Eleições / Santa Leopoldina
PL defende renovação na política de Santa Leopoldina
Política / Eleições
Por Paulo Borges*
O Partido Liberal de Santa Leopoldina vai disputar as eleições municipais com candidato a prefeito e chapa de vereadores. O principal objetivo é renovar a política local, saindo da mesmice e das lideranças que já demonstraram do que é capaz e, portanto, é hora de dar passagem para a renovação do cenário político leopoldinense.

Prefeitura de Santa Leopoldina
Esse é o pensamento que norteia o partido, tendo à frente o seu presidente, Pedro Busato. Ele deixa claro que é amigo pessoal dos outros candidatos e ao defender uma renovação política tem como interesse, arejar a política, apresentando novas opções ao eleitor e empreender no município uma maneira mais moderna e diferente das outras experiências de governança que já foram feitas.
Na oportunidade, Busato lembra que conseguiu até uma emenda parlamentar para que a administração atual usasse esse recurso (em torno de R$ 1 milhão) para obras a critério da municipalidade, indicamos inclusive uma área muito necessitada na subida do Luxemburgo. “Somos parceiros e o que for bom para Santa Leopoldina a gente está sempre à disposição”, disse Pedro Busato, numa demonstração de espírito público e de cidadão que se preocupa com o desenvolvimento do município e o bem-estar da população.
Em relação a coligação, “a direção central do PL, não quer que se faça com outro partido nessas eleições. Essa é a orientação que recebemos”. Ele acrescenta que “conversar a gente conversa com todos, mas não dá para fazer coligação, por enquanto”.
O presidente do PL leopoldinense pontuou que o candidato a prefeito, Genivaldo Potratz, pode parecer um nome de pouco conhecido, “mas é capacitado, administrou um hospital durante bastante tempo e nas sondagens que fiz junto as pessoas, tem boa aceitação porque o sentimento do cidadão leopoldinense, pelo menos aqueles que não dependem de emprego na Prefeitura, é de que se faz necessário avançar em alguma coisa, mudar e essa mudança não há de ser com dois ex-prefeitos e o prefeito que já mostraram o que são capazes de fazer e o que fizeram”. Ele enfatiza que “se quer algo novo tem que partir para um nome novo; essa é a ideia”.
Pedro Busato esclarece que assumiu o Partido Liberal muito próximo ao período eleitoral e é natural que, talvez, “a gente tivesse preparado um número maior de nomes que pudessem contribuir com o partido, mas não tivemos tempo hábil”. Ele afirma que “os nomes que estão, tanto para vereador, são empreendedores, são pessoas que realizam no cotidiano um bom trabalho e que nós precisamos levar para a política porque senão os espaços são preenchidos por pessoas que não são empreendedoras e que vão atrás de um emprego”. Chama atenção para a linha do partido “que é trabalhar com pessoas novas, renovar mesmo, dá uma chance nova para o município e a pretensão é que o nosso candidato a prefeito, Genivaldo Potratz, se acerque de colaboradores à altura”.
Busato reafirma que “não tem nada contra ninguém, mas se é para ter mudança, temos que mudar radicalmente porque se pretendemos resultados novos fazendo do mesmo jeito, acho que é insano pensar assim”.
Muitos têm a atividade e a participação na política como algo sem muita relevância, mas Pedro chama a atenção para desmistificar essa mentalidade.
“O cidadão leopoldinense tem que cuidar mais da política. Não é coisa para bandido, política é vital nas nossas vidas e nós devemos ter uma parcela maior de participação com essas pessoas que fazem o País andar e que as vezes acham que não têm tempo para dedicar a política e essa acaba resolvendo tudo que eles podem e não podem”.
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* Foto: Reprodução / Redes Sociais
Política / Eleições
Marcos do Val, após ser excluído de sabatinas da Rede Gazeta, aciona a Justiça Eleitoral
O senador Marcos Do Val (Avante-ES), candidato à reeleição ao Senado Federal, ingressou nesta segunda-feira (14) com representação e pedido de tutela de urgência no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo contra a Rede Gazeta (TV Gazeta e Rádio CBN Vitória), após ser excluído da rodada de entrevistas com candidatos ao Senado que a emissora promove entre os dias 14 e 18 de setembro.
Segundo a campanha, a Rede Gazeta havia comunicado previamente aos candidatos, em reunião realizada em 20 de agosto, que participariam das sabatinas aqueles que atingissem 5% ou mais na última pesquisa estimulada de intenção de voto do instituto Quaest, contratada pela própria emissora. Marcos Do Val cumpriu esse critério: na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto, o senador obteve exatamente 5% no cenário estimulado para a primeira vaga ao Senado.
Apesar disso, a emissora o excluiu da lista de sabatinados alegando que ele não teria atingido o percentual — usando, para isso, um recorte “consolidado” da pesquisa, não divulgado nem explicado aos candidatos como critério de corte, e conhecido apenas depois de apurado o resultado. Trata-se, segundo a campanha, de parâmetro que não constava das regras originalmente apresentadas e que teria sido aplicado para produzir a exclusão do senador.
Na representação protocolada no TRE-ES, a defesa do senador pede a inclusão imediata de Marcos Do Val na rodada de entrevistas ou, subsidiariamente, a realização de sabatina em condições equivalentes às oferecidas aos demais candidatos, antes do dia 4 de outubro, data da eleição.
“A Rede Gazeta criou uma regra, eu cumpri a regra, e ainda assim fui excluído por um critério inventado depois que o resultado já era conhecido. Isso não é jornalismo imparcial, é seleção arbitrária de quem pode ou não falar com o eleitor capixaba”, afirma o senador.
Marcos Do Val reforça que não se opõe à existência de um critério objetivo de corte para as sabatinas — pelo contrário, defende que esse critério exista e seja aplicado de forma igual a todos. O que contesta é o uso de uma pesquisa realizada num momento ainda inicial da campanha, antes de os candidatos terem tido oportunidade plena de se apresentar ao eleitor e expor suas propostas, como parâmetro definitivo e insuscetível de revisão — sobretudo quando aplicado de forma seletiva, prejudicando apenas um dos candidatos que o atingiu.
Para o senador, o episódio expõe um padrão mais amplo: candidaturas como a sua, que historicamente fazem oposição frontal ao sistema político, ideológico e econômico que governa o país há décadas, enfrentam resistência crescente de parte da grande mídia em 2026 — resistência que, no entender do senador, se manifesta também na forma como esses veículos moldam o acesso dos candidatos a seu público. Marcos Do Val lembra ainda que sua exclusão priva do contato direto com a cobertura da Rede Gazeta não apenas um candidato, mas um senador eleito e em pleno exercício do mandato.
A campanha espera pronta resposta da Justiça Eleitoral e reafirma confiança de que a decisão da emissora será revista, assegurando a Marcos Do Val o mesmo espaço concedido aos demais candidatos que atingiram o critério anunciado.
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Sobre Marcos do Val:
Marcos Ribeiro do Val é senador da República pelo Espírito Santo, eleito em 2018, e candidato à reeleição pelo Avante nas Eleições 2026.
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- Matéria veiculada na mídia capixaba
- Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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