Reconhecimento
Título concedido pelo Vaticano deixa Guido Schäffer mais próximo de ser o primeiro santo carioca
GERAL
Em processo de beatificação, o médico, seminarista e surfista que faleceu há 14 anos na Praia do Recreio teve suas virtudes heroicas reconhecidas
Por Lívia Neder — Rio de Janeiro
Em processo de beatificação, o médico, seminarista e surfista Guido Schäffer, que faleceu há 14 anos, foi reconhecido pelo Vaticano por suas virtudes heroicas. O título de venerável, concedido neste sábado pela Promulgação do Decreto do Dicastério das Causas dos Santos, o deixa mais perto de ser o primeiro santo carioca.
O título canônico de venerável é concedido na Igreja Católica a quem seja reconhecida a prática de virtudes heroicas em processo formal de canonização, de maneira póstuma. Antes de ser considerado venerável, o candidato à santidade tem de ser objeto de uma proclamação aprovada pelo Papa. Apenas depois de ser considerado venerável, o processo de canonização pode prosseguir para o estágio da beatificação.

Os administradores das redes sociais de Guido celebraram a notícia com uma postagem:
“Que dia especial! Neste sábado, 20/05/2023, recebemos a feliz notícia do reconhecimento das virtudes heroicas do Servo de Deus Guido Vidal França Schäffer, através da Promulgação do Decreto do Dicastério das Causas dos Santos. Vencemos uma etapa muito importante na causa de beatificação, com este decreto Guido recebe o título de Venerável. Com o mesmo empenho continuaremos divulgando o Venerável Guido Schäffer, pedindo sua intercessão e aguardando que possamos ter um milagre reconhecido para que ele se torne beato. Agradecemos a todos que colaboraram e rezaram conosco ao longo deste caminho”, diz a postagem.
De origem alemã, Guido estudou medicina e chegou a exercer a profissão por oito anos. Ele trabalhou na Santa Casa de Misericórdia e depois, ao se dedicar aos pobres, em atendimento nas ruas, resolveu que era o momento de seguir o chamado da fé e virar seminarista. O candidato a beato morreu no último ano do seminário, em um acidente no mar da Praia do Recreio, onde surfava, não chegando a ser ordenado padre. O surgimento dos primeiros milagres atribuídos a Guido Schäffer deram origem ao processo de beatificação, pelo Vaticano, em 2015.
Quem foi
Guido Vidal França Schäffer nasceu em Volta Redonda em 22 de maio de 1974 – Rio de Janeiro e faleceu em 1º de maio de 2009. Foi médico e seminarista brasileiro. Conhecido popularmente como “o Surfista Santo”, é considerado Venerável pela Igreja Católica desde 20 maio de 2023.
Vida

Em vida, atuou como seminarista, médico e praticante de Surf.
Segundo descreve seu amigo, Eduardo Martins, os dois surfavam naquele local na “despedida de solteiro”, isto é, na véspera do casamento de Eduardo. Este presenciou que uma manobra malsucedida ocasionou o afogamento do amigo, em 1° de maio de 2009, poucos meses antes de ser ordenado sacerdote.
Atendia na Santa Casa de Misericórdia os moradores de rua gratuitamente, como médico voluntário.
Faleceu em 1.° de maio de 2009, após se afogar enquanto surfava na Praia do Recreio, tendo sua morte causado comoção entre os católicos da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Processo de beatificação
Desde seu falecimento, seu túmulo tornou-se lugar de devoção, principalmente na data do seu aniversário. Em 2014, a fama de santidade de Guido cresceu, fazendo com que seus restos mortais fossem trasladados do Cemitério São João Batista para a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, em vista do crescente interesse dos fiéis ao “Surfista Santo”. No mesmo ano, foi aberto seu processo de beatificação, recebendo assim o título de “servo de Deus“. Em 2015, a Congregação para a Causa dos Santos concedeu o nihil obstat para o prosseguimento da causa. É considerado “venerável” pela Igreja Católica desde 20 maio de 2023, data em que suas virtudes heroicas foram reconhecidas pelo Papa Francisco.
- Pesquisa Wikipédia
- Foto: Divulgação / Arquidiocese de Brasília – DF
GERAL
Caíque Verli, repórter da TV Gazeta, morre aos 33 anos em Vitória
O jornalista foi encontrado no apartamento, no bairro Jardim da Penha, onde morava em Vitória, por amigos que acionaram o Samu
O repórter da TV Gazeta Caíque Verli, encontrado morto no apartamento onde morava em Jardim da Penha, Vitória, fazia acompanhamento médico por causa de crises convulsivas. Segundo a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que a morte pode ter sido provocada por questões de saúde, sem indícios de outras causas.
Caíque costumava chegar cedo à Rede Gazeta para iniciar o expediente às 5h30. Quando se atrasava, atendia às ligações dos colegas. Nesta quinta-feira (23), porém, ninguém conseguiu contato com o jornalista, o que aumentou a preocupação da equipe.
Como ele fazia tratamento para investigar a origem das convulsões e usava medicação para controlar o quadro, os colegas decidiram ir até o apartamento. No local, encontraram Caíque já sem vida.

O repórter Caíque Verli morreu aos 33 anos / Foto: Reprodução – Redes Sociais
Segundo amigos, o jornalista estava havia cerca de seis meses sem apresentar novas crises.
Imagens do sistema de videomonitoramento do prédio analisadas pela Polícia Civil mostram que Caíque chegou sozinho ao imóvel por volta das 15h de quarta-feira (22). De acordo com a investigação, não há registro da entrada de outras pessoas no apartamento após esse horário.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como encontro de cadáver e encaminhado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em Vitória. Segundo a corporação, as diligências realizadas no local indicam que a morte teria ocorrido em decorrência de questões de saúde, sem sinais de violência ou de outras causas aparentes.
A causa da morte, no entanto, só será confirmada após a conclusão dos exames periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Vitória.
Nota de pesar da Rede Gazeta
“É com profundo pesar que a Rede Gazeta comunica o falecimento do jornalista e repórter Caique Verli. A família de Caíque já foi informada e está sendo acompanhada pela empresa em Minas Gerais, onde reside.
Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de profissão, a quem desejamos força e conforto.
Caique deixa um legado de dedicação e comprometimento com o jornalismo, e será lembrado com carinho e admiração por todos que tiveram o privilégio de conviver e trabalhar ao seu lado.
As causas do óbito estão sendo apuradas pela Polícia Civil do Espírito Santo. Informações sobre velório e sepultamento serão comunicadas oportunamente”.
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- Fonte: A Gazeta
- Foto destaque: Reprodução / Redes Sociais
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