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Prefeitura em Ação

Vitória apresenta projetos para transformar orla em novos polos de gastronomia, turismo e economia do mar

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POLÍTICA & GOVERNO

Por Bárbara Bueno Sá* | Vitória (ES)

Vitória deu mais um passo para transformar sua relação com o mar em novas oportunidades de turismo, lazer, gastronomia e negócios. Na noite desta quarta-feira (7), a Prefeitura de Vitória e a Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV) apresentaram os projetos de concessão do Polo Gastronômico do Canal de Camburi e da Guarderia Náutica, em evento realizado no Iate Clube do Espírito Santo.

O encontro reuniu secretários municipais, vereadores, representantes de empresas e entidades, lideranças comunitárias e integrantes do trade turístico. As propostas integram a estratégia Vitória de Frente para o Mar, que busca aproveitar o potencial da orla para criar novos espaços de convivência, experiências e desenvolvimento econômico.

Cris Samorini, prefeita de Vitória apresentando novos projetos da municipalidade

Os dois projetos partem de uma mesma estratégia: qualificar espaços públicos por meio de uma gestão privada capaz de ativar os equipamentos, gerar emprego e renda e ampliar a oferta de serviços para moradores e visitantes.

Cinco restaurantes e um novo polo de experiências em Camburi

O projeto do Polo Gastronômico do Canal de Camburi prevê a concessão de cinco unidades comerciais em lote único, dentro de um complexo urbano integrado com mais de 30 mil metros quadrados.

As cinco unidades somam 2.110 metros quadrados de área comercial e foram planejadas para receber diferentes experiências gastronômicas e de convivência. Entre as atividades previstas estão restaurantes, bistrôs, cafés, wine bars, cervejarias artesanais, gastrobares e empórios, além de iniciativas relacionadas a produtos regionais, turismo náutico e economia criativa.

A estrutura está implantada em uma área de marina, rampas, decks flutuantes, passarelas, praça de eventos, arquibancadas, estacionamentos e áreas verdes. Estes espaços continuarão públicos e de uso comum.

A concessão terá prazo de 10 anos, prorrogável por igual período. A seleção será realizada por licitação eletrônica, pelo critério de maior oferta.

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O modelo prevê ainda que a outorga mensal comece a ser paga somente após o início efetivo da operação, além da possibilidade de compensação de investimentos de implantação previstos no edital.

Guarderia amplia espaço para esportes e economia azul

Na Guarderia Náutica, localizada na Praça dos Desejos, na Enseada do Suá, o projeto prevê a gestão de um equipamento com aproximadamente 1.400 metros quadrados de área total, sendo 1.029 metros quadrados de área construída.

O novo prédio foi projetado para receber atividades como guarda de embarcações não motorizadas, escola e aluguel de equipamentos, loja e manutenção, além da realização de eventos e competições náuticas.
A estrutura tem capacidade estimada para cerca de 610 embarcações e equipamentos náuticos não motorizados, incluindo canoas havaianas, caiaques, stand up paddle, windsurf, pequenos veleiros e botes.

A concessão também terá prazo de 10 anos, podendo ser prorrogado por igual período, com outorga mínima mensal. A operação deverá começar em até 30 dias após a assinatura, conforme as condições previstas no edital.

Entre os critérios de qualificação técnica estão experiência na gestão de estruturas náuticas, operação de embarcações e realização ou apoio a eventos esportivos relacionados a remo, canoagem, vela, SUP e modalidades semelhantes.

Concessão com metas e resultado para a cidade

Durante o lançamento, a prefeita de Vitória, Cris Samorini, destacou que o objetivo da Prefeitura é mudar a lógica de utilização das concessões públicas. Mais do que obter receita, a administração pretende acompanhar o funcionamento dos empreendimentos e verificar os resultados gerados para a cidade.

A prefeita explicou que os contratos deverão estar associados a mecanismos de acompanhamento, com metas, indicadores e governança. A intenção é garantir que os espaços tenham ativação permanente e sejam capazes de movimentar a economia, gerar emprego e renda e atrair moradores e turistas.

No caso da Guarderia, a expectativa é que o equipamento seja utilizado também para competições e uma programação contínua de atividades náuticas, contribuindo para o desenvolvimento do turismo de experiência e da economia do mar.

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Para o Polo Gastronômico, a proposta é reunir cinco operações com diferenciais capazes de transformar o espaço em um novo ponto de atração gastronômica e turística de Vitória.

Vitória de Frente para o Mar

Para o diretor-presidente da CDTIV, Jairo Fernandes Siqueira, os dois projetos reforçam uma vocação natural da capital: a relação com o mar.

Perspecitva da requalificação da avenida Beira-Mar

Segundo ele, por ser uma ilha, Vitória tem condições de ampliar a oferta de experiências náuticas e explorar de maneira mais estruturada o potencial de sua costa. A estratégia é transformar possibilidades já existentes em produtos, serviços e experiências capazes de gerar maior movimento e visibilidade para a cidade.

Jairo ressaltou ainda que os novos equipamentos estão alinhados ao conceito Vitória de Frente para o Mar, que busca valorizar as características naturais da capital e conectá-las a uma agenda de desenvolvimento, turismo e inovação.

Do lançamento à contratação

Os editais já estão disponíveis para consulta, juntamente com os termos de referência, anexos e plantas dos empreendimentos.

O processo prevê apresentação de propostas até 3 de novembro de 2026. A sessão de disputa eletrônica da Guarderia Náutica está prevista para 3 de novembro, às 10*, e a do Polo Gastronômico do Canal de Camburi, para 14h.

Empresas interessadas podem consultar todos os documentos e informações oficiais no portal da CDTIV.

Confira os editais, termos de referência, anexos e plantas:
*Editais e licitações – CDTIV*: (https://www.cdtiv.com.br/pregoes-e-licitacoes/?utm_source=chatgpt.com

A proposta é que, a partir das concessões, os dois espaços passem a integrar de forma mais ativa a experiência de moradores e visitantes, conectando gastronomia, turismo, esporte, lazer, economia criativa e atividades náuticas em diferentes pontos da orla de Vitória.

Dois ativos, uma estratégia: transformar a vocação de Vitória em experiências, negócios e desenvolvimento para a cidade.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo / Edição Andreza Lopes
  • Foto Destaque: Divulgação / PMV
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Vereador pede construção de novo cemitério público em São Mateus

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Raphael Barboza (PDT) solicitou, em caráter de urgência, a construção de um novo cemitério público em São Mateus. O pedido foi feito da tribuna da Câmara Municipal durante a sessão desta segunda-feira (5).

O parlamentar argumenta que o atual cemitério, localizado no bairro Aviação, já não dispõe de espaço suficiente para novos sepultamentos. Diante da situação, defende a aquisição de uma nova área para solucionar o problema de superlotação.

Durante a sessão, em aparte, o vereador e líder do governo na Câmara, Wan Borges (PSB), informou que o prefeito Marcus Batista (Podemos) já está providenciando uma área anexa ao atual cemitério. Segundo ele, a Prefeitura também está em busca de uma nova área que possa receber a construção de um novo cemitério público. É possível que seja no bairro Aroeira.

O vereador falou à reportagem que “em 10 anos nada foi feito com relação ao cemitério. Covas eram vendidas. Agora a Prefeitura já está em fase de contratação de uma empresa para murar a nova área ao lado do cemitério – que foi permutada em um desmembramento -, o que vai desafogar o cemitério da Aviação nesse primeiro momento”, disse Wan Borges. “Já foi aberta um processo de desapropriação de uma área no bairro Aroeira para a construção de um novo e moderno cemitério público, contando com ossário, gavetas verticais entre outras coisas”, completou o vereador.

Limpeza e Capina feita pela Prefeitura / Foto: Reprodução – PMSM

Raphael Barboza, entretanto, reiterou a necessidade de uma solução urgente para o problema. O vereador reconheceu que a Prefeitura realizou serviços de limpeza e capina no cemitério, mas afirmou que essas ações não resolvem a questão da falta de espaço.

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“Isso não resolve a situação, pois o problema é a superlotação do cemitério. Tenho recebido denúncias de que corpos estão sendo sepultados em covas onde já existe outro corpo”, declarou o parlamentar.

Em tempo: o vereador Raphael Barboza afirmou que a última reforma realizada no Cemitério da Aviação ocorreu durante a administração do ex-prefeito Amocim Leite, a quem também atribuiu a aquisição da área onde o cemitério está localizado.

O vereador, no entanto, se equivocou quanto à informação. A área foi adquirida pelo ex-prefeito Pedro dos Santos Alves, que, à época, providenciou a compra justamente em razão da superlotação do cemitério localizado na região central da cidade.

 

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  • Da Redação
  • Foto Destaque: Reprodução / TC (cortesia)
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