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Governo em Ação

Governo do Estado amplia Sistema Aquaviário e anuncia novas estações em Vitória

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POLÍTICA & GOVERNO

Por Giovani Pagotto* / Vitória – ES

O Governo do Estado anunciou, nessa sexta-feira (06), o início das obras de implantação de três novas estações do Sistema Aquaviário em Vitória e a reforma da estação da Praça do Papa. A ordem de serviço foi assinada pelo governador Renato Casagrande e pelo vice-governador Ricardo Ferraço. O investimento total é de R$ 61,8 milhões e vai ampliar a conectividade do transporte aquaviário e fortalecer a integração com o sistema de mobilidade da Região Metropolitana da Grande Vitória.

As intervenções contemplam a construção das novas estações nos bairros São Pedro, Centro e Dom Bosco, além da reforma da estação localizada na Praça do Papa. As obras serão executadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi).

Do total de investimentos, R$ 45 milhões serão destinados à implantação das estações do Centro e de Dom Bosco, com prazo estimado de execução de 18 meses. A estação de São Pedro contará com investimento de R$ 15 milhões e prazo de execução de 180 dias. Já a reforma da estação da Praça do Papa receberá investimento de R$ 1,8 milhão, com prazo estimado de 120 dias. Os prazos começam a contar após a obtenção das licenças necessárias para as obras.

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“Esse é um sonho que sonhamos juntos. Primeiro retomamos o Sistema Aquaviário e agora seguimos ampliando o serviço com novas estações. É mais um passo para oferecer mais opções de mobilidade urbana na Região Metropolitana. Além disso, o sistema também contribui para fortalecer o turismo e valorizar as potencialidades da nossa Baía de Vitória”, destacou o governador Renato Casagrande.

As novas estações representam um avanço estratégico para o sistema, ampliando o acesso da população ao transporte aquaviário e fortalecendo a integração com outros modais de transporte público da Região Metropolitana. Além de atender diretamente moradores das regiões contempladas, as estruturas também devem impulsionar o turismo e facilitar o deslocamento entre diferentes áreas da capital.

O vice-governador Ricardo Ferraço destacou que a ampliação do sistema fortalece a mobilidade urbana e melhora a qualidade de vida da população: “Já no primeiro ano do nosso governo trouxemos de volta o transporte de passageiros pela Baía de Vitória, conectando Cariacica, Vila Velha e a Capital. Em breve teremos sete estações em funcionamento, completamente integradas ao Transcol. O fortalecimento do Sistema Aquaviário é um passo estratégico para melhorar a mobilidade, reduzir o tempo de deslocamento e ampliar as oportunidades de lazer e turismo na região”.

Em operação desde agosto de 2023, o Sistema Aquaviário da Grande Vitória vem se consolidando como uma alternativa moderna e eficiente de transporte público na região metropolitana. Até dezembro de 2025, o modal já transportou mais de 1,2 milhão de passageiros.

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Atualmente, o sistema conta com seis embarcações em operação: Fonte Grande, Morro do Moreno, Mestre Álvaro, Moxuara, Penedo e Forno Grande. As embarcações são equipadas com climatização, bicicletário, banheiro e acessibilidade, operando entre as estações da Prainha, em Vila Velha; da Praça do Papa, em Vitória; e de Porto de Santana, em Cariacica.

O sistema é integrado ao Sistema Transcol por meio do Cartão GV e também conta com pagamento por aproximação, ampliando a praticidade para os usuários e reforçando a integração entre os diferentes modais de transporte público da Grande Vitória.

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  • Governo do Estado / Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Hélio Filho / Secom
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POLÍTICA & GOVERNO

Prefeitura de Vitória lança programa histórico para revitalizar o Centro e destravar mais de R$ 6 bi

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Por José Carlos Schaeffer* | Vitória (ES)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (16), o decreto nº 27.034 que institui o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC). A iniciativa estabelece um marco regulatório inédito com o objetivo de reposicionar o Centro como o principal motor de desenvolvimento econômico, urbano, habitacional e cultural da capital. Com foco agressivo na desburocratização e na atração de novos moradores e empresas, o programa projeta atrair até 27,5 mil novos residentes e mobilizar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados na região. 

O ReAC atuará sobre a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), área que engloba o Centro Histórico, guiado pelo conceito de “readensamento inteligente”. Na prática, a gestão municipal passará a utilizar as obras e os investimentos públicos estruturantes já previstos para a região como âncoras para dar segurança e atrair a iniciativa privada em larga escala.

O que muda na prática?

O decreto ataca gargalos históricos que afastavam investidores da região central, criando um ambiente de negócios ágil e seguro. Para que a população e o mercado compreendam o impacto imediato, as principais mudanças incluem:

– Alvará Automático e Fim da Burocracia: Projetos de novas edificações em lotes vazios, requalificação, retrofit e Habitação de Interesse Social (HIS) no Centro passam a ter licenciamento simplificado. Os empreendimentos da região passarão para o Grau de Risco 3, e a emissão do Alvará de Execução de Obras será eletrônica e automática no ato do protocolo, baseada na responsabilidade técnica do profissional, mediante apresentação de documentação simplificada (Planta de Situação e Quadro de Áreas).

– Apoio Financeiro para Reformas (TPC): Para viabilizar financeiramente a recuperação do patrimônio, a Prefeitura aprimorou a Transferência do Potencial Construtivo (TPC). O proprietário que investir na preservação de um imóvel histórico no Centro terá a excepcionalidade de converter 100% do potencial de construção do seu lote (fórmula PT = PC) em um certificado (CPC). Esse crédito funciona como uma “moeda de troca” de alto valor, podendo ser vendido a terceiros para uso em outras áreas, financiando a própria obra de restauro.

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– Foco na Habitação de Interesse Social (HIS): O programa garante que a atração de investimentos privados caminhe lado a lado com a inclusão. Obras voltadas para a Habitação Social no Centro estão inseridas diretamente na engrenagem de benefícios e facilidades de licenciamento do ReAC, visando a construção de um bairro multiclassista e o combate à expulsão dos moradores de baixa renda.

– Tolerância Zero com o Abandono: O decreto aciona a atuação prioritária do município contra imóveis que não cumprem sua função social. Imóveis privados em situação de abandono (com degradação e ausência de posse) poderão ser arrecadados provisoriamente pelo Município. O decreto garante ao proprietário o prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. O programa também prevê a aplicação prioritária do PEUC e do IPTU Progressivo no Tempo.

– Proteção da Paisagem Histórica (PVBT): Para garantir que o adensamento não sufoque a história da cidade, o decreto regulamenta os Perímetros de Proteção de Vizinhança de Bem Tombado (PVBT). Através de estudos técnicos, eles estabelecem regras inteligentes para blindar a visibilidade dos monumentos históricos e, ao mesmo tempo, flexibilizar novos índices urbanísticos e gabaritos de forma segura no miolo das quadras.

– Gestão Urbana Preditiva: Para garantir que a engrenagem funcione, o decreto institui o Gabinete de Inteligência e Transformação Territorial. A nova unidade estratégica da SEDEC coordenará o licenciamento, fará o monitoramento baseado em dados e garantirá a integração institucional entre poder público e iniciativa privada para o sucesso contínuo do programa.

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A expectativa da Sedec, com as novas regras, é viabilizar entre 8 mil e 11 mil novas moradias na Área Central, com fortíssimo incentivo para a Habitação de Interesse Social (HIS). O objetivo é aproximar moradia, trabalho, serviços e lazer, permitindo que famílias de diferentes faixas de renda possam morar em uma das regiões mais bem estruturadas de Vitória.

Um novo ciclo para a cidade

Nas últimas décadas, o coração de Vitória vivenciou um esvaziamento profundo, caindo de 30% para cerca de 10% do total de habitantes da capital. O resultado foi a proliferação de prédios vazios e a subutilização de uma infraestrutura urbana de ponta.

O secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), Túllio Ponzi, reforça a capacidade de transformação do novo marco legal. “O ReAC representa uma mudança de paradigma. É uma arquitetura institucional sofisticada que confere intencionalidade ao investimento público. Na prática, a integração dos instrumentos regulamentados faz com que cada real investido pelo Município no Centro atue como catalisador do desenvolvimento, atraindo investimentos privados, ampliando a produção de moradia para todas as faixas de renda, permitindo que mais pessoas possam viver em uma das áreas mais bem localizadas e estruturadas da cidade, valorizando o patrimônio, gerando oportunidades e melhorando a qualidade de vida da população”, afirma o secretário.

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  • Prefeitura de Vitória / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – Jansen Lube / PMV
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