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Ícone na luta pelos direitos civis dos EUA

Morre Jesse Jackson, defensor dos direitos civis nos EUA, aos 84 anos

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INTERNACIONAL

Pastor e aliado de Martin Luther King, ele foi um dos principais nomes na luta por igualdade racial e justiça social no país

O veterano ativista dos direitos civis nos Estados Unidos, o reverendo Jesse Jackson, morreu nesta terça-feira (17) aos 84 anos, afirmou sua família em um comunicado.

Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, esse pastor batista e talentoso orador fez recuar, ao longo de sua vida, as barreiras que limitavam o espaço político aberto aos afro-americanos.

EUA: Jesse Jackson, ativista dos direitos civis, morre aos 84 anos

Jesse Jackson, ativista dos direitos civis / Foto: Reprodução – Redes Sociais

“Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais ele viveu”, declarou sua família.

Ele deixa a esposa e os seis filhos. “Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo”, disseram em um comunicado.

A família não especificou a causa da morte, mas Jackson anunciou em 2017 que sofria da doença de Parkinson.

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Segundo a imprensa, em novembro ele havia sido hospitalizado em observação por outra doença neurodegenerativa.

Muere el reverendo Jesse Jackson, activista por los derechos civiles de los  afroamericanos en EE.UU. | Emol.com

Até Barack Obama chegar à Casa Branca em 2009, Jesse Jackson havia sido o afro-americano mais destacado a se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com duas tentativas fracassadas de ser nomeado candidato pelo Partido Democrata nos anos 1980.

Fundou duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980. Ambas se fundiram em 1996.

Também se destacou pelo trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes.

Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.

Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

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  • Informações da agência AFP
  • Foto Destaque: Crédito – AFP
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INTERNACIONAL

Hamas aceita acordo para seu desarmamento e retirada de Israel de Gaza

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O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel

Por Agência AFP

O movimento islamista Hamas afirmou nesta sexta-feira (31) que aceitou um acordo para acabar com a guerra em Gaza, que inclui dispositivos relacionados ao seu desarmamento e à retirada gradual do Exército de Israel do território palestino.

Israel ainda não reagiu oficialmente ao acordo, anunciado na noite de quinta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o definiu em sua rede Truth Social como “um acordo HISTÓRICO” e “um passo monumental rumo a uma PAZ e SEGURANÇA duradouras”.

O desarmamento do grupo islamista, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, era um dos principais obstáculos para encerrar a guerra com Israel após o cessar-fogo assinado em outubro.

Uma fonte política israelense disse à AFP que o acordo proposto não soluciona “de forma satisfatória” as demandas do país por uma desmilitarização completa de Gaza.

Também indicou que a questão não foi abordada durante a reunião desta semana na Casa Branca entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente americano.

Segundo Trump, o desarmamento é uma fase crucial para avançar em direção à instalação de um novo governo palestino no território.

Fontes do Hamas confirmam acordo 

Duas fontes do alto escalão do Hamas, que falaram sob a condição de anonimato, confirmaram à AFP um acordo com o Estado hebreu para o desarmamento do grupo e a retirada do Exército israelense de Gaza.

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As fontes afirmaram que esperam que os mediadores e o Conselho da Paz garantam que os israelenses cumpram o que foi estabelecido e supervisionem o processo de desarmamento do grupo.

O Hamas está fazendo “concessões pelo bem do nosso povo na Faixa de Gaza, para salvá-lo da morte e do deslocamento”, declarou Ghazi Hamad, um dos negociadores do movimento.

“Israel não vai interferir na questão do desarmamento”, disse Hamad. Segundo ele, a tarefa será responsabilidade do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).

Segundo uma fonte diplomática que acompanha as negociações, as armas serão entregues a este órgão de tecnocratas palestinos, que deverá administrar, durante o período de transição, a vida cotidiana em Gaza.

Negociações aconteciam há semanas no Egito para implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tem como objetivo pôr fim de forma definitiva à guerra.

O conflito começou com o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou um balanço de 1.221 mortos, segundo números oficiais israelenses, e 251 pessoas sequestradas. 

A retaliação israelense contra Gaza deixou mais de 73.000 mortos, segundo os  dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas.

Apesar da trégua, a violência continua na Faixa. Na quinta-feira, bombardeios israelenses mataram ao menos quatro pessoas, incluindo duas crianças, segundo autoridades de saúde da região.

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 “Implementação” 

O Conselho da Paz confirmou em uma publicação no X que o Hamas havia “aceitado um mapa do caminho detalhado para implementar as próximas fases do cessar-fogo em Gaza”.

“Agora, nossa atenção está voltada para a implementação”, escreveu a organização, acrescentando que o NCAG “começará em breve uma transição gradual rumo à plena autoridade”.

Trump, em uma publicação anterior, afirmou que, uma vez que o Hamas estiver desarmado, “as forças israelenses vão se retirar e a Força Internacional de Estabilização trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade sobre Gaza”.

A Força Internacional de Estabilização é uma estrutura em processo de criação que reunirá tropas de vários países sob a direção do Conselho da Paz.

Uma fonte diplomática afirmou à AFP que o desarmamento será supervisionado de forma coordenada entre esta força e o governo interino do NCAG. Este órgão, no entanto, trabalha atualmente no Egito porque Israel não permite que seus membros tenham acesso a Gaza, segundo a imprensa egípcia e palestina.

Israel controla mais de 60% desse território e exigia o desarmamento completo do Hamas e dos demais grupos palestinos antes de qualquer avanço no plano.

O Hamas anunciou no início de julho a dissolução do comitê que administrava os assuntos civis da Faixa de Gaza desde 2007 e declarou querer transferir estas responsabilidades ao NCAG.

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  • Conteúdo 
  • Foto destaque: Crédito – Eyad Baba / AFP
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