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Internacional / Violência

Candidato à Presidência do Equador é assassinado quando fazia campanha

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Fernando Villavicencio foi baleado ao sair de um comício em Quito, nesta quarta-feira (9); ele estava entre os principais concorrentes para o pleito que acontece no próximo dia 20, aparecendo em segundo lugar na pesquisa mais recente

O candidato à Presidência do Equador Fernando Villavicencio, do Movimento Construir, foi assassinado nesta quarta-feira, em Quito, capital do país. Ele deixava um comício político realizado no Anderson College, quando foi baleado várias vezes.

O Ministério do Interior e, posteriormente, o presidente Guillermo Lasso confirmaram o homicídio por meio de comunicados nas redes

Quem é Fernando Villavicencio, candidato à Presidência assassinado no Equador

Jornalista, sindicalista e ativista político, ele ocupava cargo de deputado até a dissolução da Assembleia Nacional, em maio deste ano, quando resolve se lançar candidato; ele tinha 59 anos e era pai de cinco filhos

O candidato à Presidência do Equador Fernando Villavicencio, de 59 anos, teve sua ascendente carreira política interrompida na tarde desta quarta-feira (9) ao ser assassinado na capital do país, Quito. Ele deixava um compromisso eleitoral quando foi atingido por três tiros. Os demais postulantes interromperam suas campanhas após o fato.

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Nascido em 11 de outubro de 1963, em Alausí, Fernando Alcibiades Villavicencio Valencia teve uma intensa trajetória como jornalista e sindicalista ao mesmo tempo em que abraçava a carreira política.

Estudou jornalismo e comunicação na Universidade Cooperativa da Colômbia, na qual se formou e iniciou seus trabalhos como comunicador social. Logo em seguida, iniciou na carreira política como um dos fundadores do Partido Pachakutik, em 1995.

No ano seguinte, começou a trabalhar na Petroecuador, a companhia petrolífera estatal do país. Lá, atuou com jornalismo e logo assumiu posições sindicais. Ele se manteve como um líder dos trabalhadores da companha até 1999, quando foi demitido por uma ordem do então presidente Jamil Mahuad.

Mesmo longe da Petroecuador, continuou denunciando os problemas da companhia, como delitos ambientais e trabalhistas. Ganhou notoriedade como um dos mais ferrenhos críticos do então presidente Rafael Correa.

Em 2017, concorreu e foi eleito a uma vaga na Assembleia Nacional. Ocupou o cargo até maio deste ano, quando o presidente Guillermo Lasso assinou a “morte cruzada”, que resultou na dissolução do parlamento equatoriano.

Crítico do correísmo e do governo Lasso, Villavicencio foi um dos personagens mais visíveis nas denúncias de corrupção nos setores de petróleo, energia, telecomunicações e estruturas criminosas, segundo seu perfil na Assembleia Nacional do Equador.

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Ele afirmou que o Equador havia se tornado um “narcoestado” e propôs restaurar a segurança com as forças armadas e a polícia nas ruas; e, ao mesmo tempo, liderar uma luta contra o que ele chamou de “máfia política”.

“Hoje o Equador está dominado por Jalisco Nueva Generación, o cartel de Sinaloa – ambos mexicanos – e também a máfia albanesa. Em outras palavras, está claro para a América Latina, assim como para a Colômbia e o México, que não é possível, pois o narcotráfico se instala em uma sociedade e a subjuga sem o concubinato e conivência do poder político”, disse ele em entrevista à CNN em maio passado.

Após a perda do mandato, Villavicencio anunciou que se candidataria à Presidência do Equador, nas eleições marcadas para 20 de agosto, pelo Movimento Construir.

Foi casado com Verónica Sarauz, com quem teve cinco filhos.

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  • Conteúdo – Fábio Mendes – CNN São Paulo / Foto: Reprodução 
  • Vídeo: CNN / Agências internacionais
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INTERNACIONAL

Brasil quer parceria com Índia para produção de remédios e vacinas

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Presidente Lula e comitiva estão em Nova Délhi

Por Luiz Claudio Ferreira*

O governo brasileiro manifestou, nesta quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Lula que está em Nova Délhi para participar da cúpula sobre impacto da inteligência artificial.

Segundo Padilha, conforme divulgou o governo, a proposta de parceria inclui instituições públicas e empresas dos dois países para produção de medicamentos oncológicos e também remédios para combater doenças tropicais.

Sistemas públicos

Em encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha apresentou também a intenção de ampliar as ações e trocas de experiências sobre o acesso gratuito da população aos serviços de saúde.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro brasileiro.

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Padilha convidou os indianos para integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, ponderou.

18.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Deli — ÍndiaFoto: Ricardo Stuckert / PR

Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Deli — Índia Foto: Ricardo Stuckert / PR

Inteligência artificial

Outra discussão entre autoridades do Brasil e da Índia teve relação com a utilização de tecnologias digitais e inteligência artificial para organização dos sistemas públicos de saúde.

Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode colaborar com a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado à população.

Uma outra proposta foi a implementação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.

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  • Agência Brasil – Conteúdo
  • Foto Destaque: Crédito – Rafael Nascimento / MS
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