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Chuvas no Norte

Moradores cobram da Prefeitura obras que tragam segurança para suas casas

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São Mateus / ES

 Por Paulo Borges

Depois do deslizamento da encosta da Ladeira do Besouro, da derrubada do antigo prédio em que funcionou anos atrás um importante Cartório de Notas e ao lado uma imobiliária, a preocupação agora é com a Caixa D’Água, localizada na Praça do Mirante e também com o prédio histórico da antiga Casa de Câmara e Cadeia Pública, onde hoje funciona o Museu Municipal.

De acordo com algumas fontes ouvidas pela reportagem, não há risco de acontecer. “Evidentemente que é preciso algumas intervenções nas encostas que margeiam a Avenida Cricaré, no bairro Porto, como forma de precaução com alguns deslizamentos de terra que pode causar prejuízos aos moradores daquela avenida”, disse um engenheiro que observava o local por ocasião da presença da reportagem.

Com relação a Caixa D’Água, que alguns sugeriram a sua derrubada, é preciso destacar o que disse o renomado e conhecedor da cidade, o historiador Eliezer Nardoto. Explicou que a Caixa D’Água foi construída pelo antigo governador Jones dos Santos Neves e que hoje ela está vazia e virou um marco no centro da cidade. Ali, segundo Eliezer, poderia ser feito uma torre e até se aproveitar para, em período natalino, fazer uma árvore de Natal.

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O início da tragédia

Durante o governo do ex-prefeito, Rui Baromeu, a Prefeitura construiu uma rede de água naquele local com tubulação inadequada. Tempos depois, já no governo do ex-prefeito Amadeu Boroto, assim que as primeiras terras rolaram morro abaixo, descobriu-se o erro, que acabou levando, como consequência, a interdição do prédio de três andares construído nas proximidades e uma casa ao seu lado. Houve a derrubada da casa e a interdição do prédio. A rua também foi interditada para a circulação dos veículos. Mas, nada foi feito pela municipalidade, responsável pela situação.

O antigo prédio em que funcionava o Cine Victor, corre o risco de ter suas fundações abaladas e desabar. A lateral do prédio fica na Ladeira do Besouro. 

Para os moradores mais antigos, tudo que está acontecendo na cidade é uma espécie de “tragédia anunciada”.

“Fruto da incompetência dos seus administradores que não cuidam da cidade, não conhecem seus problemas reais e só pensam em fazer politicagem e levar vantagem do cargo para desenvolver ações delituosas”, enfatizou o aposentado Marcos Roberto Antares da Silva, nascido na cidade e que se mudou para Linhares.

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De qualquer maneira, os moradores do entorno da área afetada, esperam uma ação imediata da Prefeitura e do Estado, para resolver esse problema. “O prefeito anda descalço nos valões para mostrar aquilo que não fez durante todo esse tempo de mandato, com a finalidade de aparecer para a plateia e, pior, ainda tem vereadores que também tiram os sapatos, dobram a bainha da calça e entram na água, numa demonstração de demagogia”, disse um cidadão que preferiu não se identificar, indignado com o que vem ocorrendo nos últimos anos no município. “Está passando da hora dos verdadeiros mateenses e aqueles que amam a cidade, para se juntarem e retirar a fórceps essas camarilhas que se apoderam do município para levar vantagens pessoais”, finalizou.

• Fotos: Divulgação / PMSM

 

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Praça do Mirante

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Passageiros de voos domésticos podem ser multados em até R$ 17,5 mil desde segunda-feira (14)

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Quem costuma viajar de avião precisa ficar atento a uma nova regra que começa a valer nesta segunda-feira (14). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) passa a aplicar novas medidas contra passageiros que apresentarem comportamentos considerados indisciplinados em voos domésticos.

A regulamentação estabelece diferentes níveis de punição, que vão desde uma orientação ao passageiro até multa e suspensão temporária do direito de utilizar o transporte aéreo. Nos casos classificados como graves ou gravíssimos, a multa pode chegar a R$ 17,5 mil.

A medida vale para o transporte aéreo regular doméstico e também para trechos nacionais de viagens internacionais. Entre as situações que podem resultar em punição estão ameaças, agressões, desrespeito às normas de segurança, danos à aeronave e comportamentos que comprometam a ordem durante a viagem.

Nos casos considerados gravíssimos, a punição pode ser ainda maior. O passageiro poderá ficar impedido de embarcar em voos domésticos por seis ou 12 meses, conforme a gravidade da ocorrência. Durante esse período, as companhias aéreas deverão impedir a emissão de bilhetes, o check-in ou o embarque da pessoa suspensa.

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Entre os comportamentos classificados como gravíssimos estão agressões físicas contra tripulantes que prejudiquem a operação da aeronave, importunação sexual, tentativa de acesso não autorizado à cabine de comando, uso de armas ou explosivos e tentativa ilegal de assumir o controle do avião.

A punição, porém, não ocorre automaticamente. A aplicação da multa depende da abertura de um processo administrativo pela Anac, e o passageiro terá direito à defesa antes da suspensão definitiva. As ocorrências também precisam ser registradas e comunicadas à agência.

A mudança ocorre em meio ao aumento dos registros de indisciplina no transporte aéreo. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram contabilizados 1.764 casos em 2025. Entre janeiro e junho de 2026, foram registrados outros 881 episódios, sendo 154 considerados capazes de comprometer a segurança operacional.

A nova regulamentação também estabelece responsabilidades para as companhias aéreas. Empresas que deixarem de cumprir uma suspensão obrigatória, por exemplo, podem receber multa de R$ 70 mil.

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  • Matéria da Revista Fórum – Conteúdo
  • Foto Destaque: Reprodução / Redes Sociais
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