na Vila de Itaúnas, na comunidade de Riacho Doce e na Aldeia Jacó Pataxó, reunindo moradores, instituições parceiras, voluntários e visitantes.

A programação contará com mutirões de limpeza, feira ambiental, cinema na praça, atividades comunitárias, reunião pública sobre os Acordos de Convivência com comunidades tradicionais e uma trilha noturna astronômica em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

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De acordo com o gestor do Parque Estadual de Itaúnas, David Casarin, a proposta da programação é aproximar ainda mais o Parque da comunidade. “A Semana do Meio Ambiente é uma oportunidade de reunir moradores, parceiros e visitantes em ações práticas de cuidado com Itaúnas. Queremos fortalecer essa relação entre o Parque e as comunidades, mostrando que a conservação ambiental acontece por meio da participação coletiva e do envolvimento das pessoas com o território”, explicou Casarin.

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“Visitantes de todo o estado também são mais que bem-vindos para conhecer mais sobre o parque e o trabalho que realizamos aqui em prol da conservação ambiental”, destacou o gestor.

A iniciativa tem o objetivo de fortalecer as ações de conservação desenvolvidas pelo Parque, além de ampliar o diálogo com as comunidades tradicionais e incentivar a participação da população em atividades ambientais e educativas.

Serviço:
Semana do Meio Ambiente 2026 – Parque Estadual de Itaúnas
📍 Parque Estadual de Itaúnas
📅 De 27 de maio a 05 de junho de 2026

Programação:
• 27/05 – Abertura e mutirão de limpeza na divisa do Parque com a Vila
• 28/05 – Feira de ação ambiental e cinema ambiental na praça
• 30/05 – Mutirão de limpeza de praia
• 01/06 – Atividade de educação ambiental com a equipe do Parque
• 02/06 – Ação ambiental em Riacho Doce e reunião pública sobre os Acordos de Convivência
• 03/06 – Ação ambiental na Aldeia Jacó Pataxó
• 05/06 – Trilha noturna astronômica e encerramento

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  • Iema / Assessoria de Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Hélio Filho / Secom
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Meio Ambiente

Empresa é suspeita de crime ambiental no Norte; Polícia Federal e Civil estão investigando

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A principal suspeita levantada pelos moradores é de que o problema tenha sido causado pelo derramamento de vinhaça, resíduo gerado na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, proveniente de uma usina sucroalcooleira que atua na região

Conceição da Barra – ES

A suspeita de contaminação no Rio Angelim, em Conceição da Barra, ganhou novos desdobramentos após a morte de peixes registrada na comunidade quilombola Angelim 3, em Itaúnas, na região Norte do Espírito Santo. A Defensoria Pública da União (DPU) enviou ofícios à Polícia Federal e à Polícia Civil pedindo investigação urgente sobre o caso, diante da suspeita de crime ambiental na região.

O problema começou a ser percebido por moradores na última terça-feira (12), quando peixes e camarões apareceram mortos e a água apresentou alteração na coloração. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram os animais boiando ao longo do curso d’água, sendo que a pesca é fonte de sustento para diversas famílias quilombolas da região.

A principal suspeita levantada pelos moradores é de que o problema tenha sido causado pelo derramamento de vinhaça, resíduo gerado na produção de álcool a partir da cana-de-açúcar, proveniente de uma usina sucroalcooleira que atua na região. Segundo a DPU, o descarte irregular é proibido por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama)..

Em entrevista à imprensa, o responsável agrícola da empresa Alcon, apontada como a responsável por despejar os resíduos no rio, disse que assim que foi comunicada sobre a situação as atividades na região foram suspensas. 

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“Temos um plano de contingenciamento que está dentro do PAV, que é um documento que todas as empresas desse setor têm para fazer a utilização do adubo orgânico. Utilizando esse adubo orgânico, nós não utilizamos o químico. Quando recebemos a informação de rumores de qualquer tipo de anormalidade, nós colocamos esse plano em ação imediatamente, foi o que a gente fez”, afirmou o representante da Alcon, Felipe Ferreira dos Santos.

O caso já vinha sendo acompanhado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), acionado pela Prefeitura de Conceição da Barra logo após as primeiras denúncias. O órgão estadual informou que equipes estiveram no local para avaliação inicial e que a situação segue sob investigação.

Para chamar a atenção dos órgãos responsáveis e cobrar respostas, os moradores da comunidade quilombola se reuniram em protesto na BR 101, na altura do km 35 em Conceição da Barra, e interditaram a via colocando fogo em objetos, levantando cartazes e cantando músicas que representam a resistência do povo quilombola. A interdição começou por volta das 7h e só terminou no início da tarde. 

“O rio é o nosso alimento, o nosso sustento e a gente sobrevive desses peixes, da água. E destruindo a nossa água o que será de nós?”, enfatizou a moradora e liderança quilombola, Miriam Dealdina Fontoura.

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Nos documentos enviados às polícias, a DPU destaca a necessidade de atuação imediata para garantir a coleta de amostras antes que as substâncias contaminantes sejam dispersadas e os peixes entrem em decomposição. A demora segundo o órgão, pode comprometer a identificação e a responsabilização dos eventuais culpados. 

A Defensoria argumenta ainda que o caso pode configurar crime de poluição qualificada, já que afeta diretamente uma comunidade que depende do rio para subsistência e atinge uma área de relevância social e ecológica.

“É mais um capítulo de uma história que as comunidades quilombolas do Sapê do Norte vêm denunciando há muito tempo […] o Rio Angelim não é apenas água; é o mínimo de sobrevivência dessas famílias”, disse Pablo Farias, Defensor Regional de Direitos Humanos no Espírito Santo

A DPU entende que a investigação deve ser conduzida pela Polícia Federal, já que a comunidade quilombola está localizada em terras da União. Mesmo assim, pediu também a atuação da Polícia Civil devido à urgência na preservação das provas. As duas instituições deverão informar, em até cinco dias úteis, quais medidas foram adotadas.

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*Fonte: Alcon e moradores da região

*Foto destaque: Divulgação / Comunidade Quilombola

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