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Integrante do PCC foragido há 3 anos é preso na Rodoviária de Vitória

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Homem de 32 anos tinha dois mandados de prisão por assaltos em Minas Gerais e foi localizado quando tentava embarcar para São Paulo

Por Maria Clara Leitão e Isadora Favoreto Braga* | Vitória (ES)

Um homem de 32 anos, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso pela Guarda Civil na tarde de segunda-feira (13), na Rodoviária de Vitória. Foragido da Justiça de Minas Gerais há mais de três anos, ele era alvo de dois mandados de prisão por envolvimento em assaltos. A captura ocorreu enquanto o suspeito aguardava um ônibus com destino a São Paulo.

A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência da Guarda de Vitória. Após identificar a possibilidade de o suspeito deixar o Espírito Santo, a Gerência de Inteligência (GI) repassou as informações às equipes de patrulhamento, que realizaram a abordagem na rodoviária e confirmaram a existência de dois mandados de prisão em aberto contra o homem.

Segundo o inspetor Resende, responsável pela ocorrência, a ação foi realizada antes que o suspeito embarcasse.

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“Como já havia informações sobre essa possível tentativa de sair do Estado, nós atuamos de forma precisa e rápida antes que ele pudesse fugir. Confirmamos a identidade e os dois mandados estavam em aberto. Assim, o conduzimos imediatamente para a delegacia da Polícia Civil”, Resende, inspetor da Guarda Municipal

Ligação com o PCC

Segundo a Guarda de Vitória, informações compartilhadas entre as forças de segurança apontam que o suspeito estaria ligado à chamada “Geral do Cadastro” do PCC, setor responsável pelo controle interno dos integrantes da organização criminosa. Esse núcleo reúne informações como apelidos, data de ingresso na facção, área de atuação e histórico criminal dos membros.

A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Fabiana Gonçalves, afirmou que, até o momento, não há confirmação de que o homem atuasse no Espírito Santo nem sobre o motivo de sua permanência no Estado.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Condenação por assalto aos Correios

O suspeito era procurado desde 2023 após ser condenado pelo assalto a uma agência dos Correios no município de Monte Belo, em Minas Gerais. A Justiça determinou o cumprimento de pena de seis anos, cinco meses e 28 dias de prisão em regime fechado, mas ele não havia sido localizado até então.

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Além dessa condenação, o suspeito também responde por outro roubo na cidade de Itamogi. Conforme as investigações da Polícia Civil mineira, ele integrava uma quadrilha especializada em roubos de veículos e máquinas agrícolas em propriedades rurais.

O grupo criminoso foi identificado após um assalto ocorrido em fevereiro de 2021, quando uma família foi feita refém. Durante a fuga, parte da quadrilha foi presa após uma perseguição policial, encerrada com um acidente que resultou na morte de um dos reféns. Em decorrência desse crime, a Justiça de Minas Gerais expediu, em março do ano passado, um segundo mandado de prisão contra o investigado.

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  • Folha Vitória – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Guarda Municipal de Vitória
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POLÌCIA

Quadrilha presa por sequestro em Jardim Camburi vigiou empresário por um ano

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Vitória (ES)

Suspeitos de sequestrar um empresário de 30 anos em Jardim Camburi, em Vitória, em junho deste ano, planejaram o crime durante pelo menos um ano, segundo investigação da Polícia Civil. O objetivo da quadrilha era extorquir R$ 5 milhões da vítima.

Adilson de Jesus Neves Júnior, conhecido como Dio, de 37 anos, e Osmar de Azeredo Nunes, de 39, são apontados como os responsáveis pelo planejamento e monitoramento da vítima.

Ao todo, sete pessoas foram presas e duas são procuradas por suspeita de participação no sequestro, ocorrido em 11 de junho. Entre os investigados estão pessoas com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo.

Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, os suspeitos passaram a acompanhar a rotina do empresário depois de receberem informações de que ele atuava no mercado financeiro e poderia ter um patrimônio elevado.

O monitoramento teria ocorrido tanto pelas redes sociais quanto presencialmente. Os investigados observavam os locais frequentados pela vítima e até os momentos em que ela praticava esportes.

“A partir do momento que eles tiveram informação de que essa vítima mexeria com o mercado financeiro e poderia ter um patrimônio, eles começaram a monitorar através de rede social, através de monitoramento em campo”, explicou o delegado.

O sequestro

No dia do crime, o empresário dirigia uma Porsche avaliada em mais de R$ 500 mil quando foi fechado por um carro branco conduzido por Adilson. Um segundo veículo, dirigido por Samuel Camilo dos Santos, conhecido como Frajola, de 23 anos, seguia logo atrás.

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Osmar e Enoque Pereira Leal teriam descido do carro e se passado por policiais federais armados para abordar a vítima. De acordo com a investigação, o empresário percebeu que não se tratava de uma abordagem policial e reagiu.

Ele teria sido agredido com coronhadas na cabeça. Em seguida, os suspeitos colocaram um capuz na vítima, amarraram suas mãos e a levaram para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra.

“A vítima percebeu que não se tratava de policiais e esboçou uma reação, momento em que foram desferidas coronhadas em sua cabeça, colocaram um capuz nele para ele não ver onde que estava e dificultar até a identificação dos criminosos, amarraram as suas mãos e o levaram para uma região de mata em Jardim Carapina”, descreveu o delegado.

O carro foi abandonado pouco depois, no bairro de Fátima, também na Serra.

Suspeitos obrigaram vítima a transferir criptomoedas

Na área de mata, Adilson e outro suspeito, Erlan Josme de Oliveira Alves, teriam obrigado a vítima a transferir cerca de R$ 20 mil em criptomoedas para uma corretora internacional.

Segundo a Polícia Civil, Adilson foi o primeiro beneficiário do dinheiro retirado da conta do empresário.

As transferências foram rastreadas pelos investigadores por meio da rede blockchain Tron, que deu nome à Operação Tron. A tecnologia permite registrar transações digitais e identificar as carteiras que receberam os valores, mediante autorização judicial.

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O rastreamento levou a polícia até Laís de Jesus Teles, de 27 anos, mulher de Adilson, além de Enoque, Erlan e Osmar.

A Polícia Civil informou ainda que as corretoras utilizadas nas movimentações possuem registro e autorização para atuar no Brasil, seguindo as regras estabelecidas pelo Banco Central.

Vítima conseguiu fugir

Ana Júlia da Silva, conhecida como Doutrinada, de 21 anos, é apontada pela investigação como responsável por monitorar a área onde o empresário era mantido.

A vítima conseguiu escapar e encontrou policiais militares que já realizavam buscas na região.

Em depoimento à Polícia Militar, o empresário relatou que oito pessoas armadas com pistolas participavam da ação. Após a fuga, os suspeitos teriam entrado na mata.

Na sequência, o carro prata usado no crime, que estava registrado em nome de Irlã Miguel de Souza Laranjeira, de 25 anos, foi abandonado em Jardim Carapina.

Suspeito teria tentado criar versão para despistar polícia

O inquérito também aponta que William Henrique Guimarães Gomes, de 30 anos, teria planejado informar à polícia que havia pegado o veículo emprestado e sido vítima de um assalto.

A versão, porém, não foi confirmada pela investigação. William acabou preso no mesmo dia por tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.

A Polícia Civil orientou a população a ter cuidado com a exposição de informações pessoais e da rotina nas redes sociais. Segundo a corporação, esse tipo de conteúdo pode despertar o interesse de criminosos e facilitar o monitoramento de possíveis vítimas.


  • Matéria do JN
  • Foto Destaque: Reprodução / JN
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