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Saúde / Prevenção

Dengue: Secretaria Municipal de Saúde orienta quando buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde e Pronto Atendimento

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Medicina & Saúde

Vitória – ES

A rede de serviços da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus) conta com 29 Unidades de Saúde e dois Prontos Atendimentos para os atendimentos da população. As Unidades de Saúde estão preparadas para tratar os casos leves da enfermidade, com consultas médicas e de enfermagem, exames e até hidratação venosa, caso necessário. Já para os sintomas que requerem mais atenção a recomendação da Semus é procurar o Pronto Atendimento (PA).

Unidade de Saúde de Jardim Camburi (UBS)

“Na maioria dos casos de dengue a população apresenta sintomas leves, como dor no corpo, dor de cabeça, dor nos olhos, manchas no corpo, fadiga e febre. Nestes casos, a orientação é buscar atendimento na Unidade de Saúde do seu bairro. Já em caso de dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tonteira e/ou desmaio, sangramento de nariz, gengiva e outros, o paciente precisa imediatamente buscar atendimento no Pronto Atendimento”, explica Aline Areias, referência técnica das Arboviroses.

Cuidados com a dengue

“As residências são os maiores criadouros dos mosquitos. 90% dos focos dos mosquitos estão dentro de casa. A limpeza é importante para que seja dado um fim no ciclo de vida do Aedes aegypti e a casa não seja vetora para a doença. São poucos minutos para que os moradores vejam seus quintais. Precisamos do envolvimento de todos no combate ao mosquito”, disse a secretária de Saúde de Vitória, Magda Lamborghini.

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Pronto Atendimento da Praia do Suá


  • Informações da Secretaria de Saúde – PMV 
  • Foto: Reprodução – Rede Sociais 

 

 

 

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Medicina & Saúde

Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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Uso inadequado pode aumentar gravidade de eventos adversos

Por Paula Laboissiére* | Brasília (DF)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

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“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

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– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.

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  • Matéria da Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / Receita Federal
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