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Dia da Síndrome de Down reforça a importância da inclusão com autonomia e oportunidades

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EVENTOS

Data chama atenção para desafios no mercado de trabalho e destaca iniciativas que promovem protagonismo no Espírito Santo

Por Camilla Gumieiro* / Vitória – ES

Todos os dias, Erick Luiz da Silva acorda cedo, se prepara e segue para o trabalho como auxiliar administrativo no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra. Erick tem Síndrome de Down e construiu um caminho marcado por conquistas, desafios e, principalmente, oportunidades.

Desde pequeno, ele sempre quis participar de tudo. Esteve na escola regular, fez teatro, conviveu com os colegas e nunca aceitou ser colocado à parte. Com o apoio da família, seguiu em busca de inclusão e autonomia.

Para a mãe, Érika Soares da Silva, o protagonismo do filho sempre foi construído com incentivo e confiança. “Ele nunca fez nada por obrigação. Tudo que ele faz é porque quer provar, para ele mesmo e para os outros, que é capaz. Erick sempre quis estar junto, participar de tudo, nunca aceitou ser tratado de forma diferente.”

Com o mesmo entusiasmo de sempre, o jovem, que está com 27 anos, concluiu o ensino médio, fez o Enem e buscou qualificação profissional. Hoje, no mercado de trabalho, mostra, na prática, que inclusão não é sobre limitação. É sobre oportunidade.

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Um cenário que ainda precisa avançar

No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, histórias como a de Erik ainda estão longe de ser a realidade da maioria. No Brasil, apenas 5,3% das pessoas com Síndrome de Down estão no mercado de trabalho, segundo dados do IBGE.

A data nos convida à reflexão sobre a necessidade de ampliar oportunidades e garantir a participação plena dessas pessoas na sociedade. Para o diretor social da Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), Vanderson Gaburo, o principal desafio está na efetivação dessas oportunidades:

“A inclusão no mercado de trabalho não pode se limitar ao cumprimento de cotas. Ela começa no acesso à educação de qualidade e se concretiza quando existem oportunidades reais, com respeito, autonomia e valorização das potencialidades de cada pessoa. Mas também passa por uma mudança de mentalidade das empresas, que precisam enxergar essas pessoas para além do diagnóstico e reconhecer seu potencial”.

Inclusão que se constrói no dia a dia

Embora o Brasil tenha avançado com marcos importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), ainda há um longo caminho para transformar direitos em prática.

No Espírito Santo, iniciativas vêm fortalecendo esse caminho. As Apaes e sua coirmã Vitória Down atendem, juntas, mais de 10 mil pessoas com deficiência em todo o estado, atuando nas áreas de educação, saúde e assistência social.

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Programas como o Emprego Apoiado contribuem diretamente para a inserção profissional, oferecendo suporte técnico às empresas, adaptação de funções e acompanhamento contínuo dos profissionais e suas famílias, criando condições reais para que mais histórias como a de Erik se tornem possíveis.

Mais do que celebrar a data, o Dia Internacional da Síndrome de Down reforça a necessidade de construir uma sociedade onde inclusão seja regra e não exceção.

Evento da Vitória Down reforça a importância da convivência e da inclusão

Como parte das ações que marcam o Dia Internacional da Síndrome de Down, a coirmã Vitória Down promove, no dia 21 de março, uma manhã especial de integração na Praça dos Namorados, em Vitória.

A proposta é sair da rotina, fortalecer vínculos e proporcionar um momento leve ao lado de quem faz parte dessa caminhada. O encontro contará com atividades de convivência, troca de experiências e momentos de descontração para famílias e participantes. A programação acontece a partir das 8h, na Praça dos Namorados (atrás do Bob’s), e é aberta à comunidade.

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  • Pauta 6 Comunicação – Conteúdo
  • Foto Destaque: Divulgação / Feapaes-ES

 

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EVENTOS

Concurso de Qualidade do Café Conilon é destaque em Jaguaré

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Concurso distribuirá R$ 40 mil em premiação e reconhecerá os cinco melhores cafés produzidos no município

Jaguaré (ES)

A Secretaria de Agricultura de Jaguaré encerrou, no dia 31 de agosto, o período de inscrições com 56 amostras participantes. O número representa um aumento significativo em relação à edição de 2025, quando foram inscritas 42 amostras, reforçando o interesse dos produtores em investir cada vez mais na qualidade do café produzido no município.

Promovido com o objetivo de valorizar os produtores e incentivar a melhoria contínua da qualidade do café conilon de Jaguaré, o concurso entra agora em uma das etapas mais importantes: a análise sensorial dos lotes inscritos.

As amostras foram embaladas e codificadas de maneira que nem os produtores saibam qual código representa a amostra, e nem os avaliadores saibam a quem pertence cada código.

A avaliação será realizada na Fazenda do Incaper, em Linhares, entre os dias 1 e 3 de setembro de 2026. Durante esse período, os cafés serão submetidos à torra, análise técnica, e planilhamento dos resultados, seguindo os critérios estabelecidos pelo concurso.

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Após a avaliação, os produtores classificados entre os melhores serão conhecidos entre os dias 21 e 22 de setembro. A expectativa é de que a divulgação dos finalistas aumente ainda mais a mobilização e a torcida entre os participantes.

Premiação de R$ 40 mil

A grande final acontecerá no dia 24 de setembro de 2026, no Parque de Exposições de Jaguaré, quando serão anunciados os cinco cafés vencedores desta edição.

Ao todo, serão distribuídos R$ 40 mil em premiação, divididos da seguinte forma:

  •  1º lugar: R$ 15.000,00
  •  2º lugar: R$ 10.000,00
  •  3º lugar: R$ 7.000,00
  • 4º lugar: R$ 5.000,00
  • 5º lugar: R$ 3.000,00

Além da premiação financeira, o concurso representa uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho dos cafeicultores e destacar a qualidade do conilon produzido em Jaguaré.

Qualidade em evolução

A edição de 2025 já havia apresentado resultados expressivos. Na ocasião, foram 42 amostras inscritas, e o concurso registrou índices de pontuação considerados recordes entre todas as edições realizadas até então.

O café vencedor da última edição alcançou 86,5 pontos, resultado que demonstrou a evolução dos padrões de qualidade alcançados pelos produtores do município.

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Agora, com 56 inscrições, o V Concurso de Qualidade do Café Conilon de Jaguaré chega a uma nova fase com a expectativa de revelar cafés ainda mais competitivos e reforçar o município como referência na produção de conilon de qualidade.

A contagem regressiva para conhecer os melhores cafés de Jaguaré já começou. No dia 24 de setembro, o Parque de Exposições será palco do reconhecimento aos produtores que se destacaram pela excelência e dedicação na produção do café conilon.

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  • Fonte: Prefeitura de Jaguaré / Comunicação – Conteúdo
  • Foto destaque: Divulgação / PMJ
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