Política
Lula e Alckmin são diplomados pelo Tribunal Superior Eleitoral
POLÍTICA & GOVERNO
Chapa Lula-Alckmin foi diplomada nesta segunda-feira (12), em cerimônia realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O próprio Lula foi quem solicitou a antecipação da diplomação que deveria acontecer dia 19.
A solenidade começou com a execução do Hino Nacional pelos Dragões da Independência e ato contínuo, a entrega dos diplomas a Lula e Alckmin, por parte do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.
A diplomação teve a segurança reforçada e, segundo o TSE, foi maior do que o da posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior
Em seu discurso, Lula disse que sua vitória foi a “celebração da verdadeira democracia” e que fará todos os esforços para fazer o Brasil “mais desenvolvido e justo”.
Estiveram presentes na composição da mesa os demais ministros do TSE, a presidente do STF, Rosa Weber, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira e o do Senado, Rodrigo Pacheco. Também estavam os ministros do TSE, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente da OAB, Beto Simonetti.
Na primeira fila do plenário, estavam a futura primeira-dama, Rosângela da Silva, os ex-presidentes Dilma Rousseff e José Sarney e o futuro ministro da Economia, Fernando Haddad.
A diplomação é a formalização, por parte da Justiça Eleitoral, da escolha da pessoa eleita pela maioria da população nas urnas e significa que o eleito cumpriu todas as exigências previstas na legislação eleitoral e está apto para exercer o mandato.
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, em seu discurso falou que todo o processo eleitoral foi uma demonstração de que as urnas são seguras e houve lisura em todo o processo eleitoral. Também houve um tom ameaçador, quando fala que será implacável com os supostos grupos que promovem atos antidemocráticos.
ES presente à cerimônia
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), foi um dos convidados para a diplomação do presidente eleito e desde domingo (11) à noite seguiu para a capital federal.
Casagrande foi um dos cerca de mil convidados para a solenidade. Eles ocuparam o plenário da Corte (onde ocorre o ato solene), os auditórios e o salão nobre, que tiveram telão para a transmissão ao vivo.
“O presidente Lula disse que chamará os governadores e os prefeitos. Ter um canal direto com o Presidente da República é muito importante. Isso poderá dar ao Espírito Santo uma condição de discutir temas pendentes de solução, investimentos em infraestrutura, em habitação popular, em educação. Para nós é muito importante manter esse canal de comunicação”, disse o governador quando participou de um programa de rádio logo após a eleição do Lula e seu vice Geraldo Alckmin (PSB).
- . Com informações da Agência Brasil / Foto: Divulgação
POLÍTICA & GOVERNO
Presidente da Câmara de Vitória arquiva pedido de cassação de vereador do PT
O arquivamento foi interpretado como uma derrota para a Prefeitura de Vitória, já que a prefeita Cris Samorini (PP) não esperava a reação da maioria dos vereadores diante da ofensiva contra o parlamentar petista.
Vitória (ES)
Pelo segundo dia consecutivo, nesta quarta-feira (22), a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Vitória esvaziou o plenário, impedindo a votação de uma das matérias mais importantes do Legislativo: o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhado pelo Executivo.
A reação dos parlamentares teve início após a tentativa da Prefeitura de viabilizar a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Professor Jocelino (PT).
A Procuradoria-Geral do Município solicitou que o presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), encaminhasse o caso à Corregedoria da Casa, medida que poderia, em tese, resultar na cassação do mandato do vereador petista.

Nos bastidores da política capixaba, a iniciativa foi vista como um equívoco estratégico da prefeita. A avaliação é de que o Executivo não dimensionou a reação do plenário, o que acabou provocando um desgaste político desnecessário e uma derrota que não fazia parte dos planos da administração.
Aliado da prefeita, Anderson Goggi saiu em defesa da autonomia do Legislativo e anunciou que arquivará o pedido da Procuradoria.
“O fato de eu estar na base da prefeitura não interfere na minha decisão. Entendo que essa questão deveria ser resolvida pelo Executivo na esfera judicial. Depois, caso haja condenação ou qualquer decisão, o Parlamento poderá ser provocado”, afirmou Goggi.
Origem da polêmica
O impasse teve origem em uma publicação feita pelo vereador Professor Jocelino nas redes sociais, na qual ele afirmou que uma empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação é alvo de investigação da Polícia Federal.
Embora a empresa realmente seja investigada, a apuração não está relacionada ao contrato firmado com a Prefeitura de Vitória. Em sua publicação, o vereador não fez essa associação direta, mas levantou questionamentos sobre a idoneidade da contratação.
“Aqui em Vitória, o mandato do Professor Jocelino já havia apresentado denúncias e levantado questionamentos sobre contratos relacionados com empresas que atuam na educação do município”.
Caso entendesse que houve ofensa à honra, a prefeita Cris Samorini ou a própria Procuradoria-Geral poderiam recorrer ao Judiciário, alegando eventual prática de calúnia, difamação ou outro ilícito, embora a interpretação jurídica sobre esse tipo de manifestação seja considerada delicada.
Esvaziamento do plenário
Na sessão desta quarta-feira, apenas seis vereadores permaneceram no plenário, número insuficiente para garantir quórum e dar continuidade aos trabalhos legislativos.
Estiveram presentes Anderson Goggi, Armandinho Fontoura (PL), Davi Esmael (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Darcio Bracarense (PL) e Luiz Emanuel (Republicanos).
Líder da prefeita na Câmara, Leonardo Monjardim criticou o movimento de esvaziamento.
“Não dá para parar a cidade, deixar de discutir o orçamento e interromper as sessões como forma de retaliação. Retaliação a quem? Há excesso? Talvez tenha, mas é preciso debater e discutir os caminhos”, afirmou.
Com o arquivamento do pedido de abertura do processo disciplinar contra Professor Jocelino, a expectativa é que a LDO seja apreciada na próxima sessão, marcada para segunda-feira (27).
Pedido de desculpas
No meio da crise política, um episódio chamou a atenção. Na sessão de terça-feira (21), Anderson Goggi foi flagrado proferindo palavrões logo após o encerramento dos trabalhos. As declarações foram captadas pelo microfone da Mesa Diretora.
Nesta quarta-feira, o presidente pediu desculpas aos servidores da Casa e “às pessoas que porventura não gostaram” das palavras utilizadas, embora tenha afirmado que não se arrepende da reação.
Segundo Goggi, a irritação ocorreu após ser informado de que alguns vereadores pretendiam esvaziar a sessão caso ele não comunicasse à prefeita que arquivaria o pedido contra Jocelino.
“Não aceito ser chantageado. Fiquei indignado e falei palavrões por causa da minha revolta.”
O presidente da Câmara também reforçou que sua decisão teve como objetivo preservar a independência do Poder Legislativo.
“Sou totalmente solidário ao vereador Jocelino. Hoje é com o Jocelino; amanhã pode ser com qualquer outro vereador. Me posicionei em defesa do Parlamento”.
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- Da Redação / Com informações de A Gazeta.
- Foto de destaque: Divulgação / CMV.
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