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Assessor de vereador de Vitória é preso pela Polícia Federal com quase R$ 170 mil

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O parlamentar emitiu nota afirmando que já pediu a exoneração do assessor, que trabalhava no gabinete desde o início do mandato

Um assessor do vereador de Vitória Duda Brasil (foto) foi preso na manhã desta sexta-feira (1) pela Polícia Federal, em uma operação para desarticular uma organização criminosa voltada para a prática de homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de arma de fogo.

O grupo criminoso é chefiado por um banqueiro do jogo do bicho. Na casa do assessor parlamentar Patrik Roger Correa Vieira, localizada no bairro Santo Antônio, em Vitória, foram apreendidos quase R$ 170 mil em dinheiro.

Intitulada Operação Mahyah, a ação contou com a participação de cerca de 100 policiais federais. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Especializada em Organizações Criminosas do Rio de Janeiro.

Só no Espírito Santo foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Vitória, um deles é o endereço ligado ao assessor parlamentar. 

Os mandados são direcionados a endereços ligados aos integrantes da organização criminosa, já denunciados pelo Ministério Público.

Segundo informações divulgadas pela Superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo, os “presos capixabas participavam de organização criminosa investigada por homicídios, corrupção passiva, porte ilegal de arma de fogo e exploração do jogo do bicho”.

Com o assessor Patrik Vieira foi apreendido um total de R$ 169.888,00 em dinheiro. De acordo com a Federal, os presos serão colocados à disposição da Justiça do Rio de Janeiro. Já o valor apreendido será depositado em conta judicial vinculada à Justiça que decretou os mandados.

Vereador entra com pedido de exoneração do assessor

Aa assessoria de comunicação do vereador, que emitiu uma nota, afirmando que o parlamentar pediu a exoneração do assessor.

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“O pedido de exoneração foi feito à Câmara, na tarde de hoje. O ex-servidor iniciou seu vínculo no gabinete em 01/01/2021“, relata a nota. O início da atuação de Patrik Vieira marca o começo do mandato do parlamentar.

A reportagem também tentou falar diretamente com o vereador Duda Brasil pelo celular, mas as informações ficaram centralizadas na assessoria. 

De acordo com informações do Portal de Transparência da Câmara de Vitória, Patrik Vieira atua como secretário de gabinete parlamentar, com jornada de trabalho de 40 horas semanais. O salário líquido, no último mês, foi de R$ 7.344,79, sendo o salário líquido R$ 5.590,64. Ele possui ensino médio completo.

“A suspeita é de que os presos capixabas participam de organização criminosa investigada por homicídios, corrupção passiva, porte ilegal de arma de fogo e exploração do jogo do bicho. Foi apreendido com um dos presos cerca de R$ 170 mil em dinheiro. Os presos serão colocados à disposição da Justiça do Rio de Janeiro”, declarou o superintendente da PF no Espírito Santo, Eugênio Ricas.

Jogos de azar e bingos clandestinos

Para o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual do Espírito Santo. (MPES).

De acordo com a investigação, que é um desdobramento da Operação Sicários, deflagrada em dezembro de 2022, três núcleos criminosos – subordinados ao mesmo bicheiro – controlam o monopólio de jogos de azar e exploração de bingos clandestinos na Ilha do Governador, Niterói, São Gonçalo e no Espírito Santo.

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Para assegurar o controle do crime na região, “a organização criminosa pratica, de maneira ordenada, diversos crimes, dentro os quais se destacam homicídios, corrupção passiva e porte ilegal de armas de fogo”, segundo a Federal.

O trabalho foi desenvolvido pelo PF em conjunto com Ministério Público, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Niterói e São Gonçalo e com auxílio de promotores de justiça de outros órgãos do RJ.

O nome da operação Mahyah, remete a origem da palavra “máfia”, que provém de um termo do dialeto siciliano, “máfia”, inspirado em “mahyah”, que em árabe significa audácia.

Câmara de Vitória desligou assessor do quadro de funcionários

A Câmara de Vitória divulgou uma nota na noite desta sexta-feira, informando que tomou a decisão de desligar o servidor Patrik Rocha Correia Vieira do quadro de servidores da Casa. Confira:

“A Câmara Municipal de Vitória vem a público manifestar-se a respeito da prisão do servidor Patrik Rocha Correia Vieira, que ocupava o cargo de assessor parlamentar de um vereador integrante desta Casa.

Informamos que tomamos conhecimento da prisão do referido servidor e que diante dos fatos apresentados e com o objetivo de preservar a integridade das investigações em curso, a Câmara Municipal de Vitória tomou a decisão de desligar o servidor Patrik Rocha Correia Vieira do quadro de servidores da Casa.

Ressaltamos que a ação do servidor em questão não reflete, de forma alguma, a conduta e o compromisso ético dos demais colaboradores desta Casa Legislativa, que continuam trabalhando incansavelmente em prol do bem-estar da população de Vitória”.

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* Com informações Polícia Federal – Câmara de Vereadores de Vitória – Assessoria do vereador – FV-Elisa Rangel

* Fotos: Divulgação Polícia Federal / Foto (vereador): Câmara Municipal – Reprodução

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Polícia Federal investiga desvio de recursos públicos no ES e na BA

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Operação Nêmesis 15 cumpre mandados de busca e apreensão; esquema envolvia direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro. Daniel da Açaí foi prefeito de São Mateus entre 2017 e 2024 e seria um dos envolvidos em esquema de fraudes em licitação

São Mateus – ES

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/4), a Operação Nêmesis, para desarticular um esquema de corrupção e de desvio de recursos em contratos da administração municipal. 

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Mateus/ES, de Linhares/ES, de Valença/BA e de Teixeira de Freitas/BA. A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de até R$ 1,2 milhão nas contas dos 15 investigados. Os mandados foram expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo.

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A investigação aponta que o grupo utilizava irregularmente atas de registro de preços de outros órgãos para burlar licitações. Com a atuação coordenada entre agentes públicos e empresários, havia o direcionamento de contratações e o superfaturamento de serviços para o posterior pagamento de propina.

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Durante as diligências de hoje, os policiais apreenderam, aproximadamente, R$ 2 milhões em cheques, R$ 86 mil em espécie e três veículos. Para dissimular a origem ilícita dos valores e as movimentações financeiras atípicas, o grupo utilizava pessoas interpostas e empresas de fachada.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, de corrupção ativa e passiva e de lavagem de capitais.

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  • Polícia Federal / Comunicação Social ES – Conteúdo
  • Foto destaque: Crédito – PF / Comunicação

 

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