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Um caso Inusitado

Boi solto ataca crianças e adultos em bairro de São Mateus

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São Mateus – ES

Por Paulo Borges*

Parece que gado e curral são incompatíveis em São Mateus. Pelo menos se partirmos do fato que o gado solto pelas ruas do bairro Ayrton Senna, atacou recentemente uma criança de nove anos e até mesmo a vereadora Isamara da Farmácia. Relato de moradores do loteamento Parque das Brizas confirma que já ocorreram outros ataques a crianças e adultos, porém, “sem grandes consequências, além do susto”.

“Fui salva por um cidadão que passava de carro pelo local e colocou seu veículo entre mim e o boi que me tentava atacar”, relatou Isamara na sessão da Câmara de São Mateus, nesta segunda-feira (22).

Menino de 9 anos é atacado por boi em praça de São Mateus - Nova Onda Online

A criança, Cauã Pereira, de nove anos, esteve acompanhada pelo pai, Joilson Pereira, na delegacia para registrar o ocorrido. O menino teve ferimentos no rosto, na perna e no tórax e, segundo a mãe, passa bem. Quanto a vereadora, que fazia atividade física naquele bairro, colocou em prova os exercícios que estava fazendo, uma vez que se salvou correndo de um dos bois soltos nas ruas do bairro.

O menino Cauã disse que estava passeando de bicicleta e, na praça do loteamento, viu o boi, largou a bicicleta e correu. Foi alcançado e ferido pelo animal.

De acordo com moradores, esses dois casos não são os únicos e é recorrente os ataques de bois e vacas que fogem e atacam as pessoas que passam pelas ruas do bairro. “Já foram feitas reclamações à Prefeitura, inclusive tentamos uma conversa com o proprietário, mas ele nunca aparece para conversar e resolver o problema”, disse uma moradora do bairro que pediu para não ser identificada.

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Mas, desta vez apareceu um vaqueiro que fez contato com a família do garoto e foi ao local capturar o boi. O proprietário não costuma aparecer diante de outras reclamações já feitas por moradores.

VÍDEO | Menino de 9 anos é atacado por boi em São Mateus

O que se ouviu no local é que o gado pertence a fazenda localizada nas proximidades do loteamento, que era do senhor João Palma, já falecido, e que hoje é de propriedade de seu filho. O Pauta1 tentou confirmar essa informação, mas não obteve êxito.

Existe uma lei complementar de 2020 que “altera a lei complementar municipal de 2016 que “dispõe sobre a organização do espaço territorial do município de São Mateus, conforme determina o dispositivo da Constituição Federal de 1988, sobre o Estatuto da Cidade (2001).

O Plano Diretor Urbano normatiza essas questões em que estão inseridas a delimitação do espaço territorial do município. Inclusive o espaço territorial e suas normas da sede do município. Mas, o que se percebe e se constata é que a Prefeitura não exerce fiscalização, notificação e multa. Se omite.

“Gado passeando livre, leve e solto pelas ruas de um bairro, colocando em risco a vida das pessoas, não precisa ir à letra morta do PDU para saber que é uma aberração”, disse um morador. “É só fiscalizar que o dono do gado aparece e ainda é multado. Mas a cidade vem sendo conhecida como cidade sem lei, pois não tem gestão”, pontuou uma liderança política ouvida pela reportagem.

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Anos atrás era comum encontrar cavalos soltos da rodovia Othovarino Duarte Santos, que liga a sede do município ao balneário de Guriri. Esse fato causou acidentes e os animais pertenciam aos ciganos que habitavam na região. Alguns cavalos foram apreendidos e levados para uma área improvisada pela Prefeitura e que “seria” o início de uma Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), no âmbito de uma coordenadoria de Vigilância em Saúde da municipalidade. Além do controle de doenças, a “versão mateense” seria também de recolher esses animais a um local apropriado para evitar que fiquem vagando pelas ruas. O Pauta1 não conseguiu saber junto a atual administração municipal, se hoje existe um departamento que cuida desses casos.

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  • Com informações do Jornal do Norte 
  • Fotos: Reprodução / Redes Sociais

 

 

 

 

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Abalo sísmico é registrado próximo a Piúma, no Sul do Espírito Santo

Publicados

em

Por Grasieli Ravera Gonçalves* | Cachoeiro de Itapemirim (ES)

Abalo sísmico foi registrado próximo ao Litoral Sul do ES, na tarde de sábado (20). Não há informações de danos causados pelo fenômeno

Um tremor de terra de magnitude 2.1 foi registrado próximo ao município de Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo, na tarde de sábado (20). O abalo sísmico ocorreu às 14h12, no horário de Brasília, e as estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) identificaram o fenômeno.

Centro de Sismologia confirmou o tremor

De acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), responsável pela análise dos dados, o tremor teve baixa magnitude e integra os eventos sísmicos considerados comuns no território brasileiro.

Além disso, a Rede Sismográfica Brasileira atua sob coordenação do Observatório Nacional (ON/MCTI) e conta com apoio técnico do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

Primeiro tremor registrado no ES desde 2021

Segundo os registros oficiais, este foi o primeiro tremor de terra identificado no Espírito Santo desde julho de 2021.

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Na ocasião, especialistas registraram um abalo de magnitude 1.4 no município de Pancas, no Noroeste do Estado.

Dessa forma, o novo registro em Piúma encerra um período de quase cinco anos sem ocorrências sísmicas oficialmente identificadas no Espírito Santo.

Especialistas explicam fenômeno

Apesar de chamar a atenção da população, especialistas explicam que tremores de baixa magnitude acontecem frequentemente no Brasil.

No entanto, a maioria desses eventos passa despercebida pelos moradores.

Isso ocorre porque, geralmente, as pressões geológicas naturais que atuam sobre a crosta terrestre provocam esses fenômenos.

Além disso, tremores com magnitudes reduzidas raramente causam danos estruturais.

Não houve registro de danos

Até o momento, não há informações sobre moradores terem sentido o tremor em Piúma.

Da mesma forma, as autoridades não registraram danos materiais ou ocorrências relacionadas ao fenômeno.

Mesmo assim, os órgãos responsáveis continuam monitorando a atividade sísmica na região.

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  • Folha do ES – Conteúdo
  • Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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