Opinião / Coluna
Bloco de Notas –1ª edição de maio
OPINIÃO

Por Paulo Borges
Um bairro, uma cidade
Jardim Camburi é um bairro de Vitória que, pelo tamanho, pelo potencial sócio econômico e número de moradores, mais parece uma cidade e é maior que algumas sedes de outros municípios do Estado do Espírito Santo.
É natural que existam pessoas que atuam em todos os segmentos sociais e também um grupo de voluntários que desenvolve ações e campanhas em prol de todos.

O bairro tem representação política importante e duas delas são o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) e o vereador Maurício Leite (Cidadania). Evidentemente que existem outras pessoas que, no anonimato fazem trabalhos dignos de elogio. As associações de moradores – Acjac e Amojac – tiveram e têm iniciativas que favoreceram a melhoria da qualidade de vida dos moradores.
Apesar de todos os esforços para que Jardim Camburi seja um bairro melhor para se viver e não só morar, problemas existem e até “crônicos”, como a qualidade do ar que, segundo especialistas e não especialistas, é culpa de duas empresas que despejam partículas no ar que caem nas varandas, salas, nas narinas e olhos de todos. Dizem até que no feijão colocado à mesa. Sobre isso não há confirmação…
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Enigma
Qualquer pessoa que tenha um mínimo de discernimento, não consegue entender o que um ministro da Justiça e Segurança Pública foi fazer em uma área tida como a mais violenta do País e local de concentração de grupos de narcotraficantes que “mandam” na área e lá só entram “parças e autorizados”. Explicar o inexplicável gera muitas especulações. Aliás, o atual governo é algo inexplicável…
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Arapuca
Para quem está uns quilinhos a mais ou com bagagens terá dificuldade em passar nas catracas dos ônibus do Transcol. Instalaram um monstro em seus interiores com a finalidade (ilusória) de conter os vândalos que pulavam as catracas quando eram baixas e mais “civilizadas”. É comum alguns passageiros que não querem pagar a passagem, se arrastarem por debaixo desses monstrengos e nada pagarem, tornando ineficientes essas geringonças. Os cidadãos ordeiros e que pagam a passagem, correm o risco de ficarem enganchados nas catracas ou passarem constrangimentos. E nem adianta encolher a barriga.
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Engarrafamento I
E por falar em eleições, a lista de pré-candidatos a prefeito de Vitória começa a preencher mais de uma folha de caderno grande com os nomes dos pretendentes. Tem de A a Z.
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Engarrafamento II
Mas, vale destacar que o município de São Mateus é imbatível nessa questão. Ali a quantidade de pré-candidatos a prefeito é tão grande que não preenche um caderno, lota um caminhão.
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Na contramão
Na porta das escolas existem placas indicando os horários de embarque e desembarque dos seus alunos. Nesses horários os espaços servem principalmente para as Vans, mas veículos particulares ficam estacionados aguardando o horário de saída ou entrada. Não respeitam esse tempo. Ali estacionam e ficam esperando eternamente seus filhos saírem ou entrarem na escola. As Vans param no meio da rua.
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Mea Culpa
O vereador Dorgival Batista Filho (PSB), de Santa Leopoldina, surpreendeu seus pares ao afirmar, durante sessão ordinária da Câmara (03), que a cidade está feia por culpa dos próprios agentes públicos. Para ele, está faltando iniciativas para cuidar melhor da cidade.
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Pode isso, Arnaldo?!
Deslumbrados

Janja e Lula disponibilizaram do dinheiro público para adquirir uma cama, dois sofás, duas poltronas, móveis e um colchão King Size para o Palácio da Alvorada. Foram R$ 196 mil. Se deles fossem, comprariam no carnê da Casa Bahia.
Ainda teve a farra na China, quando o casal ficou no melhor hotel de Pequim, em vez de na casa do embaixador, como forma de conter gastos. E ainda contou com um mordomo 24 horas à disposição.
A comitiva presidencial foi composta com 180 mil convidados, inclusive o criminoso que promete invadir terras, o Stédile.
Em Portugal a viagem serviu para a Janja (Esbanja) fazer compras em lojas de grifes.
Na contramão da necessidade

Os vereadores de Vitória, em sua maioria, defendem aumento de salário e de vagas na Câmara. O percentual de reajuste beira a estratosfera. Quanto ao aumento no número de vereadores é de 15 para 21.
Com esse aumento de salário, os nossos parlamentares municipais poderão comer a picanha do Lula e os trabalhadores mortais comuns, abóbora.
Ocupação da praça
Para quem necessita estacionar o seu veículo na Praça Mário Elias da Silva, em Jardim Camburi, encontra dificuldade pelo fato dos trailers estarem ocupando os espaços durante todos os dias da semana. Pelo acordo com a municipalidade, ao acabar o expediente eles devem deixar o local, mas isso não vem ocorrendo.

Outra situação, é a ocupação com cadeiras e mesas de maneira desordenada, atrapalhando a circulação de pedestres na mesma praça.
A única coisa que não se vê naquela praça é a fiscalização da Prefeitura Municipal de Vitória.
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Resumo
* O novo acesso ao bairro de Jardim Camburi pela Norte Sul não foi unanimidade.
* O Departamento de Estrada e Edificações em Rodovias (DER), mudou de diretor-presidente. Quem assumiu o lugar antes ocupado por Luiz Cezar Maretto, foi o ex-deputado Freitas. Aliás, o anterior está sendo investigado por má gestão no órgão.
* Quando parecia que o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, estava sem espaço partidário para disputar o próximo pleito, as coisas se acertaram no seu partido Republicanos. Como a política é igual a nuvem, pois a cada momento está de um jeito, não se sabe até quando essa paz pode durar.
* O deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania) tem se revelado um parlamentar muito atuante, com projetos que beneficiam não só a capital como também todo o Estado.
* Mesmo com caranguejo na pista atrapalhando o pouso de aeronaves, o Aeroporto de Vitória é o segundo melhor do País.
* A empresa aérea Azul vai operar voos de Belo Horizonte para Linhares. O novo aeroporto está apto para receber com conforto os passageiros e aeronaves com segurança. A Azul vai operar com aeronaves ATR.
* O Governo do Estado vai investir mais de R$ 60 milhões em obras de água e esgoto no município de Vitória, por meio da Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan).
* O ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas assumiu, na última quinta-feira de abril (27), a presidência do PSDB na capital. Luiz Paulo foi nomeado para o comando da comissão provisória para organizar o partido rumo à convenção de agosto, o que significa também dar passos rumo à eleição municipal do ano que vem.
OPINIÃO
Produtividade travada: fatores históricos que explicam o atraso do Brasil
A baixa produtividade do trabalhador brasileiro tem origem no modelo extrativista da economia que vem do colonialismo e, em muitos aspectos, permanece em vigor, mesmo tendo à frente governos liberais ou progressistas
Por Arthur Gebara Júnior*
A produtividade do trabalhador brasileiro é considerada baixa quando comparada à de países desenvolvidos e de algumas nações em desenvolvimento. O Brasil ocupa a 94ª posição no ranking global de produtividade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ficando atrás até mesmo de vizinhos latino-americanos com graves dificuldades estruturais.
Na América Latina, por exemplo, o Brasil perde para o Uruguai, o Chile, a Argentina e Cuba – país que lida há décadas com um embargo econômico e fortes limitações sob um governo centralizado. No ranking global de produtividade por hora trabalhada, que avalia 184 países, o Brasil registra uma geração média de riqueza de US$ 21,2 por hora. No contexto regional, o Uruguai lidera com US$ 38, seguido por Chile (US$ 34,4), Argentina (US$ 33,8) e Cuba (US$ 22,6).
O indicador é calculado pela OIT ao dividir o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares pelo total de horas trabalhadas da população ativa. Os líderes mundiais em produtividade são a Irlanda (US$ 164,7), Luxemburgo (US$ 159), Noruega (US$ 125,6) e Cingapura (US$ 100,4). Em relação aos Estados Unidos, onde o trabalhador gera US$ 81 por hora, o rendimento brasileiro representa apenas cerca de 26% da riqueza produzida por um americano.
A pesquisa da OIT (com dados do primeiro trimestre de 2026) também aborda a jornada semanal. O brasileiro trabalha, em média, 38,9 horas por semana, índice inferior ao de 97 países, incluindo nações como a China (46,1 horas), Índia (45,7 horas) e o México (42,2 horas). A possível aprovação da jornada 6×1, em andamento no Congresso Nacional, por exemplo, deve aumentar o custo para o empregador e para o consumidor, sem alterar a produtividade.
Mas, afinal, o que trava a produtividade? Por que o país permanece estagnado nesse patamar há décadas? Trata-se de uma questão complexa, na qual fatores históricos e estruturais exercem um papel decisivo.
Para ajudar a entender a baixa performance do trabalhador brasileiro, é possível recorrer ao chamado “mito da preguiça tropical”: ideias racistas e deterministas do século XIX, herdadas do período colonial, tentavam culpar o clima ou a etnia pelo atraso econômico. No entanto, a história econômica desmente esses mitos ao demonstrar a alta intensidade de esforço físico imposta aos trabalhadores sob regimes de exploração e escravidão.
Instituições determinantes
Daron Acemoglu é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e James A. Robinson, professor de ciência política da Universidade de Chicago. Os dois receberam o Prêmio Nobel de Economia pelo conjunto de suas pesquisas acadêmicas fundamentais sobre como as instituições sociais e políticas afetam a prosperidade dos países, que servem de base para a tese apresentada na obra “Por que as Nações Fracassam”. Este livro destaca como as justificativas geográficas e culturais para decretar a riqueza ou a pobreza de um país não convencem. Os dois especialistas afirmam que o desenho de suas instituições é determinante.
Para uma análise mais precisa, eles classificaram os países em duas categorias. Os de economias inclusivas, que promovem a prosperidade ao garantir direitos de propriedade, incentivar a inovação e distribuir o poder político, com um resultado histórico que gera crescimento sustentável de longo prazo. Direitos amplos, garantia da propriedade privada com segurança jurídica e regulação clara também contribuem para a construção de um ambiente favorável aos investimentos, o que não tem ligação com fatores geográficos e culturais. A educação, a qualificação e o preparo do trabalhador afetam diretamente a sua produtividade.
Já as nações enquadradas como extrativistas concentram a riqueza nas mãos de poucas elites e barram o desenvolvimento. Embora a questão das instituições seja parte das regras do jogo, ela é também determinante para o desenvolvimento de um país. O modelo que os economistas classificam como extrativista não estimula o trabalhador, o que afeta de maneira decisiva a sua produtividade. Ele não tem incentivo para se educar ou investir na sua qualificação técnica, o que o impede de enxergar oportunidades, se preocupar em inovar ou empreender. Além disso, não existe a perspectiva e a garantia de que será recompensado e se apropriará dos resultados do seu esforço, já que o investimento produtivo é muito baixo, com falta de capital físico, o que compromete a produtividade.
O livro compara o sucesso de países como os Estados Unidos com a economia de nações da América Latina, África e Ásia, explicando como essas características institucionais e políticas são cruciais para o êxito ou o fracasso. No caso da América Latina, o modelo colonial de dominação e exploração gerou instituições extrativistas que concentram renda e travam a produtividade moderna.

E o Brasil?
O país ainda sofre com as sequelas desse modelo. O latifúndio colonial limitou o acesso à propriedade para a maioria da população, enquanto a escravidão prolongada atrasou a criação de um mercado consumidor livre e qualificado.
Marcel Solimeo, economista-chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), alerta que a educação e, especialmente, a qualificação dos trabalhadores ainda não são efetivas. “Existem cursos de qualificação profissional em várias entidades empresariais, escolas e institutos de formação técnica, mas o problema vem da educação básica, ainda muito deficiente e que continua produzindo um grande número de analfabetos funcionais”, diz.
O economista afirma ainda que “a falta de cultura geral e o pouco interesse de alguns setores do empresariado pela educação e pelo investimento na qualificação do trabalhador agravam o problema.”
Determinismo histórico
Historicamente, a estrutura econômica brasileira priorizou a extração de recursos de baixo valor agregado para exportação. Esses fatores afetam diretamente a produtividade do trabalhador, que recebe menos e tem menor acesso à infraestrutura e à tecnologia de ponta.
Países dominados por dinâmicas extrativistas entram em ciclos de estagnação, pobreza e disputas pelo controle do Estado. Nesse contexto, fica claro que atribuir a baixa produtividade à cultura do povo desvia o foco dos problemas reais e das falhas dos sistemas econômicos, ignorando as profundas diferenças entre modelos inclusivos e exploradores.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP e professor de História Econômica do Insper, trata-se de um problema crônico: “Ao longo de toda a sua história, o Brasil sofreu com essas instituições extrativistas que, infelizmente, se mantêm vivas, independentemente da linha ideológica dos sucessivos governos. Nem a ascensão de governos declaradamente progressistas foi capaz de promover mudanças“.
O professor acrescenta que, além do problema da baixa qualificação do trabalhador, o Estado muitas vezes protege interesses corporativos específicos em vez de garantir a livre concorrência, criando um ambiente de negócios que penaliza o empreendedorismo em massa, dificulta ganhos de eficiência e desincentiva os ganhos de produtividade do trabalhador.”
O mapa da baixa produtividade
A colonização estabeleceu bases estruturais que moldaram o destino econômico e social de continentes inteiros. A África teve fronteiras desenhadas arbitrariamente pelas potências europeias na Conferência de Berlim, o que fragmentou etnias, alimentou conflitos civis duradouros e estruturou economias baseadas na exportação de commodities primitivas.
A Ásia sofreu com a exploração comercial agressiva e a imposição de tratados desiguais, sendo que a desestruturação de impérios locais abriu caminho para instabilidades políticas prolongadas no século XX.
Na América Latina, o foco na extração de recursos e na monocultura para exportação deixou um legado de extrema desigualdade social, concentração de terras e dependência externa.
A Divergência Coreana
Em “Por que as Nações Fracassam”, os autores mostram o contraste entre as duas Coreias: a do Norte (comunista) e a do Sul (capitalista). O capítulo ilustra como as instituições e os modelos econômicos superam o determinismo geográfico.
A Coreia do Sul adotou o capitalismo de Estado, investiu massivamente em educação de base e promoveu indústrias voltadas à exportação – os chamados chaebols (conglomerados empresariais familiares) -, transformando-se em uma potência tecnológica global.
Por outro lado, a Coreia do Norte seguiu o modelo de economia planejada e fechada do sistema comunista (Juche), priorizando o setor militar e sofrendo com o isolamento internacional, a estagnação econômica e as crises de abastecimento.
A retomada de Singapura e da China
A ascensão do Sudeste Asiático e da China redefiniu o equilíbrio de poder econômico mundial por meio do pragmatismo estratégico. Singapura transformou-se de uma ilha portuária vulnerável e sem recursos naturais em um centro financeiro global, com um sucesso baseado em forte controle estatal, combate rigoroso à corrupção, abertura ao capital estrangeiro e foco absoluto em logística e educação.
A China recuperou-se de um século de submissão colonial, conflitos e graves convulsões internas. Sob o governo comunista a partir de 1949, passou por grandes dificuldades econômicas decorrentes das tentativas de Mao Tsetung – como o plano “O Grande Salto Adiante”. Foi com as reformas de abertura econômica iniciadas em 1978 que conseguiu combinar o controle político do Partido Comunista com zonas econômicas especiais de livre mercado, tornando-se uma potência militar e industrial e a segunda maior economia do mundo.
Defasagem
No Brasil, a imensa defasagem no ensino básico e técnico, que reduz a capacidade de inovação e a eficiência nas funções, representa um grande desafio. A infraestrutura insuficiente e pouco eficiente, associada ao chamado “Custo Brasil”, constitui outro fator determinante: logísticas precárias e transportes deficientes geram perdas diárias de tempo e recursos. A baixa incorporação de equipamentos modernos nas empresas também deprime o rendimento por hora trabalhada, ao passo que falhas na gestão de processos produtivos e a baixa valorização do capital humano prejudicam o desempenho geral.
Reformas
As reformas estruturais voltadas à produtividade no Brasil estão no radar dos especialistas. É cada vez mais urgente iniciar mudanças profundas capazes de retirar o país da armadilha da baixa produtividade e conduzi-lo a um modelo econômico inclusivo, o que exige a remoção de privilégios corporativistas e a valorização do potencial da força de trabalho. A produtividade do trabalhador brasileiro segue estagnada desde 1950, acumulando avanço de apenas 0,4% em 2025 e desaceleração contínua em 2026. Esse cenário reflete o peso do ecossistema estrutural e da burocracia, distanciando o país da média global de produtividade no trabalho.
Radiografia da Estagnação Produtiva
A eficiência do trabalho no Brasil patina em meio a desajustes setoriais e à reversão de ganhos pontuais do passado. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, gerido pelo FGV-IBRE, mostram que o salto temporário de produtividade registrado em 2020, devido à pandemia, foi totalmente revertido, retornando à trajetória de queda iniciada em 2017.
Após alta de 2,3% em 2023, impulsionada pela agropecuária, o indicador avançou apenas 0,1% em 2024 e fechou 2025 com alta modesta de 0,4%. O setor de serviços, que concentra a maior parte da mão de obra, mantém ganhos de produtividade próximos a zero, na casa de 0,2% ao ano.
Para a Virada Estrutural
A reversão desse quadro depende de reformas profundas, divididas em quatro frentes prioritárias:
– Consolidação e Simplificação Tributária: Fim do Custo Brasil, redução da burocracia fiscal e estímulo direto ao investimento produtivo em inovação, superando o planejamento tributário defensivo.
– Reforma Educacional e Técnica: Alinhamento curricular voltado para ciências, engenharia e ensino técnico, além de requalificação contínua de adultos frente à automação.
– Modernização Administrativa: Corte de privilégios e supersalários no funcionalismo, atrelando a máquina pública à meritocracia e à entrega de serviços eficientes.
– Abertura Comercial e Infraestrutura: Redução de barreiras tarifárias para elevar a competitividade externa e ampliação de concessões em portos, ferrovias e saneamento por meio de segurança jurídica.
Em um momento em que as atenções se voltam para as eleições de outubro, existe a expectativa de que surja um projeto inovador para a próxima gestão. Nesse sentido, refletir sobre a baixa produtividade do trabalhador brasileiro é fundamental para confrontar os resquícios de um passado extrativista que continua a limitar o desenvolvimento nacional.
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- Artigo publicado no Diário do Comércio – Conteúdo
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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