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Saúde

6 em cada 10 mulheres na alta liderança relatam Síndrome de Burnout

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SAÚDE

Saiba mais sobre o burnout entre mulheres líderes e como a pressão no trabalho impacta sua segurança profissional

Por Ana Paula França*

Um relatório da McKinsey & Company em parceria com a Lean In revelou um dado alarmante sobre mulheres na liderança: cerca de 60% das profissionais em posições sêniores relatam Burnout frequente.

O levantamento, repercutido pelo Business Insider, também indica que muitas dessas líderes demonstram preocupação com segurança no emprego logo nos primeiros anos no cargo.

O dado amplia o debate sobre liderança feminina no mercado de trabalho e revela que o desafio não está apenas em chegar ao topo, mas em permanecer nele.

Burnout feminino na liderança é estrutural

O alto índice de Burnout entre mulheres em cargos de liderança não está ligado somente à carga de trabalho. Ele envolve pressão contínua por desempenho, maior escrutínio sobre decisões e comportamento e a necessidade constante de validação.

Mulheres líderes frequentemente relatam sentir que precisam provar competência repetidamente, mesmo após alcançarem posições estratégicas. Esse ciclo gera exaustão emocional e insegurança profissional.

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A insegurança nos primeiros anos de liderança

Outro ponto crítico apontado no relatório é a sensação de instabilidade. Muitas mulheres relatam preocupações com a permanência no cargo logo no início da função executiva.

Essa insegurança precoce reduz a segurança psicológica, impacta a tomada de decisão e amplia o desgaste mental. Em vez de consolidar autoridade, essas líderes operam sob constante vigilância.

O custo organizacional da exaustão

Quando 60% das mulheres na alta liderança relatam Burnout frequente, o problema deixa de ser individual e passa a ser estratégico. A retenção de mulheres em cargos sênior se torna um desafio real para as empresas.

Ambientes corporativos que promovem diversidade, mas não ajustam cultura, critérios de avaliação e suporte emocional, acabam perdendo lideranças qualificadas no momento de maior maturidade profissional.

Permanência sustentável é a nova pauta

O avanço da liderança feminina precisa ser acompanhado de políticas que garantam sustentabilidade na função. Isso inclui clareza de metas, distribuição equilibrada de responsabilidades invisíveis e programas efetivos de apoio à saúde mental.

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A discussão sobre mulheres na liderança precisa evoluir do acesso para a permanência. Caso contrário, o crescimento da representatividade pode se tornar estatístico, mas não estrutural.

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  • A autora é especialista em aceleração de carreira e negócios, administradora de formação, desenvolveu o método “Trilha da Máxima Potência,” que já ajudou inúmeras mulheres a alcançar seus objetivos profissionais de forma assertiva e alinhada com seus propósitos. / Folha Vitória – Coluna Acelera Mulher
  • Foto Destaque: Imagens Freepik
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SAÚDE

Venda de ivermectina cresce após ator Mel Gibson citar cura do câncer

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Ator citou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco

Um estudo publicado na última terça-feira (12) na revista JAMA Network Open apontou um aumento expressivo nas prescrições de ivermectina nos Estados Unidos após declarações do ator Mel Gibson que, em janeiro do ano passado, afirmou que três amigos teriam se recuperado de cânceres em estágio avançado usando o fármaco.

O levantamento foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e analisou dados de mais de 68 milhões de pacientes entre 18 e 90 anos atendidos em serviços ambulatoriais e emergenciais no país. Os pesquisadores compararam prescrições da combinação ivermectina-benzimidazol entre janeiro e julho de 2025 com o mesmo período do ano anterior.

Os resultados mostraram que, de forma geral, as prescrições desses medicamentos dobraram após a repercussão das declarações. Entre pacientes com câncer, o aumento foi ainda mais acentuado, ultrapassando 2,5 vezes os índices registrados anteriormente.

Apesar do crescimento, os autores alegam que não há evidências clínicas que comprovem segurança ou eficácia da ivermectina ou de medicamentos benzimidazólicos no tratamento do câncer em humanos. No entanto, é ressaltado que essas substâncias chegaram a apresentar atividade anticancerígena em estudos laboratoriais e em testes com animais.

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No Brasil, a ivermectina é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecções parasitárias. Já o fenbendazol é destinado ao uso veterinário.

A oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), ressaltou que resultados promissores em laboratório representam apenas fase inicial da pesquisa científica.

– Muitas substâncias que parecem promissoras em laboratório não se confirmam em estudos clínicos. Apenas uma pequena parte das moléculas que entram em pesquisa pré-clínica chega a ser testada em humanos – afirmou.

Por se tratar de pesquisa observacional, o estudo não estabeleceu relação direta de causa e efeito e avaliou apenas prescrições médicas, sem confirmar se os medicamentos foram efetivamente utilizados pelos pacientes.

IVERMECTINA NA PANDEMIA DE COVID

A repercussão em torno da ivermectina também remete à forte polarização registrada na pandemia de Covid-19. À época, o fármaco foi defendido por setores da sociedade e por parte da classe médica como uma alternativa terapêutica acessível, além de símbolo da autonomia profissional diante do que classificavam como resistência de autoridades e organismos internacionais ao chamado tratamento precoce.

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Na ocasião, a controvérsia representava uma disputa sobre liberdade médica e direito de escolha do paciente. Defensores do protocolo, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentavam que, em meio ao cenário de incerteza vivido na pandemia, os médicos deveriam ter a liberdade para prescreverem remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina caso entendessem ser uma forma viável de combate à Covid.

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  • FONTE: PlenoNews.
  • Foto destaque: Reprodução / Internet

 

 

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