Política Internacional
Brasil quer parceria com Índia para produção de remédios e vacinas
INTERNACIONAL
Presidente Lula e comitiva estão em Nova Délhi
Por Luiz Claudio Ferreira*
O governo brasileiro manifestou, nesta quarta-feira (18), a intenção de estabelecer cooperação com a Índia para produção de medicamentos e vacinas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Lula que está em Nova Délhi para participar da cúpula sobre impacto da inteligência artificial.
Segundo Padilha, conforme divulgou o governo, a proposta de parceria inclui instituições públicas e empresas dos dois países para produção de medicamentos oncológicos e também remédios para combater doenças tropicais.
Sistemas públicos
Em encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha apresentou também a intenção de ampliar as ações e trocas de experiências sobre o acesso gratuito da população aos serviços de saúde.
“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, afirmou o ministro brasileiro.
Padilha convidou os indianos para integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. “Queremos que Índia e Brasil estejam na linha de frente de uma nova agenda internacional de saúde baseada em produção local, inovação e cooperação solidária”, ponderou.
Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Deli — Índia Foto: Ricardo Stuckert / PR
Inteligência artificial
Outra discussão entre autoridades do Brasil e da Índia teve relação com a utilização de tecnologias digitais e inteligência artificial para organização dos sistemas públicos de saúde.
Segundo Padilha, o intercâmbio em saúde digital pode colaborar com a modernização do SUS, ampliar o acesso e qualificar o cuidado à população.
Uma outra proposta foi a implementação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.
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- Agência Brasil – Conteúdo
- Foto Destaque: Crédito – Rafael Nascimento / MS
INTERNACIONAL
Morre Jesse Jackson, defensor dos direitos civis nos EUA, aos 84 anos
Pastor e aliado de Martin Luther King, ele foi um dos principais nomes na luta por igualdade racial e justiça social no país
O veterano ativista dos direitos civis nos Estados Unidos, o reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17) aos 84 anos, afirmou sua família em um comunicado.
Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, esse pastor batista e talentoso orador fez recuar, ao longo de sua vida, as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.

Jesse Jackson, ativista dos direitos civis / Foto: Reprodução – Redes Sociais
“Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu”, declarou sua família.
Ele deixa a esposa e os seis filhos. “Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo”, disseram em um comunicado.
A família não especificou a causa da morte, mas Jackson anunciou em 2017 que sofria da doença de Parkinson.
Segundo a imprensa, em novembro ele havia sido hospitalizado em observação por outra doença neurodegenerativa.

Até Barack Obama chegar à Casa Branca em 2009, Jesse Jackson havia sido o afro-americano mais destacado a se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com duas tentativas fracassadas de ser nomeado candidato pelo Partido Democrata nos anos 1980.
Fundou duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980. Ambas se fundiram em 1996.
Também se destacou pelo trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes.
Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.
Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.
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- Informações da agência AFP
- Foto Destaque: Crédito – AFP
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