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Filho agride mãe e ameaça matar os pais após briga por dinheiro em São Mateus

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Uma mulher de 51 anos foi agredida e ameaçada de morte pelo filho, de 26, durante um desentendimento por dinheiro na madrugada de terça-feira (13), no bairro Sernamby, em São Mateus. O marido dela, de 55 anos, também foi ameaçado e ficou ferido ao tentar proteger a esposa. David Ferreira Nunes foi preso em flagrante horas depois, quando voltou à residência acompanhado de outro homem, de 24 anos.

Segundo a Polícia Militar, o pai sofreu ferimentos no rosto e na cabeça durante a briga. Ele conseguiu afastar o filho com uma vassoura, e o jovem deixou o local fazendo ameaças de morte. Naquele momento, ele não foi localizado.

No início da manhã, a Guarda Civil Municipal foi acionada novamente para atender a uma ocorrência na casa do casal. Os agentes encontraram David e Matheus Pereira dos Santos Silva na sala da residência, após os dois arrombarem o cadeado do portão. Conforme a ocorrência, eles resistiram à abordagem, apresentaram comportamento agressivo e fizeram ameaças. Matheus ainda atingiu com a cabeça o rosto de um guarda, provocando um corte no lábio.

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Os dois foram levados para atendimento médico e, depois, encaminhados à delegacia.

A Polícia Civil informou que David foi autuado por ameaça qualificada e lesão corporal qualificada no contexto de violência doméstica, além de ameaça e desacato. Matheus foi autuado por lesão corporal contra agentes, ameaça e desacato. Ambos foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

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  • Matéria do JN – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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Quadrilha presa por sequestro em Jardim Camburi vigiou empresário por um ano

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Vitória (ES)

Suspeitos de sequestrar um empresário de 30 anos em Jardim Camburi, em Vitória, em junho deste ano, planejaram o crime durante pelo menos um ano, segundo investigação da Polícia Civil. O objetivo da quadrilha era extorquir R$ 5 milhões da vítima.

Adilson de Jesus Neves Júnior, conhecido como Dio, de 37 anos, e Osmar de Azeredo Nunes, de 39, são apontados como os responsáveis pelo planejamento e monitoramento da vítima.

Ao todo, sete pessoas foram presas e duas são procuradas por suspeita de participação no sequestro, ocorrido em 11 de junho. Entre os investigados estão pessoas com antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio e roubo.

Segundo o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, os suspeitos passaram a acompanhar a rotina do empresário depois de receberem informações de que ele atuava no mercado financeiro e poderia ter um patrimônio elevado.

O monitoramento teria ocorrido tanto pelas redes sociais quanto presencialmente. Os investigados observavam os locais frequentados pela vítima e até os momentos em que ela praticava esportes.

“A partir do momento que eles tiveram informação de que essa vítima mexeria com o mercado financeiro e poderia ter um patrimônio, eles começaram a monitorar através de rede social, através de monitoramento em campo”, explicou o delegado.

O sequestro

No dia do crime, o empresário dirigia uma Porsche avaliada em mais de R$ 500 mil quando foi fechado por um carro branco conduzido por Adilson. Um segundo veículo, dirigido por Samuel Camilo dos Santos, conhecido como Frajola, de 23 anos, seguia logo atrás.

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Osmar e Enoque Pereira Leal teriam descido do carro e se passado por policiais federais armados para abordar a vítima. De acordo com a investigação, o empresário percebeu que não se tratava de uma abordagem policial e reagiu.

Ele teria sido agredido com coronhadas na cabeça. Em seguida, os suspeitos colocaram um capuz na vítima, amarraram suas mãos e a levaram para uma área de mata em Jardim Carapina, na Serra.

“A vítima percebeu que não se tratava de policiais e esboçou uma reação, momento em que foram desferidas coronhadas em sua cabeça, colocaram um capuz nele para ele não ver onde que estava e dificultar até a identificação dos criminosos, amarraram as suas mãos e o levaram para uma região de mata em Jardim Carapina”, descreveu o delegado.

O carro foi abandonado pouco depois, no bairro de Fátima, também na Serra.

Suspeitos obrigaram vítima a transferir criptomoedas

Na área de mata, Adilson e outro suspeito, Erlan Josme de Oliveira Alves, teriam obrigado a vítima a transferir cerca de R$ 20 mil em criptomoedas para uma corretora internacional.

Segundo a Polícia Civil, Adilson foi o primeiro beneficiário do dinheiro retirado da conta do empresário.

As transferências foram rastreadas pelos investigadores por meio da rede blockchain Tron, que deu nome à Operação Tron. A tecnologia permite registrar transações digitais e identificar as carteiras que receberam os valores, mediante autorização judicial.

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O rastreamento levou a polícia até Laís de Jesus Teles, de 27 anos, mulher de Adilson, além de Enoque, Erlan e Osmar.

A Polícia Civil informou ainda que as corretoras utilizadas nas movimentações possuem registro e autorização para atuar no Brasil, seguindo as regras estabelecidas pelo Banco Central.

Vítima conseguiu fugir

Ana Júlia da Silva, conhecida como Doutrinada, de 21 anos, é apontada pela investigação como responsável por monitorar a área onde o empresário era mantido.

A vítima conseguiu escapar e encontrou policiais militares que já realizavam buscas na região.

Em depoimento à Polícia Militar, o empresário relatou que oito pessoas armadas com pistolas participavam da ação. Após a fuga, os suspeitos teriam entrado na mata.

Na sequência, o carro prata usado no crime, que estava registrado em nome de Irlã Miguel de Souza Laranjeira, de 25 anos, foi abandonado em Jardim Carapina.

Suspeito teria tentado criar versão para despistar polícia

O inquérito também aponta que William Henrique Guimarães Gomes, de 30 anos, teria planejado informar à polícia que havia pegado o veículo emprestado e sido vítima de um assalto.

A versão, porém, não foi confirmada pela investigação. William acabou preso no mesmo dia por tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.

A Polícia Civil orientou a população a ter cuidado com a exposição de informações pessoais e da rotina nas redes sociais. Segundo a corporação, esse tipo de conteúdo pode despertar o interesse de criminosos e facilitar o monitoramento de possíveis vítimas.


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  • Foto Destaque: Reprodução / JN
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