Política Nacional
Prefeito Marcus Batista cobra obras da Ecovias101 e reitera melhorias para São Mateus
Política Nacional
Em Brasília, o prefeito participou de audiência pública na Câmara dos Deputados, com outros prefeitos e parlamentares do Espírito Santo, cobrando ajustes no novo contrato da concessionária

Políticos capixabas estiveram na Audiência Pública / Foto; Divulgação
A audiência pública aconteceu na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (30) e teve a presença de prefeitos e parlamentares capixabas que cobraram ajustes no novo contrato celebrado do governo com a Ecovias para a continuidade das obras na BR-101. Além dessa exigência, foi solicitada a antecipação de obras no trecho Norte, e o prefeito Marcus Batistas (Podemos) enfatizou a necessidade de antecipar as obras no trecho de São Mateus.
Dessa reunião, que teve a condução do deputado federal Gilson Daniel (Podemos-ES), teve como resultado um documento oficial que foi encaminhado à Agência nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Reivindicações de São Mateus
Entre as principais demandas apresentadas estão:
- Faixas adicionais no perímetro urbano, para reduzir filas atrás de carretas de eucalipto e diminuir riscos de ultrapassagens;
- Rotatórias, marginais e interseções seguras, especialmente em função do novo hospital em implantação;
- Passarela e ciclovia na ponte de acesso à cidade, considerada ponto crítico para pedestres e ciclistas.
Segundo o deputado Fabrício Gandini (Cidadania), presidente da comissão especial da Assembleia Legislativa que acompanha a concessão das BRs, o Norte do Estado foi o mais prejudicado no novo contrato. “Queremos antecipar faixas, marginais, passarelas e interseções próximas a cidades como São Mateus”, reforçou.
O prefeito Marcus Batista defendeu ainda a realização de uma audiência pública no próprio município, com a participação da ANTT e da concessionária Ecovias Capixaba (Eco101), responsável pela rodovia.

Deputado Xambinho, vereador Wanderlei Segantini, Deputado Gilson Daniel, deputado Gandini e o prefeito Marcus Batista
Motivos da pressão
A Assembleia Legislativa estima que o novo acordo da BR-101 preveja R$ 10 bilhões em investimentos e cerca de 170 km de duplicações até 2049. No entanto, o Trecho Norte teria ficado com menos intervenções do que o esperado, o que mobilizou prefeitos e parlamentares da região.
A pressão ganhou força após requerimentos apresentados por Gilson Daniel, aprovados pela comissão da Câmara.
Próximos passos
A audiência foi encerrada com a elaboração de um relatório a ser enviado à ANTT e à Eco101 com as prioridades regionais. O próximo passo, segundo os parlamentares e o prefeito, será promover uma mesa-redonda em São Mateus para consolidar as reivindicações locais.
O contrato em debate
- Concessionária:Ecovias Capixaba (Eco101), responsável por 478,7 km da BR-101, entre a divisa RJ-ES e o acesso a Mucuri (BA-698).
- Novo ciclo contratual:repactuação até 2049, com previsão de R$ 10 bilhões em investimentos.
- Controvérsia:críticas de prefeitos e usuários pela exclusão ou adiamento de obras no Norte do Espírito Santo.
Agenda na Saúde
O prefeito Marcus Batista, acompanhado do parlamentar capixaba, cumpriu agenda no Ministério da Saúde onde solicitou o adiantamento de repasses e a prioriza de verbas federais destinadas ao município de São Mateus.
Existem muitas demandas no setor de saúde e a municipalidade depende de recursos da União para executar os projetos e ações importantes para um setor que foi sucateado pela gestão anterior do município de São Mateus.
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* Da Redação / Com Informações da PMSM / Comunicação
* Foto/Destaque: Divulgação
Política Nacional
TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições
Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu
Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.
De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.
A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.
Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.
O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.
Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.
A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.
Ataques às urnas
O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.
A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.
Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
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- Correio Braziliense – Conteúdo
- Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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