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Política Nacional

Deputado Messias Donato propõe barrar portaria do MEC que autoriza Medicina Veterinária a distância

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Política Nacional

Brasília / DF

O deputado federal Messias Donato (Republicanos-ES) apresentou, dia 5, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 514/2025, que propõe sustar a Portaria nº 378, publicada em 19 de maio deste ano pelo Ministério da Educação (MEC). A norma autoriza a oferta do curso de Medicina Veterinária nas modalidades semipresencial e a distância.

Para Donato, a medida é “absolutamente equivocada” e ignora as necessidades práticas da formação veterinária, que exige atividades presenciais intensivas, contato direto com animais, domínio de técnicas clínicas e cirúrgicas e conhecimento aplicado em saúde pública. A decisão do MEC tem sido amplamente criticada por entidades científicas e profissionais, como o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) e diversos conselhos regionais, que emitiram notas de repúdio e solicitaram a revisão da portaria. Os críticos alertam que a formação a distância pode comprometer o conceito de saúde única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental.

O parlamentar ressaltou que o próprio MEC impõe ensino 100% presencial para cursos como Medicina, Odontologia, Psicologia, Enfermagem e Direito, mas deixou de incluir a Medicina Veterinária, apesar de sua complexidade e relevância social semelhantes. “Essa lacuna coloca em risco a qualidade do ensino, a segurança da população e a credibilidade da profissão veterinária”, afirmou Donato. O PDL busca suspender a portaria no que se refere ao curso de Medicina Veterinária até que o Executivo apresente estudos técnicos robustos e realize ampla consulta aos conselhos profissionais da área. O projeto tramitará nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no plenário.

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* Informação do gabinete do deputado

* Foto/Destaque: Reprodução / Redes Sociais

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Política Nacional

TSE nega pedido de entidade espanhola para observar eleições

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Corte apontou falta de perfil técnico e vínculos políticos de integrantes com críticos do sistema eleitoral. Entidade usava nome similar ao de órgão europeu

Por Iago Mac Cord | Brasília (DF)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido de credenciamento da organização espanhola Eurolat Global Democracy Forum para atuar como observadora internacional nas eleições gerais de outubro. A decisão se baseia no entendimento de que a entidade não possui o perfil técnico e institucional exigido pela Corte para monitorar o processo de votação no Brasil.

De acordo com o Tribunal, missões desse tipo devem ser vinculadas a organismos internacionais consolidados, universidades ou centros de pesquisa com legitimidade reconhecida.

A análise técnica feita pela diretoria internacional do TSE concluiu que a organização não se enquadra no conceito de organização internacional. O grupo funciona como um fórum de debate da sociedade civil, sem chancela governamental ou autoridade legislativa.

Um ponto de confusão é que a entidade espanhola utiliza o mesmo nome da Assembleia Parlamentar Euro-Latina-Americana (Eurolat), esta sim um órgão público vinculado ao Parlamento Europeu desde 2006, mas que não possui relação com o grupo barrado.

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O histórico dos integrantes e vínculos políticos da Eurolat Global pesaram decisivamente no indeferimento do pedido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A missão seria chefiada por Ahmed Adheeb, ex-vice-presidente das Maldivas condenado a 20 anos de prisão por corrupção em seu país, e pelo diplomata espanhol Daniel del Valle Branco.

Entre os nomes indicados estava também Maurício Galante, vereador em Arlington, nos Estados Unidos, e presidente no mercado estadunidense do Instituto Harpia — entidade presidida no Brasil pelo ex-deputado Major Vitor Hugo e que conta com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como presidente de honra.

A Corte ressaltou que membros do grupo mantêm laços diretos com críticos severos do sistema eleitoral brasileiro, o que inviabiliza a neutralidade exigida para a observação internacional.

Ataques às urnas

O próprio Galante chegou a publicar vídeos afirmando que o pleito brasileiro corre “sério risco de não ser reconhecido” devido ao uso das urnas eletrônicas. A Eurolat havia anunciado nas redes sociais, em 2 de julho, a intenção de acompanhar as eleições sob a justificativa de buscar “eleições livres e transparentes”, mas teve a solicitação formal negada nas semanas seguintes.

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A decisão segue os critérios institucionais definidos pela Resolução n° 23.678/2021, que condiciona a atuação desse tipo à celebração de acordos prévios com o Tribunal. Com a rejeição do pedido da organização espanhola, o TSE tem, atualmente, duas solicitações em análise para as eleições, incluindo a da organização “Transparencia Electoral”.

Até o momento, já estão credenciados para acompanhar o pleito a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE), a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede de Jurisdições e Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

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  • Correio Braziliense – Conteúdo
  • Foto destaque: crédito: Luiz Roberto / TSE
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