Polícia
Prefeito é assassinado no Rio Grande do Norte
BRASIL
A ousadia da bandidagem está extrapolando todos os limites no Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) perdeu totalmente o controle, uma vez que a violência continua e agora mais um caso, o do prefeito de São José do Campestre, Joseilson Borges da Costa, de 43 anos, assassinado com três tiros no rosto, em sua própria casa.

De acordo com a polícia, o crime aconteceu por volta das 22 horas, relatando que o autor do crime teria pulado o muro de uma escola abandonada, passou por um beco e entrou na casa do político pelo portão, que estava aberto. Neném Borges, como é conhecido, estava deitado no sofá de casa.
No momento do crime, outros familiares estavam em casa, mas não foram atingidos pelos tiros. O criminoso conseguiu fugir e, segundo a polícia, não há suspeitos, apesar dos primeiros indícios que dão conta como crime político e de mando.
Quem era o prefeito
Neném Borges era agricultor, tinha 43 anos (faria 44, dia 1º de maio). Deixou esposa e dois filhos.
O prefeito estava em seu segundo mandato, por ter sido reeleito em 2020, pelo MDB. Assumiu o Executivo municipal, pela primeira vez em 2018, quando era presidente da Câmara de Vereadores, e acabou assumindo a Prefeitura devido a cassação dos mandatos da prefeita e da vice-prefeita, Maria Alda Romão Soares e Eliza Assis de Oliveira Borges, respectivamente.
No mesmo ano, foi eleito para o cargo de prefeito, por meio das eleições suplementares.

A cidade de São José do Campestre fica na região do Agreste potiguar e tem uma população estimada em 12,9 mil habitantes, segundo o IBGE.
- Texto de Paulo Borges, com informações do colaborador do Pauta1, no Nordeste, João Menezes
- Foto: Reprodução – Diário do Nordeste – Portal Correio – R7
BRASIL
Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido para apurar relatório
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) quer que Gonet se retire de investigações com citações ao Procurador Geral da República
Por Manuela de Moura e Luana Patriolino* | Brasília (F)
A ADPF pediu neste sábado (5) que o procurador geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na apuração sobre a elaboração de um relatório da Polícia Federal (PF) relacionado à Operação Compliance Zero.
A ADPF argumenta que Gonet deveria se declarar impedido porque seu nome aparece no próprio relatório que está sendo analisado pela PGR. A entidade cita o artigo 258 do Código de Processo Penal, que estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes.
“Independentemente de qualquer juízo sobre intenções, que a ADPF não formula, o efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”, afirmou a associação.
A entidade também questionou o fato de a apuração ter como alvo os policiais responsáveis pela elaboração do documento, e não a decisão judicial que determinou sua produção.
Para a ADPF, responsabilizar os executores por cumprir uma ordem judicial transfere aos investigadores uma controvérsia que, na avaliação da associação, deve ser discutida no próprio STF.
“Se a Procuradoria-Geral da República entende que a decisão determinante do relatório é irregular ou que deveria ter sido previamente comunicada, a via própria é o processo perante o Supremo Tribunal Federal”, afirmou a associação.
Relatório da Policia Federal
– A controvérsia envolve um relatório produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, do STF
– O documento reuniu informações sobre mensagens e contatos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com autoridades, entre elas o ministro Alexandre de Moares e o próprio Paulo Gonet.
– Após retirar o sigilo do relatório, Mendonça determinou que os elementos apresentados fossem analisados e solicitou manifestação da PGR.
– Na sequência, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, passou a conduzir os procedimentos relacionados ao caso e pediu esclarecimentos à Procuradoria sobre a elaboração do documento.
– A PGR informou a Fachin que abriu o Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar se houve eventual ordem ou interferência externa que pudesse ter comprometido o conteúdo do relatório.
– Segundo a Procuradoria, o Ministério Público não foi comunicado sobre a determinação para a produção do material.
– A PGR sustenta que a ausência de comunicação impediu o exercício do controle externo da atividade policial durante a elaboração do documento.
– Além do impedimento de Gonet, a associação pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR, sob o argumento de que o instrumento seria inadequado para questionar uma decisão do STF.
A entidade também defendeu que os fatos revelados pela Operação Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão”, sem seletividade em relação às autoridades envolvidas.
A ADPF afirmou ainda que prestará assistência aos delegados e servidores eventualmente alcançados por procedimentos instaurados nas circunstâncias questionadas.
“Assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não é defesa corporativa: é defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação”, declarou a entidade.
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- Matéria do Metrópoles – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Breno Esaki / Metrópolis
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