Guerra Comercial
Trump impõe novas tarifas a dezenas de países; Brasil segue com a maior taxa
Política Internacional
Washington / EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, na noite desta quinta-feira (31/7), uma ordem executiva que modifica e amplia as tarifas aplicadas a dezenas de países com os quais a Casa Branca afirma ter um déficit comercial.
As novas tarifas aduaneiras oscilam entre 10% e 41%, sendo a mais alta para a Síria, enquanto União Europeia (UE), Japão e Coreia do Sul estarão sujeitos a 15%. Mesmo com endurecimento sobre diversos países, a tarifa de 50% para os produtos brasileiros continua sendo a mais alta aplicada por Trump.
Na América Latina, Washington aumentou para 15% os encargos para Costa Rica, Bolívia e Equador, e manteve intactos os previstos em abril para Venezuela (15%) e Nicarágua (18%).
As novas taxas começarão a ser cobradas em 7 de agosto, sete dias após a data anunciada originalmente. O adiamento tem como objetivo dar tempo às aduanas para se prepararem, explicou uma fonte do alto escalão.
No documento no qual os EUA detalham as novas tarifas, o Brasil aparece com 10%, mas apenas até 6 de agosto. Na quarta-feira (30), Trump determinou impostos adicionais de 40% aos bens exportados pelo Brasil. Somados aos 10% já existentes, a alíquota sobe para 50%
Canadá e México
Como Trump havia ameaçado, ele aumentou de 25% para 35% as tarifas sobre os produtos canadenses que entram nos Estados Unidos fora do T-MEC. “O Canadá não cooperou para conter o fluxo contínuo de fentanil e outras drogas ilícitas, e tomou medidas de represália contra os Estados Unidos”, criticou a Casa Branca em um documento.
“Os cartéis mexicanos operam cada vez mais laboratórios de síntese de fentanil e nitazeno no Canadá”, acrescentou o governo americano, sobre dois opioides sintéticos que preocupam os Estados Unidos.
Já em relação ao México, Trump anunciou no Truth Social que ele e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, chegaram a um acordo para adiar em 90 dias a entrada em vigor das tarifas sobre importações mexicanas.
Trump afirmou também que espera chegar a um acordo comercial com o México dentro desse prazo. “Haverá cooperação contínua na fronteira, no que se refere a todos os aspectos da Segurança, incluindo drogas, distribuição de drogas e imigração ilegal para os Estados Unidos”, escreveu Trump.
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* Correio Braziliense – Conteúdo
* Foto/Destaque: crédito: Anna Moneymaker / Getty Images via AFP
Política Internacional
Trump diz que romperá com Espanha após país se negar a ceder bases militares
Presidente norte-americano havia requisitado base militar do país europeu para atacar Irã
Por Gabriel Botelho*
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que romperá ligações comerciais com a Espanha. A quebra da relação se deu após o país europeu ter se negado a ceder bases norte-americanas no país para que os EUA pudessem atacar o Irã.
“E agora a Espanha disse que não podemos usar as bases deles, e tudo bem, não precisamos. Poderíamos usar a base deles se quiséssemos, poderíamos simplesmente voar para lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usar. Mas não precisamos. Eles foram hostis e por isso eu disse a ele que não queremos”, contou o presidente.
Ainda durante a declaração, Trump mencionou o fato de a Espanha ter sido o único país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a se negar a subir a taxa de importação no país para 5%. “Eu não acho que eles gostariam de concordar em subir para nada. Eles queriam manter em 2% e eles não pagam os 2%. Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada com a Espanha”, acrescentou Trump.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Espanha, José Manuel Albares, confirmou, nessa segunda-feira (2/3), ter negado o uso das bases aos Estados Unidos. Em entrevista à rádio pública espanhola RTVE, disse que a soberania espanhola prevaleceria no controle das bases de Rota e Morón de la Frontera, no sul do território do país.
“Não vamos emprestar as nossas bases para nada que não esteja no Tratado ou que não se enquadre na Carta das Nações Unidas. São bases de uso conjunto, mas de soberania espanhola e, portanto, a Espanha tem a última palavra sobre o uso dessas bases”, reforçou. Ele ainda contou que os EUA não haviam informado os espanhóis sobre o ataque com antecedência.
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