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Tarcísio culpa Lula por tarifa de Trump às exportações brasileiras

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Política Nacional

Em uma publicação nas redes sociais, governador alegou que a falta de diálogo com presidente dos EUA resultou em decisões prejudiciais para o Brasil

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recentemente expressou sua insatisfação com a política internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, responsabilizando-o pela imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma publicação nas redes sociais, Tarcísio acusou Lula de priorizar a ideologia em detrimento da economia, alegando que a falta de diálogo com Trump resultou em decisões prejudiciais para o Brasil. Segundo o governador, enquanto outros países buscaram negociações, o governo brasileiro teria se concentrado em prestigiar ditaduras e defender a censura.

A declaração de Tarcísio encontrou apoio entre figuras políticas como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado. Internamente, o governador enfrentou pressão para se manifestar sobre o assunto, especialmente após ter demonstrado apoio a Trump durante sua eleição, inclusive posando com o famoso boné “Make America Great Again”. A oposição também cobrou um posicionamento de Tarcísio, provocando-o sobre sua relação com o presidente americano.

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* Informações Redes Sociais

* Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais

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TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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