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Eleições 2026

Ricardo quer novas companhias de trânsito e barrar bet no Banestes de vez

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Política / Eleições

O candidato ao governo do Estado Ricardo Ferraço (MDB) prometeu a construção de um novo hospital infantil em Vitória, três novas companhias de trânsito e descartou a criação de uma bet do Banestes durante entrevista.

A Rede Vitória realizaria um debate entre o atual governador e seu adversário no segundo turno, Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas o candidato não compareceu. Por esse motivo, conforme o previsto pelas regras, foi realizada uma entrevista com o candidato presente, Ricardo Ferraço.

Na entrevista, o governador também prometeu aumentar o salário dos profissionais da rede estadual de educação e ampliar a carga horária de planejamento dos professores. O candidato à reeleição ainda fez críticas ao adversário, o qual chamou de “showman”.

Ricardo Ferraço promete novos hospitais

Na área da saúde, Ricardo citou como obras praticamente concluídas o complexo de saúde de São Mateus e o Hospital Geral de Cariacica. Ele também assumiu o compromisso de construir um novo Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória.

O candidato afirmou que pretende ampliar os investimentos no Instituto Materno Infantil do Espírito Santo (Imaba), que, segundo ele, será o maior hospital materno-infantil do Brasil. Ele também mencionou a construção de 108 novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o novo Hospital do Câncer em Cachoeiro de Itapemirim e um novo centro de oncologia no município, em parceria com o Hospital Evangélico de Vila Velha.

Ricardo Ferraço disse ainda que a telemedicina está presente nos 78 municípios capixabas e afirmou que o Espírito Santo é o único estado do país com cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em todos os municípios. Entre as metas, ele citou a redução das filas para consultas, exames e cirurgias.

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Ao comentar a estrutura de saúde em Vitória, o candidato criticou o prefeito Lorenzo Pazolini. Ele afirmou que o município não entregou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), apesar de ter recebido aprovação de crédito do Banco Mundial na gestão anterior.

“Façam uma comparação com aquilo que nós estamos fazendo e entregando com aquilo que faz o meu concorrente”, Ricardo Ferraço.

Proposta de nova ponte e mais fiscalização no trânsito

Na mobilidade urbana, Ricardo afirmou que pretende construir uma ponte ao lado da ponte Florentino Avidos, conhecida como Cinco Pontes. Ele também citou o planejamento de um corredor metropolitano na região Norte do Espírito Santo.

O candidato mencionou investimentos realizados na ampliação da Terceira Ponte, na Ciclovia da Vida e no sistema aquaviário. Ele também prometeu uma nova estação aquaviária na Ilha das Caieiras, em Vitória, além da ampliação da Segunda Ponte. Segundo ele, o governo também trabalha na construção do corredor metropolitano Sul.

Ricardo Ferraço defendeu o reforço da fiscalização e da conscientização no trânsito. Como proposta, ele afirmou que pretende criar mais três companhias da Polícia de Trânsito.

Ricardo Ferraço descarta de vez a bet do Banestes

Ricardo Ferraço defendeu que o Banestes deve continuar público. Ele disse que a instituição registrou, em 2026, o maior resultado de sua história e destacou a oferta de crédito para produtores rurais e microempresários.

O candidato afirmou que não vê necessidade de o banco atuar com apostas, caso a medida provisória que proibiu as bets não seja mantida. Ele disse que pretende encerrar o projeto Banestes Loteria e reforçou que já proibiu a publicidade de casas de apostas em espaços públicos por meio de decreto.

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Valorização dos professores e escolas em tempo integral

O candidato também prometeu ampliar os salários dos professores e o tempo de planejamento dos profissionais da educação. Ele afirmou que o Espírito Santo tem a melhor educação pública da Região Sudeste e a terceira melhor do Brasil, mas que os salários dos docentes ocupam apenas a 12ª posição.

Segundo Ricardo Ferraço, o Estado tinha 32 escolas em tempo integral quando sua gestão começou. Ele defendeu a expansão desse modelo e afirmou que as unidades ajudam famílias ao manterem estudantes alimentados e assistidos durante mais tempo.

“Tenho muito orgulho do trabalho dos nossos professores. Escola de tempo integral é fundamental para a família saber que seus filhos estão sendo bem cuidados, alimentados e assistidos”, Ricardo Ferraço (MDB)

Ao comentar a educação de Vitória, ele criticou os indicadores da capital e afirmou que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município ocupa apenas a 59ª posição, mesmo sendo o município de maior orçamento do Estado.

Após o resultado do primeiro turno das eleições, o candidato à reeleição declarou que houve uma nacionalização da disputa ao governo do Estado.

Durante a entrevista, ele afirmou que o que está em jogo no pleito estadual não é o futuro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o futuro do Espírito Santo. Ricardo também declarou que não pretende tratar nenhum presidente da República como inimigo.

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 *Matéria do Folha Vitória – Conteúdo

*Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais

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Política / Eleições

Prefeito de Baixo Guandu afirma que poderá demitir 700 comissionados se Ricardo Ferraço perder eleição

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O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Cardoso (MDB), afirmou, em vídeo publicado no sábado (10), que a prefeitura poderá ter de demitir cerca de 700 pessoas caso Ricardo Ferraço (MDB) não vença a eleição para o Governo do Espírito Santo. No segundo turno, Ferraço disputa o cargo com o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos). Após a publicação de uma reportagem sobre o caso, o vídeo foi apagado do perfil do prefeito.

Na gravação, com pouco mais de dois minutos, Lastênio pede votos para Ferraço e afirma que uma eventual derrota do candidato poderá comprometer obras e o transporte escolar. O prefeito aparece ao lado do número de urna do emedebista, que curtiu a publicação.

Para o advogado eleitoral Hélio Maldonado, integrante da Comissão Nacional de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as declarações são “juridicamente preocupantes” e podem caracterizar assédio e coação eleitoral.

700 demissões se Ricardo perder?” Prefeito de Baixo Guandu faz alerta sobre  empregos e obras e levanta questionamentos – Política Capixaba

Prefeito Lastênio Cardoso ameaça com demissão, comissionados que não votarem em Ricardo Ferraço

Segundo o advogado, associar a manutenção de empregos, obras e serviços públicos ao voto em determinado candidato, utilizando a autoridade do cargo para pressionar eleitores, pode configurar o crime previsto no artigo 300 do Código Eleitoral, além de eventual abuso de poder político, nos termos da Lei Complementar nº 64/1990.

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Lastênio inicia o vídeo agradecendo aos moradores pela votação recebida pelos candidatos apoiados por seu grupo político. Em seguida, aborda as possíveis consequências para o município caso Ricardo Ferraço não vença a disputa.

“A prefeitura vai ter que demitir aí talvez umas 700 pessoas”, afirma o prefeito. Ele acrescenta que as demissões também poderiam afetar o comércio local e os prestadores de serviços da cidade.

Uma consulta ao Portal da Transparência da Prefeitura de Baixo Guandu, realizada no domingo (11), identificou 660 cargos comissionados na estrutura administrativa do Executivo municipal.

Ao longo da gravação, Lastênio reconhece que os eleitores têm liberdade de escolha, mas relaciona o resultado das urnas às consequências que prevê para o município.

“Sempre digo uma coisa: todo mundo é livre para escolher, fazer suas escolhas, mas também é responsável pelas consequências das suas escolhas”, declarou.

“Quem quiser pagar para ver, fica à vontade”, diz prefeito

Procurado pela reportagem, Lastênio Cardoso afirmou: “Só estou falando a verdade. Se a verdade for crime, então devo pagar”.

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Segundo o prefeito, os impostos arrecadados a partir das obras ajudam a custear parte das despesas com servidores municipais e com o transporte de estudantes para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

“Se as obras pararem, nós não teremos os impostos dessas obras. Esse dinheiro é que pagamos uma parte dos servidores e o transporte para o Ifes. Quem quiser pagar para ver, fica à vontade”, declarou.

A ameaça é para os que ocupam cargos comissionados.

A campanha de Ricardo Ferraço também foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria. Caso haja resposta, o texto será atualizado.

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  • Da Redação / Com informações da mídia
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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