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Política Nacional

União Brasil prepara para lançar pré-candidatura de Caiado à Presidência

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Política Nacional

Por Sílvio Ribas*

Brasília / DF

O União Brasil planeja oficializar a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República em um evento marcado para março de 2025, na cidade de Salvador.

A escolha da capital baiana deverá coincidir com a cerimônia em que Caiado receberá o título de cidadão da Bahia na Assembleia Legislativa. A honraria foi proposta em 2013 pelo atual prefeito reeleito da capital, Bruno Reis, à época deputado estadual. Reis, uma das principais estrelas do partido, não poupa elogios ao governador, a quem chama de “o melhor do Brasil”.

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A escolha de Salvador, um dos mais importantes redutos eleitorais do Nordeste, reflete a estratégia de Caiado para ampliar sua visibilidade na região. O Nordeste e sobretudo a Bahia é onde o PT mantém forte influência e onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior nome petista, larga vantagem dos votos nas últimas eleições. O União Brasil tem bases sólidas em Salvador, com nomes de peso como o ex-prefeito ACM Neto e seu sucessor, Bruno Reis, ambos entusiastas da candidatura de Caiado. Eles e o governador integram o grupo do partido vindo do Democratas, que se fundiu ao PSL.

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O evento em Salvador simboliza o início de uma campanha estruturada para projetar Caiado como uma alternativa competitiva no cenário nacional, capaz de atrair o apoio de eleitores da direita e do centro. A estratégia inclui confrontar diretamente o domínio petista na Bahia, estado governado pelo partido há quase duas décadas, além de intensificar a polarização com Lula, especialmente em temas como segurança pública e autonomia dos estados.

A cúpula nacional do União Brasil deve se reunir em janeiro para traçar os próximos passos e alinhar a estrutura de apoio à pré-candidatura. Já no início de 2025, Caiado planeja uma agenda intensa de visitas a estados onde o partido tem prefeitos eleitos, reforçando sua presença em áreas estratégicas. Além disso, o governador pretende destacar conquistas de sua gestão, como os índices de segurança pública de Goiás, que frequentemente aponta como referência nacional.

Embora a candidatura de Caiado conte com o apoio de importantes lideranças do União Brasil, ela enfrenta resistências internas de setores que preferem manter alinhamento com o governo Lula, no qual o partido ocupa ministérios. A construção de sua candidatura será, portanto, um teste não apenas para o governador, mas também para a coesão e o futuro do União Brasil no cenário político nacional.

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Caiado, governador em segundo mandato e que já foi deputado federal e senador, disputou a Presidência em 1989, na primeira eleição direta após o regime militar.

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* Gazeta do Povo

* Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Política Nacional

TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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