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Política Municipal

Restaurante Popular será reaberto com oferta de 2 mil refeições diárias

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POLÍTICA & GOVERNO

Vitória / ES

Ofertar políticas sociais para quem mais precisa e garantir os seus direitos são premissas básicas para a Prefeitura de Vitória. Nessa perspectiva, foi lançado, nesta quarta-feira (21), o Edital para a Reforma e Reestruturação do Restaurante Popular de Vitória, localizado a Rua Hermes Curry Carneiro, nº 31, na Ilha de Santa Maria.

A reabertura do Restaurante Popular vai garantir o acesso a refeições nutricionalmente adequadas, com preços acessíveis e diferenciados, de acordo com o perfil socioeconômico dos usuários. Além de servir duas mil refeições diariamente, o restaurante ofertará atividades de educação alimentar e nutricional para orientar e contribuir para que seus frequentadores tenham uma vida mais saudável.

Projeção do novo Restaurante Popular

“Já temos o cartão Vix + Cidadania, que gera benefício para as pessoas comprarem itens de higiene, gás e alimentos. Agora, com o Restaurante Popular, vamos avançar ainda mais com um passo largo no nosso rol de políticas sociais. Vamos garantir que todos tenham o direito de se alimentar, com respeito à população e refeição de qualidade. É nosso compromisso cuidar do nosso povo”, explicou o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini.

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“O Restaurante Popular é uma resposta da gestão frente aos desafios da insegurança alimentar e nutricional. O esforço para retomar o Restaurante foi possível graças ao ajuste fiscal, a obra é uma etapa muito importante nesse processo de retomada do Restaurante em nossa capital. Entendemos que somado ao Vix + Cidadania essa é uma entrega muito importante para a cidade”, disse a secretária de Assistência Social, Cintya Schulz.

Estrurura

A reforma contempla a reestruturação de todo o prédio, com salas de administração, nutricionista e assistente social, áreas para recebimento e preparo de alimentos, depósitos, câmara fria e estoque, cozinha industrial, vestiário de funcionários e banheiros.

O custo total máximo admitido em proposta para execução das obras de reforma e reestruturação é de R$ 3.700.424,89 com prazo de conclusão de 240 dias (oito meses) após a assinatura da ordem de serviço para início das obras.

Projeção do novo Restaurante Popular

“A obra de reforma será concluída em até oito meses, com recursos próprios. Importante ressaltar que o custeio diário dessas refeições será também com recursos bancados pelo município “, disse o secretário de Obras Gustavo Perim.

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As intervenções contemplam ainda itens de sustentabilidade, como uso de lâmpadas de LED, utilização de torneiras de pressão com arejadores, bem como redutores de vazão para economia de água e atendimento à Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional – Losan (Lei nº. 11.346/2006), na qual o restaurante enquadra-se como unidade de proteção alimentar. E atende, ainda, a Lei Municipal 8.401/2012 – Sisan Vix.

* PMV – Marcus Monteiro – Conteúdo / Fotos: Leonardo Duarte

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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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