Libertadores
Fluminense vence o La Guaira, conta com tropeço do Bolívar e avança na Libertadores
Esportes / Futebol
Tricolor chegou aos oito pontos e ficou com a segunda posição do Grupo C
Rio de Janeiro – RJ
O Fluminense não iniciou bem a caminhada na Libertadores de 2026, mas mostrou que é o Time de Guerreiros, se recuperou na competição e garantiu vaga nas oitavas de final. Na noite desta quarta-feira (27), o Tricolor venceu o Deportivo La Guaira (VEN) por 3 a 1 no Maracanã, em partida válida pela última rodada do Grupo C. Savarino, Hércules e Canobbio fizeram os gols do Flu. Para assegurar a classificação, a equipe de Zubeldía, que não dependia apenas das próprias forças para avançar, contou com um tropeço do Bolívar, que perdeu para o Independiente Rivadavia pelo placar de 3 a 1 na Bolívia.
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O Tricolor chegou aos oito pontos e subiu para a segunda colocação. O Bolívar ficou em terceiro com cinco pontos e vai disputar o playoff da Sul-Americana.
Já o Deportivo La Guaira se despediu da competição com apenas três pontos. O Independiente Rivadavia, que chegou a 16 pontos, já estava classificado às oitavas como líder do Grupo C.
A equipe de Zubeldía, agora, foca no Brasileirão. O Fluminense vai medir forças com o Cruzeiro no domingo (31), a partir das 20h30, no Mineirão.
O jogo
A partida começou animada no Maracanã. Logo aos seis minutos, o árbitro assinalou pênalti para o Fluminense por toque de mão de César da Silva na bola dentro da área. O VAR chamou o juiz para revisar o lance no monitor do VAR, mas a penalidade máxima foi mantida. Savarino foi para a cobrança e balançou a rede aos dez minutos.

Comemoração de Canobbio em vitória do Fluminense / Foto: Marina Garcia – Fluminense FC
A comemoração, porém, durou pouco. Aos 12 minutos, a bola chegou até Londoño, e pegou a defesa do Tricolor aparentemente desprevenida. O camisa 36 deu um chapéu em Jammes, entrou na área e finalizou. A bola explodiu em Freytes, mas seguiu viva para o atacante finalizar e deixar tudo igual no placar.
O Fluminense pareceu sentir o gol. A equipe de Zubeldía tinha a bola, mas não levava perigo. Além disso, levou um susto quando Londoño recebeu a bola na área e finalizou de primeira para a defesa de Fábio, que mandou para escanteio.
Por outro lado, o Tricolor foi eficiente. Teve outra grande chance e não desperdiçou. Martinelli descolou ótimo passe para Hércules, que entrou na área e finalizou cruzado para recolocar o Fluminense em vantagem.
Na etapa complementar, o jogo voltou com menos emoção. Afinal, o Tricolor tinha a bola, mas não assustava o adversário. O Deportivo La Guaira, por sua vez, sequer passava perto de dar trabalho no ataque.
Entretanto, antes da parada para reidratação, o Fluminense, que ainda tinha mais volume, conseguiu o terceiro gol para ter mais tranquilidade em campo. Lucho Acosta invadiu a área e caiu no gramado, mas a defesa não afastou o perigo. Canobbio ficou com a posse, deu uma caneta no adversário e finalizou de trivela para superar o goleiro Varela.
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O restante do jogo foi de um Fluminense mais solto em campo, e o time seguiu melhor até o apito final. Quando a partida entre Bolívar e Independiente Rivadavia terminou, o Tricolor finalmente pôde comemorar a classificação.
Outros Resultados
Libertadores:
Corinthians 0 x 2 Platense
Bolívar 1 x 3 Independiente Rivadávia
Sul-Americana:
Vasco 3 x 0 Barracas
Caracas 1 x 3 Botafogo
Bragantino 2 x 0 Carabobo
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- Informações de O Dia – Conteúdo
- Foto destaque: Crédito – Lucas Merçon / Fluminense FC
Esportes / Futebol
Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez
Por André Costa*
Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de “é campeão” da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A decisão foi marcada por um amplo domínio espanhol. A Fúria martelou a Argentina durante toda a partida e aproveitou a expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar para enfim colocar a bola no fundo das redes. Foram 19 chutes até a finalização de Ferrán Torres que furou o gol de Dibu Martínez.
Roteiro repetido
O roteiro do bicampeonato mundial da Espanha faz jus ao primeiro título do país, conquistado em 2010. Naquele ano, o gol da vitória espanhola na final contra a Holanda, por 1 a 0, também foi marcado na prorrogação. O herói daquela vez também foi um jogador do Barcelona: Andrés Iniesta.
Adeus discreto de Messi
Já a provável despedida de Lionel Messi da Copa do Mundo teve sabor amargo. Preso na marcação espanhola, o astro teve atuação discreta na final e acabou amargando o vice, além de não conseguir superar Kylian Mbappé como o maior artilheiro da história da competição. O craque parou nos 21 gols, contra 22 do francês.
Com a derrota, a Argentina perdeu a chance de conquistar o seu quarto título mundial. Além disso, os sul-americanos, que ergueram a taça em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram igualar Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) como os únicos bicampeões consecutivos do torneio.
Como foi o jogo?
O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.
A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.
Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.
Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.
Segundo tempo
A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.
A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!
A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.
Prorrogação
O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.
Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.
Segundo tempo
Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.
A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.
A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.
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*Gazeta Esportiva – Conteúdo
*Foto destaque: Crédito – Odd Anderson / AFP
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