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Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro e descarta Lula

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A legenda também negou que tenha negociado a indicação do presidente nacional, Marcos Pereira, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal

Brasília (DF)

O partido Republicanos emitiu uma nota oficial, neste domingo (12/7), para desmentir publicamente as informações que apontavam o fechamento de um apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. O comunicado emitido pela Executiva Nacional da legenda rechaça os rumores sobre o assunto. O posicionamento busca restabelecer a versão oficial do partido diante de notícias recentes.

A legenda também negou que tenha negociado a indicação do presidente nacional, Marcos Pereira, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o texto da nota eleitoral, essa suposta indicação não foi colocada como uma condição para a construção de um apoio político.

Nota divulgada pelo Republicanos

De acordo com o comunicado da legenda, o último encontro entre Marcos Pereira e Flávio Bolsonaro ocorreu há mais de um mês. O partido informou textualmente que “as conversas foram inconclusivas” durante essa reunião. Diante desse cenário relatado, a instituição classificou a reportagem veiculada anteriormente como “absolutamente inverídica sob todos os aspectos”.

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  • Matéria do Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Critério – Bruno Espada / Câmara dos Deputados
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Valdemar nega irregularidade na indicação de emendas e critica Dino

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Cacique da legenda do presidenciável Flávio Bolsonaro teve participação direta na destinação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão, mesmo sem mandato desde 2013

Por Francisco Artur de Lima* | Brasília (DF)

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, negou neste sábado (11/7) haver irregularidade na sua atuação de indicar de emendas parlamentares de deputados federais a prefeituras pelo país. O cacique da legenda do presidenciável Flávio Bolsonaro, segundo relatório da Polícia Federal (PF), teve participação direta na destinação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão, mesmo sem mandato desde 2013.

“Eu fiz sugestões a deputados para destinar emendas a prefeituras do PL. Esse é um pleito de muitos prefeitos no Brasil. Eles vão falar com a presidência (do partido para receber emendas de deputados). Sugerimos para a liderança e às comissões para destinar a emenda a esses municípios. É nisso que eu entro. Eu recebo prefeitos e avalio quem precisa mais ou precisa menos de emendas”, afirmou Costa Neto, em entrevista à CNN.

Ao dizer que seu papel era de “sugerir” a destinação de emendas de deputados do PL, o presidente do partido respondeu à acusações da PF, que o apontou como responsável por um esquema de orçamento paralelo dentro da Câmara de Deputados.

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“As emendas são repasses sérios, tudo para municípios do PL”, continuou o presidente do PL, ao destacar não ter havido repasses para institutos ou associações que poderiam se encaixar em entidades de fachada usadas para lavar dinheiro. 

A investigação da Polícia Federal na participação de Costa Neto no repasse de emendas embasou uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu o bloqueio de R$ 119.216.703,15 em ativos de Valdemar da Costa Neto.

O presidente do PL criticou a decisão de Dino e disse que o magistrado poderia tê-lo procurado para dar explicações. “Primeiro que não tenho esse dinheiro. (…) Podiam ter chamado para cobrar explicações. Se você chama o camarada para explicar e ele está errado, chumbo”, protestou.

As críticas de Valdemar da Costa Neto à decisão do minsitro do Supremo também foram entoadas pelo presidente da Câmara Federal, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo o republicano, a decisão de Dino tem tem o potencial de criminalizar a política. 

“A Presidência da Câmara dos Deputados manifesta seu inconformismo diante da indevida intervenção judicial no mérito de atividade típica do Parlamento. A decisão em questão não identifica desvio, abuso ou aplicação irregular de verbas públicas. Limita-se a inferições e a tentar criminalizar a atividade política”, afirmou.

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Na entrevista à CNN, Valdemar da Costa Neto repercutiu a posição de Motta e afirmou que essa opinião deve ser corroborada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Ele (Motta) me ligou, acho que Alcolumbre também deve tomar providência no Senado porque isso (indicação de emenda) é política”, finalizou.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – José Cruz / Agência Brasil
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